MSC Cruzeiros regista maior embarque de portugueses nos cruzeiros Lisboa-Lisboa

MSC Virtuosa

A MSC Cruzeiros tem vindo a registar números recorde de embarque de passageiros portugueses nos cruzeiros à partida e chegada a Lisboa. O MSC Virtuosa, navio que está a operar este outono no mercado português (setembro a novembro), tem tido uma média de 900/950 passageiros em cada embarque na capital portuguesa, dos quais 95% são de nacionalidade portuguesa.

“Estes foram os melhores números que tivemos até agora [quando comparando com os três anos que antecederam a pandemia, entre 2017 e 2019], o que nos leva a crer que o setor dos cruzeiros, em especial aqueles realizados de porta-a-porta, Lisboa-Lisboa, podem ter ainda muito para dar, especialmente no próximo ano”, afirmou esta sexta-feira, 15 de outubro, em Lisboa, Eduardo Cabrita, diretor geral da MSC Cruzeiros para Portugal, em conferência de imprensa, durante uma vista ao MSC Virtuosa.

Apesar desta não ser a época habitual de férias dos portugueses, sobretudo por as crianças estarem em período escolar, o responsável disse que os resultados “têm sido uma agradável surpresa” e, embora não estejam a receber muitas famílias portuguesas a bordo, têm recebido “muitos casais com mais idade e de meia idade”.

O MSC Virtuosa está a realizar cruzeiros de nove noites, com embarque e desembarque em Lisboa, pelo Mediterrâneo Ocidental, com escalas em Barcelona, Marselha, Génova, Málaga e Casablanca.

Para além dos cruzeiros com partida e chegada a Lisboa, Eduardo Cabrita adiantou que os itinerários que os portugueses mais têm procurado têm sido os do Mediterrânio Ocidental, com passagem por Espanha, França e Itália, e ainda os do Mediterrâneo Oriental, à partida de Veneza. Por outro lado, apesar dos cruzeiristas portugueses demonstrarem interesse pelos novos itinerários que a companhia lançou recentemente para o Báltico e Arábia Saudita, os voos têm sido o grande entrave, devido uma vez mais à pandemia, adiantou ainda o especialista.

Preços mais baixos e companhias a perderem dinheiro

Com a procura cada vez mais crescente por parte dos cruzeiristas, a verdade é que nem tudo é um mar de rosas para estas companhias. “O preço de um cruzeiro está cerca de 30% mais barato e as companhias estão a perder dinheiro”, explicou, relembrando que “este é um negócio de volumes e os navios no pré-pandemia estavam sempre entre os 90 e 95% de ocupação”.

Apesar de tudo, Eduardo Cabrita garante que “a MSC está perfeitamente normal” tanto financeiramente como em termos de liquidez. “Com a pandemia, a frota mundial foi suspensa e as companhias tiveram de ir buscar reservas financeiras. A maior parte das companhias que estão em bolsa, não sendo o caso da MSC, tiveram de ir buscar aos investidores. No caso da MSC, o alicerce do grupo é o transporte marítimo de contentores”, revelou, dizendo ainda que “este último ano e meio foi o melhor [para a MSC] em termos de transporte marítimo”.

Presente em cerca de 90 países, a MSC Cruzeiros conta atualmente com uma frota de 19 navios, dos quais apenas 11 estão este ano a operar, devido à pandemia. A retoma total de toda a frota e operação está prevista para março ou abril do próximo ano, embora a grande dúvida seja a capacidade com a qual poderão vir a operar. “Acredito que, se tudo correr como estamos a vislumbrar nos países, especialmente na Europa, não falo dos EUA e da Ásia, o verão de 2022 será muito mais próximo do que era nos níveis pré-pandemia”, disse.

Até 2030 a companhia, atualmente a terceira maior do mundo, espera alargar a sua frota para mais de 40 navios.

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