Por Sílvia Guimarães
A Solférias entra em 2026 com indicadores positivos e reforça a aposta comercial naquele que considera ser o momento mais determinante do ano: a BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market.
À margem do seu roadshow anual, o diretor-geral do operador, Nuno Mateus, revelou que as reservas seguem 14% acima do período homólogo, embora admita que só no final de abril será possível perceber se o desempenho traduz crescimento real ou mera antecipação da procura.
“Só vamos ter noção a 30 de abril se é uma antecipação pura e dura ou se é um aumento efetivo da capacidade”, afirmou o responsável, sublinhando que a BTL continua a ser “o momento mais importante” do calendário comercial da empresa. À semelhança de anos anteriores, o operador preparou campanhas específicas para a feira, com condições diferenciadas dirigidas aos agentes de viagens. “Somos muito agressivos na altura da BTL”, assumiu.
2025: crescimento a dois dígitos
A empresa encerrou 2025 com um crescimento de 22% no volume de negócios e de 17% no número de passageiros transportados, num exercício que Nuno Mateus classificou como “muito positivo”. A diferença entre o aumento da faturação e o crescimento em passageiros é explicada pelo maior peso das grandes viagens e de produtos de valor médio mais elevado.
O responsável reconheceu que o período entre junho e setembro concentrou maior exposição ao risco operacional, com junho a revelar-se particularmente exigente. Ainda assim, o balanço final superou as expectativas. “Crescemos 22% face ao ano anterior, que já tinha sido um bom ano. São números bastante elevados”, sublinhou.
Outro traço marcante de 2025 foi a alteração do padrão de compra do consumidor português. A programação começou a ser vendida logo em outubro e novembro, com a Black Friday a assumir um papel determinante. “Foi um dos momentos comerciais mais fortes do ano”, referiu o CEO, explicando que as políticas de revenue management das companhias aéreas e dos hotéis têm incentivado reservas cada vez mais antecipadas.
Tecnologia e eficiência operacional
O investimento tecnológico realizado nos últimos anos começa a refletir-se na eficiência da operação. A empresa regressou aos 60 colaboradores — o mesmo número de 2019 — mas com uma estrutura mais produtiva. “Voltámos ao nível pré-pandemia em número de pessoas, mas com uma diferença significativa: mais do que duplicámos a faturação”, destacou Nuno Mateus.
Segundo o responsável, a automatização de processos permitiu libertar a equipa de tarefas rotineiras e aumentar a capacidade de resposta, algo particularmente relevante num contexto em que muitas agências de viagens operam fora do horário tradicional.
Até ao final de 2026 está previsto o lançamento de um novo website, com funcionalidades reforçadas e maior integração tecnológica.
Cabo Verde lidera, Egito reforça posição
No plano dos destinos, Cabo Verde manteve-se como principal mercado da Solférias, com cerca de 37 mil passageiros transportados em 2025. “Cabo Verde está neste momento praticamente em época alta todo o ano”, observou o CEO, apontando a crescente pressão da procura internacional e a dificuldade crescente em garantir disponibilidade de última hora.
O Egipto consolidou-se como segundo destino em volume de faturação e será alvo de reforço significativo de capacidade em 2026. A programação de verão deverá atingir cerca de 25 voos charter semanais no pico da operação, seis dos quais dedicados ao destino egípcio, incluindo ligações para Hurghada, El Alamein (Costa Norte) e Sharm el-Sheikh.
Além do Egito, o operador mantém operações próprias para o Senegal, enquanto as restantes ligações são partilhadas com outros operadores turísticos.
O Brasil registou igualmente um desempenho expressivo, com vendas praticamente duplicadas no último ano. Segundo Nuno Mateus, a competitividade tarifária e o reforço da oferta aérea contribuíram para esse crescimento, com destaque para o Nordeste brasileiro.
