Sábado, Novembro 17, 2018
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A atividade turística em Portugal continua a crescer de forma sustentada, com um crescimento das receitas muito superior ao do número de turistas. Em julho, as receitas do Turismo atingiram 2.011,3 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta manhã pelo Banco de Portugal, ultrapassando pela primeira vez os dois mil milhões de euros neste mês.

Este resultado representa um crescimento de 9,5% face ao mesmo mês de 2017, e de 27,9% face a julho de 2016, o que representa uma subida de 440 milhões de euros em apenas dois anos.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2018, as receitas turísticas crescem 12,9%, para 8.913 milhões de euros, mais de mil milhões de euros acima do que foi registado no mesmo período de 2017.

Estes números demonstram que o Turismo em Portugal está a captar turistas que gastam mais e, assim, a crescer mais em valor. Nos primeiros sete meses do ano, os hóspedes cresceram 1,6% e as dormidas recuaram 0,3%.

O saldo da balança turística cresce 15,3% até julho, para 6.222 milhões de euros.

Este crescimento reflete uma cada vez maior diversificação de mercados. Entre os que mais crescem estão a Irlanda (+30%), os Estados Unidos (+20,1%), a Itália (+17,8%), a Bélgica (+17%), a Alemanha (+16,4%), a França (+15,7%) e o Brasil (+14,7%).

O crescimento acumulado das receitas é resultado de aumentos muito expressivos nos meses do início do ano, considerados de época baixa, nos quais se registaram as subidas mais robustas de receitas.

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, diz que “estes resultados mostram que estamos a conseguir crescer em termos de receitas de turismo a um ritmo muito mais acelerado do que em volume de turistas. O turismo está a crescer mais em valor, conseguindo alargar a atividade ao longo do ano e ao longo do território. Temos de continuar este trabalho, promovendo um turismo sustentável”.

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“Este é um dia marcante para todos. Em primeiro lugar, porque tivemos aqui hoje o início de um trabalho conjunto entre o Banco de Portugal, o INE e o Turismo de Portugal para analisarem as estatísticas de Turismo. E em segundo, porque foi reativada a Conta Satélite do Turismo que tinha sido suspensa desde 2010”, comentou esta quinta-feira, 7 de dezembro, no Salão Nobre do Instituto Nacional de Estatística (INE), em Lisboa, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, reforçando: “Uma grande evolução que nos permite também posicionarmo-nos no Top 20 do ranking da Organização Mundial de Turismo, de onde deixámos de figurar por não termos dados estatísticos sobre o número de turistas, sendo que na altura figurávamos no 35.º lugar”.

No workshop “Estatísticas de Turismo”, onde foram apresentados os resultados do Inquérito ao turismo internacional e a Conta Satélite de Turismo foi ainda assinado o Protocolo de Colaboração para o desenvolvimento das estatísticas do Turismo em Portugal por Teresa Monteiro, vice-presidente do Turismo de Portugal, Ana Paula Serra, administradora do Banco de Portugal e Alda de Caetano Carvalho, presidente do INE.

Conta Satélite estima Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo de 7,1%

Estima-se que em 2016, o Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo tenha atingido 7,1% do VAB da economia nacional, aumentando em cerca de 10% em termos nominais. O consumo do turismo no território económico atingiu 12,5% do Produto Interno Bruto, tendo aumentado 5,8% em 2016 e 5,9% em 2015. Já no que diz respeito às exportações do turismo corresponderam, em média, a 18,4% do total das exportações nacionais em 2014 e 2015.

Analisando ainda os resultados por tipo de visitante, entre 2014 e 2015, cerca de 77% da procura turística teve origem nos turistas e quase 16% nos excursionistas, sendo que a despesa dos turistas incidiu principalmente no alojamento (25,9%), transporte de passageiros (21,8%) e restauração e bebidas (24,2%), que em conjunto representaram quase 72% do total das despesas deste tipo de visitantes.

