São Tomé e Príncipe: um paraíso ainda por descobrir

Atravessado pela linha do Equador, de águas azul celeste, refúgio de uma natureza ainda intocável, de clima ameno e quente, onde se sente igualmente o calor de quem nos recebe num português familiar. Falamos de São Tomé e Príncipe, arquipélago composto pela ilha de São Tomé, a ilha do Príncipe e diversos ilhéus, banhados pela imensidão do Oceano Atlântico. Neste país paradisíaco tem existido um investimento significativo na oferta turística e os frutos desta aposta estão à vista, prontos a ser colhidos por aqueles que desejam umas férias de sonho, num outro continente, mas onde se sintam sempre em casa.

Entre mergulhos e trilhos

As praias de São Tomé, praticamente desertas, convidam a mergulhos demorados, enquanto do areal se pode contemplar o verde pulsante da natureza no seu estado puro. Uma diversa fauna e flora compõem este cenário idílico, com uma floresta tropical densa que serve de habitat a muitas espécies selvagens, entre elas aves que apenas existem nestas ilhas, estando protegidas pela criação do Parque Nacional de Ôbo.

Podemos dizer que São Tomé é um autêntico santuário ecológico, onde habitam também cinco das sete espécies de tartarugas marinhas que existem no mundo, e que têm sido alvo de programas de conservação para reverter o seu declínio, sendo possível aos visitantes avistá-las e presenciar as desovas. Para quem gosta de se aventurar e explorar reservas naturais, existem vários trilhos e rotas por onde escolher, sendo recomendável fazer-se acompanhar sempre de guias turísticos certificados.

Pico Cão Grande, no Parque Natural Obô de São Tomé

 

Os aromas, os sabores e a tradição

São Tomé e Príncipe é marcado pela sua riqueza de sabores e aromas, cuja história destes produtos poderá saborear através das Rotas do Cacau, do Café, das Especiarias e a Rota do Homem da Capa. Também o animado e colorido mercado municipal de São Tomé é uma visita obrigatória, onde poderá testemunhar a simbiose dos são-tomenses com a natureza, através da venda de peixe acabado de pescar nas praias vizinhas. Com uma gastronomia virada para o mar, aproveite os ingredientes frescos e a variedade de pratos, na sua maioria à base de peixe, acompanhados pela cerveja local Rosema. Mas engane-se se pensa que irá comer sempre o mesmo. Num país rodeado pelo oceano atlântico, a enorme variedade de peixe e a imaginação da população fazem com que possa pedir sem repetir, sempre com a qualidade que apenas os processos artesanais podem oferecer.

 Um arquipélago por explorar

A par da ilha de São Tomé e da ilha do Príncipe, à distância de uma rápida viagem de barco, há um arquipélago vasto, com 12 ilhéus por explorar. Exemplo disso é o Ilhéu das Rolas, onde existem duas novas atrações turísticas: o Centro de Interpretação do Marco do Equador, onde é possível satisfazer a curiosidade de quem visita São Tomé sobre a história e as tradições dos são-tomenses, e a nova Rota Pedestre do Ilhéu das Rolas, num total de 6km, que faz um círculo quase completo em redor do ilhéu, não deixando nada por ver. A rota inclui, claro, o Marco do Equador, onde, com um simples passo, se pode atravessar do hemisfério sul para o hemisfério norte.

Marco do Equador, no Ilhéu das Rolas

Tanto o Centro Interpretativo como a Rota foram desenvolvidos no âmbito do projeto EQUADOR, que visa desenvolver o turismo inclusivo e sustentável em São Tomé, sendo promovido pela Associação de Defesa do Património de Mértola, em parceria com o Ministério de Turismo e Cultura através da Direção Geral de Turismo e Hotelaria, a Câmara Distrital de Caué, o Pestana Hotel Group, com o cofinanciamento do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.

Este projeto é exemplificativo do empenho que existe no país para oferecer a melhor experiência possível a quem o visita, ao mesmo tempo que existe uma forte aposta na valorização do património cultural e natural, pautado pelo respeito para com as populações, a sua história e tradições. São Tomé e Príncipe é um país onde o verbo “receber” é conjugado sempre com um sorriso no rosto, o que torna o verbo “regressar” quase obrigatório para quem o visita.

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