Grandes viagens e novos estímulos de procura
No segmento das grandes viagens, continuam em evidência destinos como Maldivas, Médio Oriente e Sudeste Asiático. O CEO destaca que, quando reservados com antecedência, estes produtos apresentam preços competitivos e elevada qualidade de serviço.
Também a Disneyland Paris tem contribuído para dinamizar as vendas, impulsionada pela nova área temática Frozen. Apesar do aumento da capacidade dos parques, a oferta hoteleira não acompanhou o mesmo ritmo, o que tem intensificado a pressão sobre as reservas. “O que nunca vendemos tanto também são as entradas”, referiu.
Roadshow e foco no trade
O roadshow anual da empresa passou pelo Porto e por Lisboa, reunindo cerca de 1.200 profissionais do setor, entre agentes de viagens e parceiros. A iniciativa antecede a presença na BTL, onde a Solférias estará no Pavilhão 4 com uma estratégia claramente orientada para o trade.
Após a feira, a gestão da oferta deverá tornar-se mais seletiva, acompanhando os níveis de ocupação e a evolução da procura.
Para já, os sinais são encorajadores. Mas, como frisa Nuno Mateus, o verdadeiro teste chegará no final de abril: “Só aí saberemos se estamos perante crescimento efetivo ou apenas um mercado que está a comprar mais cedo.”
Em declarações aos jornalistas esta segunda-feira, o director-geral do maior operador turístico português sublinhou que o aumento de 14% nas reservas face ao ano passado pode significar crescimento ou antecipação de reservas.
Para Nuno Mateus, só a 30 de Abril é possível concluir se o volume de reservas representa um crescimento em relação ao ano passado ou se revela apenas antecipação da venda.
No entanto, torna-se mais relevante um aumento das reservas quando se aproxima um momento em que, nos últimos anos, o operador tem registado um pico de vendas: a BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre entre 25 de Fevereiro e 1 de Março.
A BTL é “o momento mais importante” para as vendas do operador, sublinhou Nuno Mateus. A Solférias prepara, todos os anos, uma campanha específica para o evento, com condições especiais para os agentes de viagens. “Somos muito agressivos na altura da BTL”.
O operador vai estar na feira com espaço próprio durante os dias profissionais. A partir de sexta-feira às 17h, quando o evento abre ao público, a Solférias deixa o stand e passa a estar presente com promotores para apoiar os agentes de viagens na comercialização dos seus programas.
Novo website antes do final do ano
Nuno Mateus revelou aos jornalistas que o operador está a investir em tecnologia e prevê lançar um novo website, “com muito mais funcionalidades”, até ao final do ano.
No ano passado, a Solférias investiu em desenvolvimentos tecnológicos e “nota-se na nossa capacidade de resposta”, destacou o executivo. “Há muitas agências de viagens a trabalhar fora de horas, shopping centers aos fins-de-semana, e realmente é impossível termos uma estrutura que permita dar uma resposta de 24 horas, a não ser que tenhamos tecnologia”.
O operador tinha 60 trabalhadores antes da pandemia de covid-19, reduziu para 35 e só no final de 2025 voltou a alcançar o mesmo número de funcionários, “mas com uma diferença: comparando com 2019, mais do que duplicámos a nossa facturação”, sublinhou Nuno Mateus.
O crescimento, de acordo o director-geral da Solférias, resulta do aumento da equipa e do investimento na tecnologia, que permite “deixar de fazer muito trabalho rotineiro, que levava muito tempo”.
Operador terá 25 voos charter por semana no Verão
Para este ano, a programação de voos charter da Solférias inclui cerca de 25 voos por semana no período mais alto do Verão. Os voos para o Egipto e para o Senegal são contratados exclusivamente pelo operador e as restantes são partilhadas com outros operadores turísticos. “Na grande maioria [das operações partilhadas] nós temos cerca de metade do avião”, sublinhou Nuno Mateus.
