ATL investe 7 milhões em novo Terminal de Atividade Marítimo-Turística de Lisboa

A antiga estação fluvial Sul e Sueste de Lisboa, desmantelada desde 2011, vai dar lugar ao novo Terminal de Atividade Marítimo-Turística de Lisboa.

Situado junto ao Terreiro do Paço, em frente em Ministério das Finanças, o projeto resulta de um investimento de 7 milhões de euros, por parte da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), valor que “por incumbência da câmara, irá reunir e mobilizar”. A ATL será ainda a entidade que ficará detentora da concessão de gestão do terminal durante 50 anos.

De acordo com Vítor Costa, diretor geral da ATL, que apresentou o projeto, esta tarde, durante a cerimónia de assinatura do protocolo que permitiu a cedência do edifício por parte do Estado à Câmara Municipal de Lisboa, o prazo para o término da obra, embora admita ser ambicioso, será “no final do próximo ano”.

O projeto, que ficará a cargo da arquiteta Ana Costa, engloba a reabilitação do edifício, com a criação de dois restaurantes, uma loja de venda de merchandising e produtos regionais, a colocação de bilheteiras das empresas que aí pretendam desenvolver a sua atividade marítimo-turística. No interior do edifício, Vítor Costa explicou que o objetivo passa por uma restauração que terá em conta o projeto original, devolvendo às paredes os azulejos que há muito lhe foram retirados, anulando e removendo “todos os acrescentos de épocas posteriores”. Já na parte exterior é intenção que aí existam esplanadas e se consiga “completar a requalificação do Cais das Colunas”, fazer a “reconstrução do muro das namoradeiras, aumentar os espaços verdes” e possibilitar a existência de percursos pedonais e cicláveis”, que liguem o Terreiro do Paço ao novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia.

Quando estiver terminado, o novo Terminal de Atividade Marítimo-Turística de Lisboa ficará com dois espaços distintos para acolher embarcações. Um destinado a barcos de porte médio, como é o caso dos cacilheiros, e um outro para acolher embarcações menores de recreio.

Fernando Medina, autarca de Lisboa, assumiu, durante o seu discurso, que com este projeto consegue-se “devolver à cidade um espaço de grande importância que há muito lhe tinha sido subtraído”, permitindo nascer aí “uma nova polaridade no Rio Tejo”. O presidente da câmara referiu ainda que esta “é a peça que faltava no amplo projeto de requalificação da frente ribeirinha entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia”.

Para Fernando Medina a assinatura deste protocolo de cedência do imóvel vem demonstrar “o início do fim do processo de renovação integral de vários quilómetros de frente ribeirinha”.

Presente na cerimónia esteve ainda o ministro das Finanças, Mário Centeno, que frisou o facto de o seu Governo estar a assumir um papel importante na reabilitação do património do Estado. Segundo o ministro, o facto de o Governo ter vindo a “colocar edifícios do Estado no caminho da sua reabilitação e utilização pelo público (…) dinamiza-se a economia portuguesa, através do turismo, e preserva-se o património cultural”. Para Mário Centeno, “de nada vale ter imóveis no território nacional se os mesmos não se encontrarem valorizados e em pleno funcionamento”.

É de referir que o Governo colocou 40 edifícios do património do Estado em concurso público no início do verão com o objetivo de os atribuir em concessão a privados para a sua reabilitação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui