Segunda-feira, Setembro 16, 2019
Tags Post com a tag "PIB"

PIB

0

O peso do Turismo na economia nacional tem aumentado de forma notável nos últimos anos. De acordo com a Conta Satélite do Turismo, divulgada esta manhã pelo INE, o Consumo do Turismo no território português atingiu, em 2017, a marca de 13,7% do Produto Interno Bruto, o que corresponde a 26,7 mil milhões de euros.

Este resultado evidencia um crescimento de 14,5% face a 2016, ano em que o consumo turístico em Portugal valia 12,5% do PIB. Desde 2014, aliás, o crescimento anual deste indicador foi de 0,3 pontos, pelo que o registo do ano passado (+1,2 pontos, quatro vezes mais) se torna ainda mais significativo.

O peso dos turistas estrangeiros no consumo turístico no território subiu de 61,2% em 2014 para 63,1% no ano passado.

Também o Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado pelo Turismo registou uma subida expressiva, passando de 6,9% em 2016 para 7,5% no ano passado.

Por outro lado, o emprego no Turismo também continua a crescer de forma sustentada, acompanhando o dinamismo desta atividade ao longo de todo o ano. De acordo com o INE, em 2016 o emprego no Turismo aumentou 4,8%, para um total de 417 mil vínculos a tempo completo, o que representou nesse ano 9,4% do emprego nacional. E em 2016, as remunerações do Turismo cresceram 7,6%, mais do que em 2015 (5,7%).

Portugal está entre os países europeus com maior peso do consumo turístico, com maior VAB do Turismo e com mais postos de trabalho no Turismo.

Para a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, estes dados evidenciam “a  importância do Turismo na economia nacional. Nos últimos anos o Turismo tem evidenciado um forte crescimento, mas ao mesmo tempo um crescimento sustentável, aumentando mais em valor do que em volume de turistas e diminuindo o índice de sazonalidade, o que se tem refletido na criação de postos de trabalho e manutenção de emprego ao longo do ano. Tenho percorrido o país de Norte a Sul e tenho testemunhado como o dinamismo do Turismo também tem funcionado como mobilizador territorial. Estes resultados são muito bons mas não podemos baixar os braços; temos de continuar a trabalhar, com ainda mais motivação”.

0

30,7 milhões de dormidas de estrangeiros (+10,5% face ao ano anterior), 9,1 milhões em hóspedes estrangeiros (+11,7%) e 9,7 mil milhões de euros (+9,5 %), são os números que reforçam a importância do turismo na economia nacional, destacando-se como um dos setores mais relevantes para o PIB.

Os dados divulgados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística e pelo BdP – Banco de Portugal confirmam a importância do setor na economia portuguesa. De acordo com os dados do último boletim estatístico do INE, até setembro de 2016, as dormidas de estrangeiros, em Portugal, situaram-se nos 30,7 milhões, lideradas pelo Reino Unido (com 7,4 milhões), logo seguido pela Alemanha (com 4,1 milhões). As dormidas dos portugueses ascenderam neste período a 12,4 milhões (+4.5 % que em 2015).

Já os dados do Banco de Portugal refletem a boa performance do turismo em Portugal, com as Receitas Turísticas a consolidarem-se nos 9,7 mil milhões de euros, representando um crescimento de 9,5%, face ao período homólogo de 2015.

Os números referentes ao verão foram assinaláveis e Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, refere que “comparando com o ano transato, verificamos que nos meses tipicamente de verão, entre julho e setembro, todas as variáveis cresceram:  mais 6,0% de dormidas (20,0 milhões), mais 6,6% de hóspedes (6,5 milhões) e mais 9,3% de receitas (4,7 mil milhões de euros)”.

O presidente do Turismo de Portugal reforça ainda que “todos os indicadores relevantes estão a crescer de forma substancial e de modo sustentado. Devemos, por isso, estar todos orgulhosos do nosso trabalho. E, quando digo todos, são mesmo todos: setor público, privado, regiões, delegações no estrangeiro, hoteleiros, agentes de viagens, animação turística e até as pessoas que, não estando de modo direto ligadas ao turismo, são responsáveis por alguma atividade que interage com os turistas. E chegámos aqui porque todos conseguimos criar uma consciência do turismo e trabalhar nos pontos essenciais: a captação de turistas, a qualidade da oferta melhorando e diversificando a experiência proporcionada e a fidelização. Em 2017 trabalharemos para que as empresas portuguesas se tornem ainda mais competitivas, sólidas e inovadoras; com o claro objetivo de induzir mais crescimento neste que é um setor tão importante para a economia portuguesa” conclui.

Entre janeiro e setembro, a procura foi impulsionada pelos mercados europeus consolidados – Reino Unido, Alemanha, Espanha e França. Até setembro de 2016 os cinco principais mercados para Portugal concentraram 60% do total de dormidas de estrangeiros. De destacar ainda o forte crescimento dos Estados Unidos, +154 mil dormidas, (+20,6% relativamente a 2015) demostrando o aumento da eficácia da mensagem comunicacional de Portugal e a forte aposta neste mercado.

Finalmente destacam-se os valores do Rendimento Médio por Quarto Disponível (RevPar) que evidenciam importantes taxas de crescimento no período Janeiro a Setembro. O crescimento a dois dígitos deste indicador (+12,7%) de forma superior ao crescimento do número de hóspedes (+ 9,2%) evidencia o excelente desempenho das empresas nacionais.

0

60 mil empregos diretos e outros 160 mil indiretos é hoje o contributo da hotelaria portuguesa no mercado de emprego nacional. Além disso, o investimento direto dos hoteleiros já ultrapassa os 16 mil milhões de euros em ativos imobiliários. Se as projeções se mantiverem e o ritmo de crescimento também, o Turismo irá criar, até 2026, mais de um milhão de empregos no nosso país, segundo dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo.
Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), alerta que “para aqueles que julgam que o turismo não deve ser fator determinante para o nosso desenvolvimento, quero lembrar que, de acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a contribuição do Turismo português para a PIB, para o emprego e para o investimento é ainda inferior à média europeia”.
O dirigente associativo, que falava, esta quinta-feira, na sessão de abertura do 28° Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que termina hoje em Ponta Delgada, nos Açores, tendo como base os números revelados na semana passa pelo INE, que afirmam que o crescimento do PIB foi de 1,6% no primeiro trimestre deste ano, considera que este incremento foi “especialmente impulsionado pela atividade turística na época alta”, tendo a subida da taxa de ocupação e do preço médio sido as grandes responsáveis para este feito. “Esta situação permite-nos reafirmar que o Turismo pode ser considerado o motor da economia nacional”, opinou.
Raul Martins revelou que “o crescimento previsto para os próximos anos permitirá criar um milhão de empregos em Portugal até 2026, segundo a mesma fonte”.
Por outro lado, Raul Martins deixou presente que, apenas nos primeiros nove meses deste ano, o crescimento do emprego na hotelaria chegou aos 23%, quando comparando com o período homologo de 2015, e é responsável por um total de 21% dos empregos que o Turismo geram em Portugal.

*A Viajar Magazine nos Açores a convite de AHP

Artigos Relacionados:

AHP prepara-se para lançar plataforma de reservas hoteleiras nacional

Raul Martins: “O país precisa de mais eventos como o Web Summit”

Hotéis não aderem à lei que permite dispensa de estrelas

Neeleman recorda urgência do Montijo até para estacionamento de aeronaves

Marcelo diz que é preciso assegurar que não estamos perante um epifenómeno