O Egipto é um dos destinos em destaque na programação da Solférias este ano. Depois de ter subido a segundo maior destino em volume de facturação no ano passado, o operador vai reforçar este ano a sua oferta para o país. No total, serão o seis voos por semana no pico do Verão, incluindo duas novidades: Porto – Sharm El-Sheikh e Lisboa – El Alamein (Costa Norte).
As novas operações juntam-se aos voos já operados em 2025 entre Porto e El Alamein (Costa Norte), Lisboa – Hurghada e Porto – Hurghada, esta última reforçada com um voo extra. Clique para ler: Solférias anuncia voo extra Porto – Hurghada (Egipto) no Verão).
Ainda assim, Cabo Verde continua a ser o destino mais procurado da programação da Solférias. “Apesar de termos cerca de 20 destinos de grandes dimensões, Cabo Verde continua a liderar”. No ano passado, 37 mil pessoas viajaram com a Solférias para Cabo Verde. “Foi o destino que mais cresceu e já era o nº1, portanto é extraordinário”, sublinhou o director-geral do operador.
Roadshow juntou cerca de 1.200 participantes
Nuno Mateus falava aos jornalistas esta segunda-feira em Lisboa, na Sala Tejo do MEO Arena, na segunda sessão do seu evento de apresentação aos agentes de viagens que juntou cerca de 90 fornecedores de vários destinos, companhias aéreas, hotéis e outros produtos e serviços turísticos.
A primeira sessão decorreu no Porto, no dia 20 de Fevereiro, no Pavilhão Rosa Mota. Nos dois eventos, a Solférias juntou cerca de 1.200 participantes, incluindo agentes de viagens, fornecedores, convidados e representantes do operador.
A Solférias encerrou 2025 com um crescimento de 22% em volume de negócios e de 17% em passageiros, num ano que o CEO, Nuno Mateus, classificou como “muito positivo”. À margem do roadshow anual da empresa, que decorreu no Porto e em Lisboa, o responsável revelou que, no início de 2026, as reservas seguem 14% acima do período homólogo, sublinhando, contudo, que apenas no final de abril será possível perceber se esse desempenho corresponde a crescimento efetivo ou a uma antecipação da procura.
O exercício de 2025 foi descrito como um ano de elevada intensidade operacional, com a maior exposição ao risco concentrada entre junho e setembro. “O junho foi um dos meses mais difíceis, mas depois todos os restantes foram extremamente positivos e o balanço foi muito, muito bom”, afirmou Nuno Mateus esta segunda-feira.
O crescimento verificou-se tanto em passageiros (17%) como em faturação (22%), diferença que o CEO atribui ao peso crescente das grandes viagens, de valor médio superior. “Crescemos 22% em relação ao ano anterior, que são números bastante elevados, e portanto foi muito positivo”, afirmou.
Um dos principais destaques foi a mudança no comportamento do consumidor português, com maior antecipação nas reservas. A programação começou a ser vendida em outubro e novembro de 2024, com a Black Friday a assumir um papel determinante. “A Black Friday foi realmente um momento extremamente positivo, dos mais importantes que nós tivemos ao longo do ano”, disse o CEO.
Segundo o responsável, esta antecipação obrigou a empresa a ter toda a programação preparada no final de setembro e início de outubro, alinhando-se com os mercados da Europa Central e do Norte. As políticas agressivas de revenue management das companhias aéreas e dos hotéis têm reforçado o incentivo à compra antecipada, devido às diferenças tarifárias significativas.
“CRESCEMOS 22% EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR, QUE SÃO NÚMEROS BASTANTE ELEVADOS, E PORTANTO [2025] FOI MUITO POSITIVO”
Cabo Verde lidera, Egipto e Brasil em destaque
Cabo Verde manteve-se como o principal destino da operação da Solférias, com cerca de 37 mil passageiros transportados em 2025. O Egipto ocupou a segunda posição, seguido de Tunísia, Disneyland Paris e Brasil.