A Conta Satélite do Turismo conta agora com um novo item e que tem a ver com as comparações internacionais. Nesta matéria “observou-se que Portugal registou um peso relativo do consumo do turismo no território económico na oferta interna de 5,4% em 2015, inferior a Espanha (6%) e Malta (5,8%)”, refere o relatório.

Entradas de turistas não residentes em Portugal totalizaram 18,2 milhões em 2016

Segundo os resultados do Inquérito ao Turismo Internacional executado pelo INE nas principais fronteiras aéreas, rodoviárias e marítimas, estima-se que as entradas de turistas não residentes em Portugal totalizaram 18,2 milhões em 2016. A este número de acordo com os mesmos dados acrescem ainda 10,1 milhões de entradas de excursionistas (visitantes sem dormida), atingindo assim um total de 28,3 milhões de entradas de visitantes. Números que Cristina Neves, diretora do Departamento de Estatísticas Económicas, e que apresentou os resultados reforçou como sendo “de movimentos de entradas de turistas, ou seja, um turista pode visitar Portugal várias vezes no mesmo ano”.

Espanha, Reino Unido, França e Alemanha foram os mercados emissores que mais turistas enviaram a Portugal, registando 4,7 milhões, 3,1 milhões, 2,7 milhões e 1,6 milhões, respetivamente.

Espanha é igualmente responsável por 74% das chegadas de excursionistas a Portugal, seguindo-se o Reino Unido com 9% e França com 5,2%.

De destacar ainda, que 70,3% das entradas de turistas não residentes foi motivada por lazer, recreio ou férias, enquanto 19,9% teve por objetivo a visita a familiares e amigos. Por motivos profissionais registaram-se 7,7% das entradas.

Alojamento privado gratuito e residências secundárias como principal opção

As entradas de turistas não residentes em 2016 resultaram num total de 144,4 milhões de dormidas em Portugal, destacando-se uma elevada expressão do alojamento privado gratuito e das residências secundárias, com 49,9% das dormidas, sendo ainda de referir o peso de 36% do conjunto dos meios de alojamento turístico.

Já no que toca ao gasto médio diário per capita dos turistas entradas, o mesmo situou-se nos 97,5€, sendo que os turistas provenientes do Brasil e EUA evidenciaram um gasto médio per capita de 166,3€ e 146,1€, em contraste com os valores registados nos principais mercados europeus: Irlanda (115€); Países Nórdicos (111,9€); Itália (108,5€) e Reino Unido (107,2€).

Questionada sobre as estratégias a implementar para atrair cada vez mais turistas provenientes dos EUA, Brasil e Ásia, Ana Mendes Godinho reforçou: “Temos feito uma grande aposta nos EUA, Canadá, Brasil e na Ásia (China e Coreia do Sul), quer através da captação de novas rotas aéreas. Começámos com o primeiro voo direto para a China em junho, já com bons resultados, estamos neste momento com crescimentos de 40% do mercado chinês para Portugal, mas também estamos com um crescimento de 60% de mercado brasileiro para Portugal, e de 45% do mercado americano.”

Indicadores de Sustentabilidade do Turismo

Durante a apresentação Sérgio Guerreiro, diretor coordenador da Direção de Gestão do Conhecimento do Turismo de Portugal aproveitou ainda para falar do Turismo Sustentável e das ferramentas para medir a sustentabilidade e que faz parte da Estratégia 2027. Segundo o mesmo responsável, a partir de janeiro de 2018 todas as informações estarão disponíveis no TravelBI.turismodeportugal.pt para serem consultadas.

“Esta é uma forma muito importante para que todos passemos a aceder facilmente à informação, porque quanto mais tivermos informação, mais podemos planear, monitorizar e agir”, concluiu ainda a secretária de Estado do Turismo.

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A região do Centro de Portugal foi a que mais cresceu em todo o país na procura turística durante o mês de setembro. Os resultados preliminares, publicados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram um crescimento em todos os indicadores naquele mês, em particular por parte dos visitantes estrangeiros.

