Domingo, Dezembro 15, 2019
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Vê Portugal

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O Turismo Centro de Portugal homenageou, no decorrer do Jantar Oficial “Vê Portugal”, personalidades e instituições que têm contribuído para o desenvolvimento e notoriedade do turismo na região Centro de Portugal. O Jantar Oficial, que decorreu na Quinta da Dança, em Castelo Branco, constituiu um dos pontos altos do 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre em Castelo Branco, nos dias 21 e 22 de maio.

Após discursos de boas-vindas, por parte de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, e de Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, foram revelados os homenageados. A cada um foi oferecido uma peça em vidro, produzida artística e manualmente na Marinha Grande.

Desta forma os homenageados foram a Associação das Termas de Portugal, Manuel Cargaleiro (artista plástico) e Vasco D’Avillez (antigo presidente da Comissão Vitivinícola da Região dos Vinhos de Lisboa).

No decorrer do Jantar Oficial foram também entregues os Prémios do Concurso de Empreendedorismo Turístico “José Manuel Alves”, instituídos pelo Turismo Centro de Portugal, e que visam apoiar projetos inovadores no setor do Turismo com implementação na região Centro. Os prémios recebem o nome do ex-presidente da Região de Turismo do Centro, numa homenagem ao homem que esteve na génese da criação do gabinete de apoio ao investimento turístico na região.

Nesta quarta edição, foram apresentadas 63 candidaturas, mais 10 do que em 2018. O júri final, composto por Miguel Mendes (Turismo de Portugal), Miguel Barbosa (Portugal Ventures) e Carlos Cerqueira (Instituto Pedro Nunes), escolheu os seguintes projetos: 1.º classificado – “Zipline Nazaré / Ocean Zipline” (Geração GIVE); 2.º classificado – “Abrigo do Queijo Serra da Estrela DOP” (Joaquim Lé de Matos); 3.º classificado – “Gravity F” (António Matos / Cláudia Passos).

O Concurso de Teses Académicas – de mestrado e de doutoramento – tem o objetivo de valorizar o conhecimento gerado no seio da comunidade científica sobre a atividade turística e de o aproximar das empresas do setor do Turismo e de todos os interessados em desenvolver projetos de empreendedorismo turístico.

Este ano, a terceira edição do concurso recebeu 20 candidaturas nas suas duas vertentes, mais quatro do que no ano anterior. O júri final, composto por Teresa Ferreira (Turismo de Portugal), Joaquim Felício (CCDRC) e Carlos Martins (Opium), distinguiu as seguintes teses: Tese de Doutoramento – “A Satisfação Turística: Uma Análise aos Turistas Estrangeiros que Visitam os Centros Históricos em Portugal” (Ana Sofia Duque); Tese de Mestrado – “Turismo Acessível: A Importância da Formação na Alteração das Atitudes” (Nuno Cunha Leal).

O Jantar Oficial Vê Portugal contou ainda com uma breve apresentação da marca Castelo Branco, por Carlos Coelho, da Ivity, e com um discurso de encerramento por parte de Maria do Céu Albuquerque, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional.

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Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

Uma audiência de centenas de pessoas presenciou o primeiro dia do 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre os dias 21 e 22 no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

A sessão de abertura esteve a cargo de José Augusto Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, e de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal. Na qualidade de anfitriões, desejaram as boas-vindas a todos os participantes e enalteceram a importância deste debate, o maior que se realiza em Portugal a nível do turismo interno. Antes, os espectadores puderam assistir a uma interessante atuação das Adufeiras da Usalbi.

O primeiro painel do dia teve como tema “Turismo Cinematográfico – O Cinema ao Serviço do Turismo”. Moderado por Luís Lima Santos, Coordenador do Citur – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo de Leiria, contou com intervenções de Maria Mineiro, vice-presidente do ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual; Bruno Manique, presidente da CPFC – Centro Portugal Film Commission; Eugeni Osácar, professor no CETT-UB – Campus de Turisme de Barcelona; e Francisco Dias, professor no Instituto Politécnico de Leiria – IPL e diretor do Festival ART&TUR.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

SET destaca Portugal Film Commission

Entre outras iniciativas, como o Programa Valorizar, a governante enalteceu a criação da Portugal Film Commission, que pretende atrair produções audiovisuais ao nosso país e que se insere na estratégia de fazer com que “o turismo seja uma bandeira do país”. “O Turismo é uma arma de transformação, que consegue mobilizar vários players e que tem a capacidade de abrir o mapa de Portugal, alargando-o a todas as regiões e transformando assim o território”, sublinhou.

