Aprovada candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade

Aprovada candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade

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Foi aprovada a proposta conjunta que os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, António Prôa (PSD), Manuel Salgado (PS) e Catarina Vaz Pinto (PS), apresentaram em reunião de Câmara, que determina o início preparação do processo de candidatura da Calçada Portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade. Propõem, por outro lado, a celebração de um protocolo entre a CML e a ASSIMAGRA para promover a recolocação do Monumento ao Calceteiro, na Praça dos Restauradores.

Os subscritores da proposta – vereadores da maioria e PSD – sustentam que Calçada Portuguesa constitui hoje um elemento de forte identidade de Lisboa, associado a uma expressão artística de qualidade que valoriza a imagem da cidade. A particularidade da sua aplicação e a relevância cultural justificam a candidatura deste bem a património cultural imaterial da humanidade.

Para António Prôa, subscritor da proposta, “a candidatura da Calçada Portuguesa a património da humanidade pretende, não apenas a salvaguarda e promoção de uma criação artística que identifica a cidade de Lisboa e o país, como é uma oportunidade para valorizar, inovar e aperfeiçoar a sua aplicação e manutenção da calçada artística, aplicando novas técnicas e atraindo artistas para a sua criação”.

A calçada portuguesa, inspirada em antigos processos de pavimentação árabes e romanos, é hoje uma das mais originais e famosas criações do povo português, dando às ruas das nossas urbes, uma decoração ímpar do ponto de vista gráfico, reconhecida mundialmente com especial importância no mundo lusófono.

Em Lisboa, pode admirar-se a expressão de grande riqueza técnica e originalidade artística da calçada portuguesa em diversos locais, como o Rossio e a Baixa Pombalina, o Chiado, a Avenida da Liberdade ou ainda o Cais do Sodré.

A candidatura da Calçada Portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade constitui um desígnio da cidade e por isso deve ser factor de convergência. “A subscrição desta proposta conjunta que eu, enquanto vereador do PSD, faço com os vereadores Manuel Salgado e Catarina Vaz Pinto do PS é a afirmação de que esta candidatura deve ser encarada como um desafio e um compromisso para além das questões partidárias”, defende António Prôa.

Em relação à instalação do Monumento ao Calceteiro, trata-se de repor na cidade o monumento originalmente colocado na Rua da Vitória e que foi alvo de vandalismo. A escultura, da autoria de Sérgio Stichini, foi colocada por iniciativa do vereador António Prôa em 2006, que na altura era responsável pelo pelouro do espaço público.

“É com especial satisfação, que vejo agora reposto em Lisboa o monumento que homenageia a arte dos calceteiros e assinala a importância para a cidade da calçada portuguesa”, afirma António Prôa.

A proposta autoriza a celebração de um protocolo entre a Câmara de Lisboa e a ASSIMAGRA (Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins), entidade que fornecerá a pedra de calçada necessária ao enquadramento do conjunto escultório Monumento ao Calceteiro.

A subscrição conjunta desta proposta pelo PSD e pelos vereadores da maioria socialista é um sinal claro de que a Calçada Portuguesa em Lisboa deve ser encarada como um bem da cidade com importância histórica, cultural e estratégica na afirmação da identidade da cidade.

Segue em anexo o texto da proposta subscrita pelos Vereadores António Prôa, Manuel Salgado e Catarina Vaz Pinto, aprovada por unanimidade na reunião do executivo municipal que decorreu hoje, dia 15 de dezembro.

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