O INE indica que, em setembro, houve um expressivo aumento de +16,2% no total de dormidas em hotelaria, em comparação com setembro de 2016. Comparativamente, no mesmo período em análise, o crescimento de dormidas no país foi de 5% – ou seja, a procura do Centro de Portugal cresceu três vezes mais que a média nacional. As regiões que mais cresceram, depois do Centro de Portugal, foram os Açores (+12,7%) e o Alentejo (+11,6%). O crescimento foi menos notório nas restantes regiões: 5% no Porto e Norte; 4% em Lisboa; 3,5% na Madeira e 2,2% no Algarve.

Em valores absolutos, registaram-se 672.099 dormidas em julho no Centro de Portugal, mais 93,5 mil do que no mesmo mês do ano anterior, que tinha registado 578.568 dormidas. Um aumento verdadeiramente notável! Se olharmos ainda mais para trás, verificamos que em setembro de 2015 as dormidas tinham totalizado 513.825 e que, no mesmo mês de 2014, foram de 480.355.

A enorme procura por parte de visitantes de fora do país explica esta “explosão” na procura pela região. Entre setembro de 2016 e setembro de 2017, as dormidas de estrangeiros aumentaram 31,8%, para 375.780. Comparativamente, a média nacional de crescimento de dormidas de estrangeiros foi de 6,5%. O Centro de Portugal entrou, definitivamente, no radar turístico internacional. Todos os dias chegam novos visitantes, e de cada vez mais países de origem. Já a procura por parte de visitantes de dentro do país abrandou significativamente, possivelmente devido aos incêndios que afetaram a região. Ainda assim, o saldo é positivo neste indicador, com uma subida de 1% entre setembro de 2016 e setembro de 2017.

Considerando os dados acumulados do ano, no período janeiro-setembro de 2017, o Centro de Portugal apresenta um acréscimo de 13,5% nas dormidas (face a 7,2% de crescimento médio nacional), em comparação com o mesmo período de 2016. De realçar que, nestes sete meses, as dormidas de estrangeiros progrediram 27,4% (face a 8,7% na média nacional).

Os outros indicadores registados pelo INE são também particularmente positivos para o Centro de Portugal. É o caso do total de hóspedes, que entre os dois meses de setembro subiu 13,9%, para 370.378.

O enorme crescimento nas dormidas e nos hóspedes tem, naturalmente, reflexo muito positivo nas receitas. Entre setembro de 2016 e setembro de 2017, há a registar um forte crescimento nos proveitos totais (23%) da atividade turística no Centro de Portugal, que ultrapassaram os 32 milhões de euros. Assim como na taxa de ocupação dos quartos, que subiu 4,7%. Se analisarmos os meses de janeiro a julho, há um crescimento de 17,9% nos proveitos totais.

Finalmente, a estada média de hóspedes baixou 2,6% na média nacional, entre setembro de 2016 e setembro de 2017. O Centro de Portugal é a única exceção positiva: foi a única região em que este indicador subiu (+2,0%).

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No mês de setembro, a hotelaria do Algarve continua a apresentar um ritmo de crescimento progressivo, que consolida a sua posição de principal destino de férias nacional. Só no mês de setembro a região registou perto de 2,3 milhões de dormidas (+2,2% face ao mesmo mês do ano anterior) e 137,8 milhões de euros em proveitos totais (+10,2%). Em termos acumulados, o número de dormidas nos primeiros nove meses do ano já ultrapassa os 16 milhões e os proveitos ascendem aos 898 milhões de euros. Os resultados foram hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os indicadores da atividade turística comprovam o peso do Algarve no turismo nacional. De acordo com o INE, «as dormidas concentram-se essencialmente no Algarve (peso de 36,5%)». Em setembro, o Algarve registou mais dormidas (+2,2%), mais hóspedes (+4,2%) e mais proveitos totais na hotelaria (+10,2%), face a setembro de 2016. O RevPar (rendimento médio por quarto disponível) também tem registado uma tendência de crescimento: mais 11 por cento do que em setembro do ano passado (€76,90).

«A atividade turística do Algarve continua a destacar-se no panorama nacional. Se olharmos para trás, verificamos um crescimento gradual dos principais indicadores da atividade turística, prova de um crescimento sustentável do turismo no Algarve e de um esbatimento progressivo da sazonalidade do destino», explica o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva.