O foco está, frisou Ana Mendes Godinho, em conciliar “a autenticidade com a inovação e a sofisticação”, a mesmo tempo que se pretende assegurar “a sustentabilidade dos recursos naturais e a sustentabilidade económica”.

A mensagem da secretária de Estado foi antecedida de uma pequena intervenção de Célia Teixeira, gestora da RBTTTI do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que apresentou a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo / Tajo Internacional. Esta é uma nova classificação territorial, a cargo da Unesco, e que introduz um desafio integrado na sua dinamização, intitulado “Reserva da Biosfera: Território Com Vida”.

A tarde da 6.ª edição do Fórum Vê Portugal continuou com o terceiro painel, intitulado “PROVEREs – Estratégias de Valorização e Promoção”. Moderado por Paula Ribeiro, diretora da revista Up Magazine – TAP Portugal, teve como participantes os responsáveis por alguns dos mais significativos PROVEREs da região.

Rui Simão (Rede das Aldeias do Xisto 2020), Adriano Barreto Ramos (Valorização das Estâncias Termais da Região Centro), Dalila Dias (Aldeias Históricas de Portugal), Luís Pereira (Beira Baixa – Terras de Excelência) e Miguel Vasco (iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas) mostraram a toda a audiência os avanços e as novidades registadas nos projetos em que estão envolvidos.
“ADN de Projetos Vencedores – Diferenciar para Ganhar” foi o tema do 4.º painel, moderado por Isabel Damasceno, Vogal Executiva do programa Centro2020. No Cine-Teatro Avenida, foram apresentados alguns projetos diferenciadores e de grande sucesso.

Pedro de Mello Breyner, membro do Executive Board da Portugal Ventures, António Carlos Duarte, coordenador executivo da Associação Geoparque Arouca (que falou dos Passadiços do Paiva), Luís Rocha, diretor do Dino Parque da Lourinhã, e Paulo Costa, diretor geral da GlobalSport Portugal (organizador das mais emblemáticas provas de atletismo do país), mostraram as razões por detrás do sucesso dos respetivos projetos – verdadeiros case studies, e não só do Centro de Portugal.

O Fórum Vê Portugal é uma iniciativa anual do Turismo Centro de Portugal, que junta especialistas de várias áreas, membros do Governo, autarcas e empresários para uma abrangente discussão sobre o presente e o futuro do turismo interno. Castelo Branco sucede a Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria e Guarda, as capitais de distrito que acolheram as edições anteriores, num sucesso sempre crescente.

Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow
Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

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Iniciou ontem no Teatro Municipal da Guarda, a 5.ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que durante dois dias debateu as questões relacionadas com o turismo dentro do país.

A sessão de boas-vindas contou com intervenções de Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, e Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Pedro Machado, recordou a génese deste encontro anual, promovido pelo Turismo Centro de Portugal. “O Fórum Vê Portugal nasceu há cinco anos para discutir os problemas que mais afetam o turismo no Centro de Portugal: a sazonalidade, a baixa estadia média, a litoralização da procura turística. Felizmente, são problemas estruturais que estamos a ultrapassar”, considerou.

“Esta região cresceu 26,6% na procura de estrangeiros no ano passado, um ano particularmente difícil por causa dos incêndios. E cresceu 68,4% fora da época alta, o que significa que a procura fora dos picos tradicionais é cada vez mais importante. Hoje há um conjunto de tendências da procura que vão além do sol e praia. O turismo de Natureza, o turismo de património e cultura, o turismo ativo, o turismo enogastronómico, o turismo de wellness e bem-estar são procurados por cada vez mais visitantes, numa importante alteração no perfil da procura”, destacou.

Pedro Machado salientou também a importância do reforço da cooperação e do trabalho em rede com Espanha, iniciada em janeiro de 2017: “Juntos, Portugal e Espanha são o maior mercado mundial em termos de procura”.

