Descubra a diversidade do golf na Madeira

Palheiro Golf ©Tiago Sousa

O arquipélago atlântico é cada vez mais um destino ideal para os amantes do golf.

A Madeira tem uma longa tradição ligada ao golf. A modalidade começou a ganhar expressão na ilha na primeira metade do século XIX, muito por influência da comunidade britânica que aqui vivia ou passava temporadas. O clima ameno ao longo de praticamente todo o ano e a própria paisagem madeirense ajudaram a criar condições para que o golf se fosse afirmando, primeiro como atividade de lazer e, mais tarde, também como uma componente importante da oferta turística da Região.

Atualmente existem dois campos de golf na ilha da Madeira e um no Porto Santo. A estes juntar-se-á o novo campo da Ponta do Pargo, no extremo oeste da ilha, aumentando uma oferta que tem uma característica pouco comum: nenhum dos campos é verdadeiramente parecido com o outro.

Porto Santo Golf ©Nuno Andrade

Palheiro Golf

A poucos minutos do centro do Funchal, mas a cerca de 500 metros de altitude, fica o Palheiro Golf. O campo está integrado numa das propriedades mais conhecidas da Madeira e é rodeado por vegetação característica dos jardins do Palheiro.

Inaugurado em 1993 e desenhado pelo arquiteto norte-americano Cabell B. Robinson, tem 18 buracos e beneficia de uma localização privilegiada. Em vários pontos do percurso é possível ver o Funchal praticamente inteiro, com a cidade a descer pela encosta até ao mar.

Mas o Palheiro não vive apenas das vistas. O relevo obriga a pensar bem cada jogada e há diferenças de altitude consideráveis ao longo do percurso. É precisamente essa combinação entre o campo, a vegetação e a proximidade da cidade que lhe dá uma identidade muito própria.

Palheiro Golf ©Tiago Sousa
Palheiro Golf ©Nuno Andrade

Clube de Golf Santo da Serra

Se há um nome incontornável na história do golf madeirense, é o Santo da Serra. Foi nesta zona que surgiu, em 1937, o primeiro campo de golf da Madeira, inicialmente com nove buracos.

Décadas mais tarde, o campo foi redesenhado pelo arquiteto Robert Trent Jones Senior. Hoje, o Clube de Golf Santo da Serra conta com 27 buracos, divididos pelos percursos Machico, Desertas e Serras.

Jogar no Santo da Serra é também uma forma de perceber como a paisagem pode mudar rapidamente na Madeira. Estamos num ambiente mais rural do que no Palheiro, rodeados de árvores e montanhas, mas basta chegar a determinados pontos do campo para surgir uma vista aberta sobre Machico, o mar e as Desertas.

O Santo da Serra ganhou também projeção internacional por ter recebido, durante vários anos, o Madeira Islands Open, prova que integrou o calendário do European Tour e trouxe à ilha alguns dos melhores jogadores profissionais da modalidade.

Santo da Serra Golf ©Henrique Seruca
Santo da Serra Golf ©Nuno Andrade

Ponta do Pargo Golf Course

Na Ponta do Pargo está a nascer o mais recente capítulo desta história.

O novo campo, projetado por Nick Faldo,  leva o golf para uma zona completamente diferente da ilha. No extremo oeste, a paisagem é mais aberta, marcada pelas grandes falésias e pelo Atlântico. É difícil imaginar um enquadramento mais diferente do ambiente verde e montanhoso do Santo da Serra.

A construção deste campo representa também uma aposta no desenvolvimento turístico daquela zona da Madeira. Além de aumentar a oferta disponível para quem visita a Região especificamente para jogar golf, poderá ajudar a atrair mais visitantes ao concelho da Calheta e ao extremo oeste da ilha.

Com a sua entrada em funcionamento, a Madeira passará a contar com três campos na ilha principal, oferecendo aos jogadores a possibilidade de conhecer ambientes muito diferentes numa distância relativamente curta.

Campo de Golf da Ponta do Pargo ©Sociedade de Desenvolvimento da Madeira

Porto Santo Golf Club

E depois há o Porto Santo…

Uma curta viagem de ferry ou de avião muda completamente o cenário… O verde e as montanhas da Madeira dão lugar a uma paisagem mais seca, aberta e plana, com a extensa praia de areia dourada de um lado e uma costa mais rural do outro.

É neste ambiente que encontramos o Porto Santo Golf, inaugurado em 2004 e desenhado por Severiano Ballesteros, um dos grandes nomes da história do golf europeu.

O percurso principal tem 18 buracos e atravessa boa parte da ilha. Também aqui existem dois ambientes distintos: a zona sul apresenta um traçado com lagos, enquanto a norte o campo se aproxima das falésias e do mar. Alguns dos buracos junto à costa são, provavelmente, dos cenários mais marcantes para jogar golf no arquipélago.

Porto Santo Golf ©Neide Paixão
Porto Santo Golf ©Nuno Andrade

Madeira Golf Passport

Para quem visita a Madeira com o golf como uma das principais razões da viagem, existe ainda o Madeira Golf Passport.

A ideia é simples: permitir que o jogador combine diferentes campos durante a mesma estadia, com opções que incluem o Palheiro Golf, o Santo da Serra e também o Porto Santo.

E talvez seja precisamente aí que esteja uma das maiores vantagens da Madeira enquanto destino de golf. Não é apenas a possibilidade de jogar durante praticamente todo o ano. É poder, numa mesma viagem, jogar a mais de 700 metros do nível do mar,no Santo da Serra, olhar sobre o Funchal a partir do Palheiro e, no Porto Santo, terminar uma ronda numa falésia com o Atlântico mesmo em frente.

Com a chegada da Ponta do Pargo, haverá ainda mais um cenário para acrescentar a esta lista. Quatro campos, quatro paisagens e quatro formas bastante diferentes de jogar golf num arquipélago onde as distâncias são sempre relativamente curtas.

Levada do Rei ©Henrique Seruca

E, naturalmente, uma viagem de golf à Madeira não tem de ficar limitada aos campos. Entre rondas, é possível percorrer levadas e trilhos pela floresta Laurissilva, explorar o mar em passeios de barco ou atividades de mergulho, conhecer a tradição do Vinho Madeira e descobrir uma gastronomia marcada pelos produtos locais. Há ainda jardins, miradouros, praias, piscinas naturais e localidades com identidades muito distintas. Essa diversidade permite combinar facilmente o golf com natureza, cultura, descanso e boa mesa, transformando cada estadia numa experiência muito mais completa do arquipélago.

Passeio de iate, Fajã do Cabo Girão ©Ricardo Faria Paulino
Baixa da Cruz ©Nuno Sá