Os mercados externos continuam a ser a principal fonte de dormidas para o Algarve, ao serem responsáveis, em setembro, por 1,8 milhões de dormidas, um aumento de 2,5 por cento face a setembro de 2016. O mercado interno contribuiu com 484,5 mil dormidas, apresentando um crescimento homólogo ligeiro (+1,2%).

Os possíveis efeitos do Brexit não se têm feito sentir, com as dormidas de hóspedes britânicos a registarem um aumento de 2,8 por cento a nível nacional desde o início do ano. Ainda segundo o INE, em setembro «o mercado alemão retomou a posição de segundo mais relevante, aumentando 4,2 por cento. No período de janeiro a setembro este mercado cresceu 7,7 por cento».

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Os números divulgados está terça-feira pelo INE relativos à atividade turística do mês de setembro confirmam a tendência de crescimento sustentado de todos os indicadores (hóspedes, dormidas e proveitos), mas com especial incidência nos proveitos.
Nos primeiros nove meses de 2017 os proveitos ascenderam aos 2,7 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 16,1% face ao período homólogo de 2016. Quando comparado com 2015 este crescimento atinge os 35%.

Portugal registou, no mês de setembro, 2,2 milhões de hóspedes (+7,9%), 6,2 milhões de dormidas (+5,1%) e 406 milhões de euros de proveitos (+16%). Relativamente aos dados acumulados de 2017, a atividade turística em Portugal registou até setembro 16,2 milhões de hóspedes, 46,2 milhões de dormidas e 2,7 mil milhões de proveitos o que representa subidas de 8,6%, 7,2% e 16,1% respetivamente.

Todas as regiões registaram aumentos, com especial destaque para o Centro (+16,2%) Açores (+12,7%) e Alentejo (+11,6%).

Para Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, estes são «números que demonstram que o trabalho feito por todos no terreno em alargar a atividade turística a todo o território está a dar frutos». «Para que o crescimento do turismo seja sustentável é fundamental alargar a atividade durante todo o ano, estruturando oferta turística e criando atratividade, o que está a acontecer. Estamos a conseguir alargar a atividade ao longo do ano e do território», conclui.

Os mercados emissores com crescimentos mais significativos durante o mês de setembro foram os EUA (+29,9%), a Itália (+23,4%) e a Polónia (+23,3%).

Em termos acumulados o Brasil está a crescer 45%, seguindo-se os EUA com uma subida acumulada de 31,4% e a Polónia com 25,7%.

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De acordo com o boletim mensal publicado esta sexta-feira, 13 de outubro, pelo INE – Instituto Nacional de Estatísticas, a atividade turística no mês de agosto registou crescimentos em hóspedes, dormidas e proveitos tendo Portugal, nos primeiros oito meses do ano, recebido cerca de 14 milhões de hóspedes, 39,9 milhões de dormidas e gerado 2,3 mil milhões de proveitos, o que corresponde a crescimentos acumulados de 8,6%, 7,4% e 16,1% respetivamente.

Portugal registou, no mês de agosto, 2,4 milhões de hóspedes (+4,6%), 7,8 milhões de dormidas (+3,2%) e 502,8 milhões de euros de proveitos (+16,1%). Comparando com agosto de 2016 e em termos absolutos estas percentagens representam mais 107 mil turistas e mais 240 mil dormidas.

Todas as regiões registaram aumentos, com especial destaque para os Açores (+15,8%), Alentejo (+6,4%) e Centro (6,2%).

De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, estes resultados comprovam que “o turismo é uma das atividades económicas que mês após mês, continua com resultados muito positivos. Não é verdade que a atividade turística esteja a desacelerar. O turismo está a crescer mais de 16% nos proveitos, mais de 8% em hóspedes e mais de 7% em dormidas. É muito interessante verificar que o crescimento está a acontecer principalmente na época baixa, pelo que em agosto a taxa de crescimento é naturalmente inferior aos dos outros meses. Se compararmos os dados hoje conhecidos com o período homólogo de 2015 crescemos 18,3% em hóspedes, 17,3% em dormidas e 35,2% em proveitos”, conclui.