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, contestou a ideia veiculada por alguns de que começa a haver turismo a mais em Portugal. “Turismo a mais? Disparate! Como presidente da Câmara Municipal, digo: ‘Venham todos para cá!’”, frisou, antes de destacar os números de crescimento da sua cidade: “A Guarda subiu 76% em visitantes nos últimos quatro anos, de acordo com os registos do nosso Welcome Center”.

Na sua intervenção, o autarca lançou o desafio: é necessária uma “estratégia de desenvolvimento turístico do interior, para que Portugal seja o melhor destino turístico do mundo também em zonas de interior”. Até porque, como considerou, “a disputa entre litoral e interior acabou. O interior é hoje uma causa nacional”.

Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, fundamentou a sua intervenção na importância do turismo interno. “O turismo interno é o maior mercado de turismo nacional, com um peso superior a 50% no Alentejo e no Centro de Portugal. Fazê-lo crescer é decisivo para o desenvolvimento da economia regional”, disse.

O primeiro painel prometia uma conversa estimulante e o resultado excedeu as expetativas, graças à pertinência do tema – “Turismo de Natureza: Que Desafios Para a Sustentabilidade?” – e à qualidade dos intervenientes. O debate contou com intervenções de Domingos Xavier Viegas, Coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e autor do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande; Paulo Fernandes, Presidente da Câmara do Fundão e da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto; Viriato Garcez, Diretor de Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Centro; e Paulo Pedrosa, CEO da A2Z, morador na aldeia da Ferraria de São João e grande impulsionador da Zona de Proteção desta aldeia.

O professor Xavier Viegas deu o mote, lançando a discussão sobre o impacto dos incêndios florestais de 2017 e apontando caminhos para que as tragédias possam ser evitadas. “Os incêndios florestais são uma das maiores ameaças para o mundo rural. Põem em causa a segurança das pessoas, o património e afetando todas as atividades, incluindo o turismo”, salientou. “O turismo é uma das maiores riquezas do país e a segurança é um dos fatores de atração do país. Os incêndios prejudicam esta imagem”, lembrou.

Para o especialista, o grande problema é que “o país tem vivido como se o problema não existisse. 2017 mostrou que o pais é vulnerável e que os incêndios podem atingir qualquer pessoa, em qualquer sítio do país”. A solução, indicou, passa pela consciencialização das populações, das pessoas. “Os incêndios são uma questão de cidadania. Qualquer processo de resolução tem de passar pelas pessoas, não podemos esperar só pelo Estado. As situações podem repetir-se, mas as consequências não se podem repetir. Temos de nos organizar para enfrentar o problema”, considerou.

Paulo Fernandes acrescentou elementos à discussão, afirmando que “a dicotomia incêndios rurais e urbanos perdeu-se”. “As zonas periurbanas, que antes estavam ocupadas, foram perdendo atividades e ficando abandonadas ao longo do tempo, fazendo com que os incêndios entrem em grande força nas aldeias, vilas e cidades”, alertou.

“A Natureza não para. Todos os dias crescem plantas que não queremos. Atuar sobre a paisagem é um desafio. Não podemos esperar que a Natureza resolva o problema”, defendeu, recordando que o incêndio de outubro não entrou no Fundão “por causa das cerejas”.

Depois de Viriato Garcez ter salientado a atuação do ICNF, nomeadamente através do site Natural.pt, foi a vez de Pedro Pedrosa contar a experiência que viveu em junho, quando a aldeia da Ferraria de São João se viu cercada pelas chamas, e o que está a ser feito desde então, na zona de proteção da aldeia.

“Portugal e o sul da Europa vão continuar a arder. O problema dos incêndios é social. É precisamente aí que merece a nossa reflexão”, disse. Para isso, é necessário “capacitar as pessoas” das aldeias e fazê-las “acreditar que é possível fazer acontecer”.