O CEO sublinhou a pressão crescente da procura em Cabo Verde, afirmando que o destino vive atualmente “em época alta desde o dia 1 de janeiro até o dia 31 de dezembro”, o que torna cada vez mais difícil a reserva de última hora. O aumento da presença de outros mercados e o crescimento do alojamento local contribuem para este cenário.
O Egipto destacou-se como o segundo destino mais vendido, enquanto o Brasil evidenciou uma recuperação expressiva, com as vendas praticamente duplicadas em 2025. “Há muito mais oferta, as tarifas (…) têm estado muito mais competitivas, e o Nordeste realmente é dominante no produto que nós vendemos para o Brasil”, afirmou Nuno Mateus. São Tomé manteve uma procura consistente, enquanto Senegal e Porto Santo registaram estabilidade.
“CABO VERDE ESTÁ, NESTE MOMENTO, EM ÉPOCA ALTA DESDE O DIA 1 DE JANEIRO ATÉ O DIA 31 DE DEZEMBRO.”
2025 foi também o ano em que a Solférias concluiu vários desenvolvimentos tecnológicos, permitindo automatizar processos e aumentar a capacidade de resposta às agências de viagens. A empresa regressou aos 60 colaboradores – o mesmo número de 2019 – mas com uma faturação mais do que duplicada face ao período pré-pandemia. “Voltámos a atingir os 60 colaboradores, com uma diferença: (…) mais que duplicámos a nossa faturação”, destacou o CEO.
2026: mais capacidade aérea, novo site e reforço no Egipto
Para 2026, a Solférias prevê manter cerca de 25 voos charter semanais nos períodos de maior procura.Egipto e Senegal continuam a ser operações 100% próprias, sendo as restantes partilhadas.
O principal reforço de capacidade será no Egipto, onde a oferta foi duplicada, incluindo seis voos exclusivos na época alta para Hurghada, El-Alamein (costa norte) e Sharm el-Sheikh, este último uma novidade na programação.
No segmento das grandes viagens, além do Brasil, destacam-se Maldivas, Médio Oriente (com escalas no Dubai e Qatar), Tailândia, Indonésia e Vietname. Segundo o CEO, quando reservados com antecedência, estes destinos apresentam preços competitivos e elevada “qualidade de serviço”.
Outro fator com impacto na procura é a abertura da nova área temática Frozen na Disneyland Paris. Apesar do aumento da capacidade dos parques, a oferta de alojamento não cresceu na mesma proporção, o que tem gerado maior pressão sobre as reservas. “O que nunca vendemos tanto também são as entradas”, referiu, explicando que muitos portugueses aproveitam estadias em Paris para visitar o parque.
“SÓ VAMOS TER NOÇÃO A 30 DE ABRIL SE É UMA ANTECIPAÇÃO PURA E DURA OU SE É UM AUMENTO DA CAPACIDADE.”
Até ao final de 2026, a Solférias prevê ainda lançar um novo website, com funcionalidades adicionais, tirando partido da modernização do sistema interno.
À data do roadshow, as reservas para 2026 encontravam-se 14% acima do período homólogo. Contudo, Nuno Mateus alertou que apenas no final de abril será possível determinar se o desempenho resulta de crescimento efetivo da procura ou de antecipação das vendas. “Só vamos ter noção a 30 de abril se é uma antecipação pura e dura ou se é um aumento da capacidade”, afirmou.
O roadshow da Solférias decorreu no Porto e em Lisboa, reunindo cerca de 600 agentes de viagens em cada cidade, num total aproximado de 1.200 profissionais.
Na BTL, a Solférias marcará presença no Pavilhão 4, com um posicionamento orientado para o trade, mantendo campanhas comerciais durante a feira, que o CEO descreveu como “o momento mais importante” do ano comercial. Após o evento, a empresa prevê uma gestão mais seletiva da oferta em função das taxas de ocupação.




