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Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

Uma audiência de centenas de pessoas presenciou o primeiro dia do 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre os dias 21 e 22 no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

A sessão de abertura esteve a cargo de José Augusto Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, e de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal. Na qualidade de anfitriões, desejaram as boas-vindas a todos os participantes e enalteceram a importância deste debate, o maior que se realiza em Portugal a nível do turismo interno. Antes, os espectadores puderam assistir a uma interessante atuação das Adufeiras da Usalbi.

O primeiro painel do dia teve como tema “Turismo Cinematográfico – O Cinema ao Serviço do Turismo”. Moderado por Luís Lima Santos, Coordenador do Citur – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo de Leiria, contou com intervenções de Maria Mineiro, vice-presidente do ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual; Bruno Manique, presidente da CPFC – Centro Portugal Film Commission; Eugeni Osácar, professor no CETT-UB – Campus de Turisme de Barcelona; e Francisco Dias, professor no Instituto Politécnico de Leiria – IPL e diretor do Festival ART&TUR.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

SET destaca Portugal Film Commission

Entre outras iniciativas, como o Programa Valorizar, a governante enalteceu a criação da Portugal Film Commission, que pretende atrair produções audiovisuais ao nosso país e que se insere na estratégia de fazer com que “o turismo seja uma bandeira do país”. “O Turismo é uma arma de transformação, que consegue mobilizar vários players e que tem a capacidade de abrir o mapa de Portugal, alargando-o a todas as regiões e transformando assim o território”, sublinhou.

O foco está, frisou Ana Mendes Godinho, em conciliar “a autenticidade com a inovação e a sofisticação”, a mesmo tempo que se pretende assegurar “a sustentabilidade dos recursos naturais e a sustentabilidade económica”.

A mensagem da secretária de Estado foi antecedida de uma pequena intervenção de Célia Teixeira, gestora da RBTTTI do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que apresentou a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo / Tajo Internacional. Esta é uma nova classificação territorial, a cargo da Unesco, e que introduz um desafio integrado na sua dinamização, intitulado “Reserva da Biosfera: Território Com Vida”.

A tarde da 6.ª edição do Fórum Vê Portugal continuou com o terceiro painel, intitulado “PROVEREs – Estratégias de Valorização e Promoção”. Moderado por Paula Ribeiro, diretora da revista Up Magazine – TAP Portugal, teve como participantes os responsáveis por alguns dos mais significativos PROVEREs da região.

Rui Simão (Rede das Aldeias do Xisto 2020), Adriano Barreto Ramos (Valorização das Estâncias Termais da Região Centro), Dalila Dias (Aldeias Históricas de Portugal), Luís Pereira (Beira Baixa – Terras de Excelência) e Miguel Vasco (iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas) mostraram a toda a audiência os avanços e as novidades registadas nos projetos em que estão envolvidos.
“ADN de Projetos Vencedores – Diferenciar para Ganhar” foi o tema do 4.º painel, moderado por Isabel Damasceno, Vogal Executiva do programa Centro2020. No Cine-Teatro Avenida, foram apresentados alguns projetos diferenciadores e de grande sucesso.

Pedro de Mello Breyner, membro do Executive Board da Portugal Ventures, António Carlos Duarte, coordenador executivo da Associação Geoparque Arouca (que falou dos Passadiços do Paiva), Luís Rocha, diretor do Dino Parque da Lourinhã, e Paulo Costa, diretor geral da GlobalSport Portugal (organizador das mais emblemáticas provas de atletismo do país), mostraram as razões por detrás do sucesso dos respetivos projetos – verdadeiros case studies, e não só do Centro de Portugal.

O Fórum Vê Portugal é uma iniciativa anual do Turismo Centro de Portugal, que junta especialistas de várias áreas, membros do Governo, autarcas e empresários para uma abrangente discussão sobre o presente e o futuro do turismo interno. Castelo Branco sucede a Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria e Guarda, as capitais de distrito que acolheram as edições anteriores, num sucesso sempre crescente.

Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow
Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

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