Dos dados hoje divulgados destaca-se ainda a consolidação da diversificação dos mercados com os resultados obtidos com os EUA (+43,6%), Sueco (+30,6%) e brasileiro (30,1%).

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O Centro de Portugal foi a região do país que, entre 2013 e 2016, registou o maior crescimento no número de dormidas em estabelecimentos de Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação: mais 39,1%. Este é um dos dados mais relevantes para a Região Centro constantes na 5.ª edição do Retrato Territorial de Portugal, publicação bienal do Instituto Nacional de Estatística (INE), agora divulgado.

A diferenciação nos estabelecimentos turísticos é, aliás, uma aposta decisiva da região, como se depreende de outro indicador. Foi no Centro de Portugal que, no período em análise (2013-2016), mais aumentou a proporção dos estabelecimentos de Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação, com uma progressão de 12%.

Merece destaque o facto de o Interior Centro ser dos territórios menos afetados pela sazonalidade. Ou seja, é onde se verifica menos concentração da procura entre julho e setembro, sendo mais constante durante todo o ano.

“Os municípios em que o efeito de sazonalidade nos meses de julho a setembro era menos intenso (valores abaixo de um terço do total de dormidas no ano) situavam-se maioritariamente no território do Interior da Região Centro, nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa e também na Região Autónoma da Madeira”, lê-se no documento.

Outro número que merece destaque é o do crescimento no número de estabelecimentos de alojamento turístico. “No Continente, a Área Metropolitana de Lisboa (13,5%) e o Centro (11,9%) registavam as taxas de crescimento médio anual mais elevadas”, escreve o INE.

De referir ainda que o Centro é um exemplo no que diz respeito ao aumento de oferta em zonas menos povoadas: “Em 2016, em algumas sub-regiões do Centro (Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Oeste), bem como no Baixo Alentejo, no Alentejo Central e na Região de Leiria, mais de 80% da superfície licenciada destinada ao turismo localizava-se em solo rústico”.

Da mesma forma, o Centro destaca-se por ser a região em que os municípios mais apostam na reabilitação de edifícios destinados ao turismo, em vez de construir de raiz: em 21 municípios do Centro, segundo o INE, o total das obras destinadas a fins turísticos correspondeu exclusivamente a obras de reabilitação.

“Estes são indicadores que comprovam a diversidade da oferta do Centro de Portugal, que se destaca por ter uma oferta menos massificada e menos concentrada do que outras regiões. Os resultados desta estratégia estão à vista de todos, com o crescimento da procura na região a bater todos os recordes”, considera Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, que destaca ainda o facto da região estar menos exposta à sazonalidade: “Quem procura o Centro, não vem atrás do sol e praia, que também tem. Vem pelas experiências, pelo turismo ativo e de natureza, pelo turismo de património, pelo turismo religioso. Todos estes são produtos que podem ser usufruídos ao longo de todo o ano”.

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Créditos: Hélio Ramos

Os principais indicadores voltaram a crescer em julho e o Algarve é o destino nacional líder em número de dormidas, com cerca de 2,8 milhões de dormidas mensais (+3,8% do que no ano anterior ou 100 mil dormidas adicionais) e acumulando mais de 10,7 milhões de pernoitas até ao momento (+7,3% do que no período homólogo ou 730 mil novas dormidas), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, o Algarve ultrapassa pela primeira vez os dois milhões de dormidas de estrangeiros no mês de julho (+4,4% do que em 2016). No total dos primeiros sete meses do ano, os não residentes registam perto de 8,7 milhões de dormidas (+8,5%).

As dormidas dos residentes também favorecem os bons resultados do destino: foram registadas 730 mil dormidas de portugueses só em julho (+2,3%) e dois milhões de pernoitas no período de janeiro a julho (+2,7%).

