por Sílvia Guimarães
O presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, afirmou que a região atravessa um momento histórico no que toca à distribuição da procura turística ao longo do ano. Durante a sua intervenção na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, o responsável destacou que o Algarve apresenta atualmente “a taxa de sazonalidade mais baixa da sua história”.
Segundo explicou, embora a região mantenha uma forte ligação ao turismo de Verão, o peso desses meses tem vindo a diminuir no total anual da atividade. “Teremos sempre algum nível de sazonalidade na nossa região, mas o trabalho que temos feito entre todos os agentes do sector permite-nos hoje afirmar que o Algarve está com a taxa de sazonalidade mais baixa da sua história”, sublinhou.
Sazonalidade em queda
Em 2025, os meses de julho, agosto e setembro representaram 40,8% das dormidas anuais no Algarve. Há cerca de uma década, essa concentração rondava os 46%. A diferença, ainda que gradual, revela uma tendência consistente de equilíbrio ao longo do calendário turístico.
André Gomes frisou que esta evolução “demonstra claramente que estamos a conseguir atingir um dos nossos principais objectivos, que é desenvolver actividade ao longo de todo o ano na nossa região”.
Comparando com anos mais recentes, os números mostram igualmente uma melhoria progressiva face a 2022, 2023 e 2024.
Números de 2025
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, o Algarve registou 8,5 milhões de dormidas no terceiro trimestre de 2025, num total anual superior a 20 milhões.
O mercado interno teve um desempenho positivo, com 4,8 milhões de dormidas de residentes em Portugal, traduzindo um crescimento de 3,2% face ao ano anterior. Já as dormidas de visitantes estrangeiros fixaram-se nos 16 milhões, registando uma ligeira diminuição.
Reconhecimento nacional
A presença do Algarve como Destino Nacional Convidado na edição deste ano da BTL foi, para o presidente da entidade regional, um sinal claro da relevância do mercado português. André Gomes considerou que esta distinção representa “um reconhecimento da importância do mercado nacional” para o destino.
Apesar da inevitável concentração estival num território tradicionalmente associado ao sol e mar, os dados apontam para uma transformação estrutural: o Algarve está, cada vez mais, a afirmar-se como destino de todo o ano.