“Turismo de Interior – Desafios e Tendências” foi o tema do segundo painel. Moderado pelo urbanista, arquiteto paisagista e engenheiro agrónomo, Sidónio Pardal, o painel contou com intervenções de Francisco Martín Simón, Diretor Geral do Turismo da Junta da Extremadura (Espanha); Jorge Monteiro, Presidente da ViniPortugal; Paulo Romão, responsável pelo projeto Casas do Côro; e João Paulo Catarino, Coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior.

Francisco Martín Simón destacou na sua intervenção o trabalho conjunto que tem sido feito pelas regiões portuguesas Centro de Portugal e Alentejo e a região espanhola da Extremadura na eurorregião EUROACE. Citando Fernando Pessoa, o dirigente espanhol frisou que “não é possível uma futura civilização portuguesa nem espanhola, é possível uma futura civilização ibérica”.

Esta colaboração estreita entre as três regiões na área do turismo vai estar em foco este mês, com uma participação conjunta na Feira ITB de Shanghai. O objetivo final é “criar riqueza e emprego nas três regiões”, considerou.

Jorge Monteiro dedicou a sua participação à importância do enoturismo, que é “uma oportunidade de desenvolvimento para o interior”. Dando o exemplo da Califórnia, em que 20 por cento das receitas dos produtores de vinho em já do turismo, elencou as vantagens nesta aposta: “O ecoturismo não pode ser um turismo de massas. É mais do que beber vinho, é conhecer, experimentar e viver o vinho”.

Paulo Romão contou a história de 18 anos das Casas do Côro, um exemplo máximo de sucesso de um investimento numa zona do interior profundo. “Tivemos de criar um destino. Para isso, desviámo-nos do convencional e criámos um projeto para tudo e para todos”.

Finalmente, João Paulo Catarino elogiou as vantagens competitivas que o interior pode oferecer: “Quando visitamos as cidades europeias, verificamos que a homogeneização é evidente. No interior, oferecemos autenticidade”. “Para aumentarmos os visitantes em Portugal, temos de alargar o território que recebe turistas para zonas menos visitadas”, sublinhou. “Os turistas que vêm cá procuram a natureza, a biodiversidade… Poucos países no mundo podem oferecer tanto como nós. Falta-nos ensinar o caminho para o interior a quem chega a Lisboa e Porto. Se pudermos acelerar esse processo, ganharemos todos com isso”, sintetizou.

O primeiro dia de trabalhos encerrou com o terceiro painel, dedicado ao tema “Inovação, Competitividade e Coesão”. Moderado pelo jornalista da RTP Jorge Esteves, o painel contou com intervenções de Ana Abrunhosa, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro; Luís Veiga, CEO da Natura IMB Hotels e do IMB Group (H2otel, Puralã – Wool Valley Hotel&Spa, Hotel Lusitânia Congress&Spa, Hotel Vanguarda, Covilhã Parque Hotel, Clube de Campo da Covilhã e a IMB-Imobiliária); Ana Jacinto, Secretária Geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal; e Carlos Costa, Professor Catedrático e Diretor do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da Universidade de Aveiro.

A conversa foi animada, com Ana Abrunhosa a elencar algumas das medidas que têm sido tomadas no sentido de aumentar a competitividade e a coesão da região Centro de Portugal, através dos variados programas de apoio.

Luís Veiga norteou a sua intervenção pela denúncia de “custos de contexto” que penalizam que pretende investir no interior, nomeadamente as auto-estradas, o preço da água, a taxa de ocupação de gás natural, a derrama e outros, e chegou a apelar a uma “desobediência civil” relativamente às portagens. “É altura de as SCUT voltarem a ser o que eram antes da crise”, sustentou.

Ana Jacinto apresentou alguns dos programas com que a AHRESP tem apoiado a internacionalização das empresas de atividade turística, promovendo os produtos endógenos das regiões e a rede de restaurantes portugueses no mundo.

Carlos Costa, entre vários assuntos que trouxe ao debate, sublinhou a mudança de paradigma no turismo introduzido pelas companhias de aviação de baixo custo, que levam cada vez mais turistas a descobrirem as cidades. “Estão a chegar novas forças económicas às cidades. Turismo é a economia a entrar nas cidades, os turistas trazem-nos rendimento. Não temos petróleo, temos turistas. Temos gente a mais a chegar? Temos gente, precisamos é de saber geri-las”, defendeu.

