Springwater reforça presença em Portugal

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A Springwater Capital está a reforçar a sua presença em Portugal, tendo como objetivo anual adquirir uma a duas empresas em setores como a saúde, retalho, indústria e bens de consumo, serviços, logística, transportes ou media.

Segundo adiantou o fundador e CEO da Springwater Capital esta quarta-feira, 1 de junho, em Lisboa, “depois do Turismo, estamos a estudar oportunidades de investimento em outros negócios, identificando empresas portuguesas com potencial de crescimento, para criar grupos pan-mediterrânicos ou plataformas sectoriais de maior dimensão com sede em Portugal”.

Após a compra da Espírito Santo Viagens em 2014, “uma grande oportunidade de negócio, concluída em poucas semanas”, a que se seguiu a compra da Geostar no final do ano seguinte, e que resultou na criação da Springwater Tourism, grupo de referência no Turismo em Portugal com cerca de 30% de quota de mercado”, conforme sublinha Martin Gruschka, “a Springwater Capital pretende “continuar este ritmo de adquirir duas empresas por ano. Encontrar uma oportunidade, usá-la como plataforma e tentar crescer à sua volta. Não necessariamente apenas em Portugal. Se é uma boa empresa, é preciso exportar e crescer fora do país”.

“Somos uma empresa agnóstica em termos de setores. Não temos um foco sectorial (e os únicos fora da lista são o financeiro e o imobiliário). Na verdade, as coisas acontecem quando surgem oportunidades”, esclarece Martin Gruschka. E, como secunda Stefan Lindemann, Partner responsável por Portugal, Crédito e Relações com Investidores, “a Springwater Capital está a olhar para áreas como a saúde, indústria, serviços, logística ou transportes. Portugal tem-nos apresentado oportunidades muito interessantes e estamos impressionados com a qualidade das equipas de gestão – quando comparamos com o que temos visto a nível europeu”.

Finalmente, reitera Martin Gruschka, “há setores como o retalho, a logística, a aeronáutica, a saúde ou os transportes bastante dinâmicos em Portugal, com ótimos rácios financeiros e equipas de gestão extremamente competentes – e igualmente exportáveis”. Nesse sentido, conclui o sócio-fundador da Springwater Capital, “O nosso enfoque vai para empresas de média dimensão com níveis de faturação tipicamente até aos 300 a 400 milhões de Euros – mas não exclusivamente; poderão ser superiores”.

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