Em julho a hotelaria da região algarvia supera o meio milhão de hóspedes (+2,3%) e em termos acumulados atinge 2,3 milhões (+5,6%). Quanto aos proveitos totais, alcançam os 181 milhões de euros mensais (+11,2%) e acumulam até à data um montante de 542 milhões de euros (+15,1%).

Com o principal mês da época alta ainda por contabilizar, o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, acredita que 2017 será “o melhor de sempre, fruto do aumento das receitas e de turistas ao longo do ano. Se tudo correr bem, ficaremos muito próximo dos 20 milhões de dormidas e, a este ritmo de crescimento, poderemos alcançar os mil milhões de euros de proveitos totais na hotelaria. Uma coisa nunca vista em nenhum outro destino nacional!”.

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O Centro de Portugal confirmou, em junho, a tendência de crescimento dos últimos meses e registou, pelo segundo mês consecutivo, mais de meio milhão de dormidas, segundo o relatório mensal da atividade turística publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O mesmo relatório revela, também, uma subida evidente em todos os indicadores, apesar de ter sido um mês marcado pelo incêndio de Pedrogão Grande.

Segundo o INE, em junho, o Centro de Portugal registou um total de 536 447 de dormidas, mais 14,04%, na comparação com o período homólogo de 2016. Uma tendência de crescimento que foi transversal às restantes regiões do país: + 18,59% Açores, + 11,37% Alentejo, + 10,30% Lisboa, + 8,0% Norte, + 5,61% Algarve e +3,76% Madeira. Ou seja, o Centro de Portugal foi a segunda região do país que mais cresceu em número de dormidas em junho de 2017, mais 6,06% do que a média nacional.

Nos dados do INE, igualmente destaque para o número de dormidas de visitantes estrangeiros: 287 457, mais 27,97% em relação a junho de 2016.

Em comunicado, o Turismo Centro de Portugal sublinha os “números excelentes que revelam uma curiosidade: no mês que fechou o semestre, o número de dormidas de estrangeiros superou o de turistas nacionais em 38 467 dormidas”, destacando ainda a “

clara evolução nas receitas provocadas pelo aumento da procura, com o Centro de Portugal a registar mais 24,3% nos proveitos totais, para 25,2 milhões de euros, e mais 6,09% no indicador do rendimento médio por quarto. Números que confirmam o Centro de Portugal como o destino preferido de um cada vez maior número de turistas!”

Em junho de 2017, a estada média no Centro de Portugal foi de 1,75 noites, mais uma décima do que a registada em maio e sensivelmente o mesmo valor do mês homólogo de 2016.

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O Algarve aproximou-se pela primeira vez dos oito milhões de dormidas no primeiro semestre do ano, segundo revela o Instituto Nacional de Estatística (INE). Entre janeiro e junho de 2017, os estabelecimentos hoteleiros da região registaram um total de 7,96 milhões de dormidas, cerca de 600 mil pernoitas a mais do que em igual período do ano anterior (+8,1%).

Para esta performance semestral do destino contribuíram tanto as dormidas de turistas estrangeiros (+9,4%, para 6,65 milhões de dormidas), quanto as dos residentes em Portugal (+1,9%, para 1,31 milhões de dormidas).

“No primeiro semestre do ano, todas as regiões apresentaram evoluções positivas [no número de dormidas]. O Algarve captou 41,0% das dormidas de hóspedes vindos do estrangeiro”, pode ler-se no “Destaque Atividade Turística” de junho do INE.

No Algarve, a variação sinalizada pelos restantes indicadores no conjunto dos primeiros seis meses do ano é positiva: os hóspedes estão em alta (+3,9%, para cerca de 1,8 milhões de hóspedes) e os proveitos totais registam uma alta acentuada (+17,5%, para mais de 360 milhões de euros).

Para o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, “a hotelaria algarvia está de parabéns, assim como todo o setor turístico regional, que ano após ano tem vindo a alcançar máximos históricos”, acrescentando que os principais indicadores “estão a crescer de forma alinhada com o que acontece no país, e no final do ano aspiramos uma vez mais vir a celebrar o melhor ano turístico de sempre para o Algarve e para o turismo português”.