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“Esta agenda assenta essencialmente na discussão do mercado interno. Quererá isto dizer que o Turismo Centro e a Agência de Promoção Externa do Centro de Portugal não têm motivações nem preocupações com o mercado externo?”, foi assim que Pedro Machado, Presidente do Turismo Centro de Portugal iniciou esta segunda-feira, 29 de maio, aquele que é já o 4º Fórum Turismo Interno “Vê Portugal”. Um congresso que, até ao próximo dia 31, discute em Leiria, um conjunto de iniciativas e preocupações deste sector em Portugal.
À questão colocada Pedro Machado responde com um “sim, por isso acompanhamos o trabalho que está a ser feito do ponto de vista nacional sobre a valorização da importância da internacionalização de todos os agentes envolvidos neste processo, mas entendemos que é muito importante não escamotear aquilo que verdadeiramente representa o mercado interno” e recordou que entre o primeiro fórum e o terceiro “percebemos algumas conclusões do Vê Portugal, que ainda hoje se mantêm válidas, existe uma consciência coletiva para a importância económica para o que é o Turismo em Portugal e que a atividade económica do Turismo não se esgota apenas naquilo a que normalmente associamos como atividade direta.”
“Se pensarmos nas atividades culturais que representam 16% da nossa indústria nacional, as agências de viagens 2,1%, os transportes 10,2%, o alojamento 6%, a restauração e bebidas 64% daquilo que é a atividade económica da Região Centro, facilmente percebemos como se mantêm válidas as premissas de uma abordagem àquilo a que significa o mercado interno”, sublinhou o mesmo responsável, perante a plateia do Teatro Lúcio da Silva.
O Presidente de Turismo do Centro de Portugal revelou ainda que durante a última reunião com a Confederação do Turismo de Portugal, que se realizou na passada semana, foram divulgados dados que “também nos obrigam a refletir sobre a importância que o mercado interno representa a par do mercado externo. Se pensarmos que em 2016 o Centro de Portugal valeu 270 milhões de euros em hotelaria, praticamente 100 milhões de euros em viagens, 40 milhões de euros entre jogo e casino e 1000 milhões de euros em restauração e bebidas, são números suficientemente fortes, que estão para além das estatísticas que normalmente recebemos sobre aquilo que é hoje a importância dos mercados emissores, mas acho que é relevante levarmos esta discussão por diante, quando se trata daquilo que é o mercado comprovar os objetivos.”
Segundo Pedro Machado, em 2016 “tivemos 38 milhões de dormidas de turistas estrangeiros e cerca de 15 milhões de dormidas de turistas nacionais, o que significa que estamos a falar num total de 11,4 milhões de hóspedes estrangeiros e praticamente 7,6 milhões de hóspedes portugueses. Se fizéssemos uma comparação percentual relativa sobre o investimento que a marca Portugal faz nos vários mercados e a correspondente participação financeira que faz no mercado nacional, perceberíamos, por exemplo, que contra os 7,6 milhões de hóspedes nacionais nós vamos buscar ao nosso principal mercado externo que é o Reino Unido 1,9 milhões de turistas. Vamos buscar à Alemanha 1,2 milhões de turistas e 624 mil turistas brasileiros, o que significa que o mercado interno, à falta de outra consideração, é objetivamente o nosso primeiro mercado.”
Para o mesmo responsável é sobre este mercado que “deve assentar também prioritariamente a ação, seja da marca Portugal, seja em concreto daquilo que é a função das organizações regionais, e é por isso que estamos a trabalhar e dar um passo em frente, comparativamente com aquilo que foi durante muitos anos, o paradigma da promoção turística do nosso país.”

 

* Leia o artigo completo na próxima edição da Revista Viajar

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O primeiro ministro, António Costa, vai encerrar a 4ª edição do fórum “Vê Portugal”, que terá lugar de 29 a 31 de Maio, em Leiria, numa organização conjunta da Turismo do Centro e da autarquia daquela cidade. A confirmação do governo chegou ontem de manhã à Turismo do Centro, dia em que estava marcada a apresentação do programa Daquele que é o fórum do turismo interno.

Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro, e Gonçalo Lopes, vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, fizeram as honras da casa e deram a conhecer aos jornalistas presentes as novidades do evento para este ano.

Durante um jantar de gala, o primeiro das edições do “Vê Portugal”, que terá lugar no dia 30 de Maio no Palace Hotel Monte Real, a Turismo do Centro irá homenagear, pela primeira vez, personalidades que se tenham destacado no setor do turismo, tanto a nível nacional como regional. Ainda durante a mesma ocasião, e aproveitando o jantar, irá ser apresentado o novo vídeo promocional daquela região turística, além de virem a ser entregues os Prémios de Concurso de Empreendedorismo Turístico “José Manuel Alves”, uma iniciativa do Turismo de Portugal, que tem por objetivo apoiar projetos inovadores no setor localizados na região centro.

Novidade também é a atividade “Vê Portugal”- Conhece Leiria. Uma iniciativa que tem como objetivo potenciar o conhecimento mais profundo da cidade anfitriã do evento, bem como a vontade de revisitar e recomendar o destino.

Após Viseu, Aveiro e Coimbra, a cidade de Leiria tem agora neste evento a oportunidade de “divulgar a estratégia do município na área do Turismo e da Cultura”, segundo palavras de Gonçalo Lopes, dando ainda como exemplo o facto de Leiria vir a ser a Capital da Cultura em 2027, iniciativa que irá atrair um maior número de visitantes.

O “Vê Portugal” terá lugar no Teatro José Lúcio da Silva e Pedro Machado afirma poder “superar” o número de participantes do ano passado, que ultrapassou os 600.

Programa

A sessão de abertura do fórum contará com a presença de Pedro Machado, de Raúl Castro, Presidente Câmara Municipal Leiria, de Javier Jamirez Utrilla, diretor geral de Turismo da Junta de Castela e Leão, e a presidir estará a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Nesse mesmo dia, o painel 1 será subordinado ao tema “Programas de Apoio à Valorização e Qualificação Do Destino – Portugal 2020” e terá como moderador Carlos Abade, diretor de Departamento Turismo de Portugal. Como oradores estarão Cláudia Monteiro de Aguiar, deputada ao Parlamento Europeu, António Costa Dieb, presidente da AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, e Jaime Serrão Andrez, presidente da Comissão Diretiva COMPETE 2020.

No dia seguinte, o painel 2 fala sobre a “Valorização e Qualificação Destino – O Papel dos GAL – Grupos de Ação Local”. A moderadora será Maria João Botelho, presidente da Direção da Federação Minha Terra e os oradores Jorge Rodrigues, coordenador do GAL ADIRN – Associação de Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, João Carlos Pinho, coordenador do GAL ADRIMAG – Associação de Desenvolvimento Integrado de Montemuro, Arada e Gralheira, Catarina Vieira, gerente do empreendimento “Chão de Rio”, e Rui Anastácio, proprietário dos empreendimentos “Casa dos Matos” e “Cooking and Nature Emotional Hotel”.

De seguida será a vez de falar sobre “Mercado Interno Alargado – Parcerias Transfronteiriças”, do qual participará Francisco Martín Simón, diretor geral do Turismo Junta de Extremadura, e Ana Abrunhosa, presidente da CCDR Centro.

“A Importância das Indústrias Criativas para a Gestão de um Destino Turístico” é o painel que se segue, na manhã do último dia do fórum. Gonçalo Lopes, Vice-presidente Câmara Municipal Leiria, será o moderador, e terá como oradores Carlos Martins, da Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, Neil Peterson, diretor e fundador da Inside Track; Liverpool Capital Europeia da Cultura 2008, e Airan Berg, diretor de Projetos Internacionais, La Valetta 2018.

Para terminar, o painel 5 vai dizer “Como Promover/Vender um Destino” e contará com a presença de Pedro Costa Ferreira, Presidente APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Michael de Blust, secretário-geral da ECTAA – Confederação Europeia das Associações de

Agências de Viagens e Operadores Turísticos Europeus, e Frederico Costa, administrador do Grupo Pestana.

A sessão de encerramento, para além do primeiro-ministro, conta ainda com a presença do autarca de Leiria e de Pedro Machado.

A participação no Jantar Gala “Vê Portugal”, tal como no Fórum, é gratuita e limitada, com obrigatoriedade de inscrição e sujeita a confirmação, através do link:  https://goo.gl/forms/Ex6Yb3FuHUUPyDvL2

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“Recursos”, “organizações públicas e privadas”, “mercado interno e externo” e “formação e qualificação” são as cinco premissas sobre as quais o Turismo assenta. Foram estas as conclusões retiradas da 3ª Edição do Fórum Vê Portugal, que decorreu entre 30 e 31 de maio, no Convento de São Francisco, em Coimbra, e apresentadas por dizer Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, na sessão de encerramento.

Segundo o responsável, “precisamos de capitalizar, de aumentar o reconhecimento social, académico e principalmente político da importância que tem hoje o setor mais exportador de Portugal”. E por isso deixou presente a importância de “deixar de chamar setor ao Turismo” para que este possa passar a “ser visto como uma atividade verdadeiramente económica”.

 

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O Governo vai lançar uma campanha promocional para o turismo interno ainda antes do verão. A novidade foi avançada pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na sessão de encerramento da 3ª edição do Fórum Vê Portugal, que teve lugar no Convento de São Francisco, em Coimbra, à qual presidiu.

“Estamos a preparar uma campanha que será lançada ainda antes do verão para mostrar Portugal de uma forma original através de sessões personalizadas e reais, mobilizando os portugueses a mostrar o melhor de Portugal aos portugueses, utilizando as tecnologias que temos hoje para que sejamos todos promotores de Portugal”, afirmou a governante.

Segundo a responsável, no primeiro trimestre deste ano o número de portugueses a escolherem Portugal para fazerem férias aumentou 13,6% e, apesar de considerar “um ótimo sinal”, garante que “temos de ambicionar mais”, pois “estes resultados ainda não são suficientes”.

Ana Mendes Godinho sublinha que “os portugueses têm de ser mais incentivados a viajar dentro do território e a redescobrir Portugal” e fazer férias cá dentro significa ainda reduzir as importações. “Se trazer turistas para Portugal faz aumentar as exportações, nós, portugueses, fazermos férias cá dentro faz reduzir as importações e somos todos responsáveis por isto”, proferiu.

Para a SET o Fórum Vê Portugal vem colocar o turismo interno na ordem do dia. “É fundamental falar do turismo interno porque vale muito em termos de dinamização das nossas regiões e contribui para que os portugueses conheçam o seu País, que há duas décadas era completamente diferente”, mencionou.

O objetivo desta campanha será incentivar os portugueses a passarem as férias de verão no próprio País e Ana Mendes Godinho deixou uma certeza: “Eu já escolhi Portugal”.

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“Valor ao cliente”, “sustentabilidade económica, cultural e social”, “requalificação dos destinos” e “competitividade” foram os vetores apontados por Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro, como fundamentais para uma nova economia do Turismo nos próximos dez anosas é que deverão ser discutidos na 3ª edição do Fórum Vê Portugal, que decorre entre hoje e amanhã, no Convento de São Francisco, em Coimbra.
O responsável, que presidiu à sessão de abertura do congresso, defende que “apenas podemos criar valor para a atividade turística inovando na oferta e na comercialização” e alerta que é importante estar atento aos novos mercados emergentes, dando como exemplo o facto da Coreia do Sul ser “o segundo mercado emergente mais pujante de Fátima”. Desta forma, Pedro Machado diz haver “alterações profundas nos paradigmas e nos perfis dos clientes que tradicionalmente procurávamos captar, investindo e renovando a matriz dos produtos, nomeadamente no processo de internacionalização, e que hoje é visível através de uma alteração do próprio perfil daqueles que são os nossos turistas, o que leva à necessidade de alteração do modus operandi dos modelos de gestão, governação e planeamento dos próprios empresários”.
No planeamento dos destinos turísticos Pedro Machado considera que “devemos ter presentes a componente económica e a componente social, o chamado turismo de responsabilidade”.
Para Pedro Machado é fundamental a existência de “uma estratégia de especialização inteligente na requalificação e qualificação dos nossos destinos” para que regiões como o Centro possam “combater alguns problemas estruturantes ao nível da sazonalidade, de uma estadia média ainda baixa, e da litorização da oferta e capacidade turísticas”.
Já no que respeita à competitividade esclareceu que esta vertente “deverá ser trabalhada ao nível dos vários enquadramentos normativos, dos planos de competitividade setorial e ao nível da comunidade”.
O presidente da Turismo do Centro deixou presente que a região que representa conheceu um crescimento turístico de dois dígitos em 2015 e pretendem para 2016 a consolidação desses números, tendo “o turismo interno contribuído com 58 a 60% da procura turística na região”.
Por outro lado, o profissional relembrou os presentes que o turismo interno é “demasiado importante”, primeiro porque “está disponível o ano inteiro”, depois porque “com o mercado interno existe a possibilidade de vários períodos de férias ao longo do ano” e, por último, devido “à afinidade natural que faz com que possamos estimular a procura do mercado interno” durante 12 meses.
Aproveitando o facto do Vê Portugal se realizar no recém-inaugurado centro de congressos do Convento de São Francisco, Pedro Machado enalteceu a importância do segmento de Meeting Industry para a região do Centro e, em particular, para a cidade de Coimbra, e acredita que será este segmento que irá “ajudar a resolver os três vetores” que considera “fundamentais” para a estratégia da economia do Turismo na próxima década. “Os congressos podem-se realizar de 1 de janeiro a 31 de dezembro, o que significa que não têm problema de sazonalidade, podem ainda realizar-se durante vários dias sem a existência do problema da estadia média e pode ser um pólo dinamizador de animação permanente daquilo que é a oferta turística de uma região”, concluiu.

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A 3ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que terá lugar de 29 a 31 de maio, no novo centro de congressos do Convento de São Francisco, em Coimbra, espera vir a receber cerca de 500 profissionais do Turismo. A contar já com mais de “200 inscritos”, Pedro Machado, presidente da Turismo do Centro de Portugal, afirmou, esta terça-feira, em conferência de imprensa, em Lisboa, que se as previsões de inscrições se vierem a confirmar, este fórum poderá tornar-se na “maior organização de discussão de turismo em Portugal, à exceção do Congresso da APAVT que é o que junta mais congressistas”.

Na edição deste ano, o responsável adiantou que o “Vê Portugal” tem um “novo posicionamento”, que demonstra “uma nova página que queremos abrir”, que tem o “grande foco que a região Centro quer colocar na estruturação e no posicionamento do produto MICE”.

Pedro Machado destacou perante os jornalistas alguns dos membros do painel de oradores e temáticas a serem apresentadas. Foi o caso da presidente do ICCA, que falará no painel Turismo de Negócios / MI”, ou dos presidentes do INE e do Banco de Portugal, que irão expor as suas visões no painel “O Valor da Informação no Turismo”.

A encerrar o fórum já confirmaram presença o ministro da Economia e a secretária de Estado do Turismo.

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O recém-inaugurado Convento de São Francisco, em Coimbra, já é um sucesso. Transformado em centro de cultura e de congressos, com capacidade para acolher 5 mil pessoas em simultâneo, e aberto ao público desde o passado dia 8 de abril, vem confirmar que a hotelaria existente naquela cidade da região Centro do País é insuficiente.

Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, avançou, em conferência de imprensa, esta terça-feira, em Lisboa, durante a apresentação da edição de 2016 do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que terá lugar nas novas instalações já nos dias 29, 30 e 31 de maio, que “é urgente a existência de mais alojamentos”. Desta forma, o responsável afirma que “Coimbra precisa no imediato de mil camas”, a somarem às cerca de 3300 já existentes.

Carina Gomes, vereadora do Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Também presente perante os jornalistas, deixou presente que a autarquia já aprovou “três projetos” para a construção de novas unidades na cidade.

A vereadora disse que o novo espaço de eventos “já está a trazer uma nova dinâmica à cidade”, tendo já realizado diversos congressos, em menos de um mês desde a sua abertura, e até ao final de dezembro já têm agendados “mais de 30 congressos, uns de maior e outros de menor dimensão, nacionais e internacionais”, o que permite também uma “nova dinâmica na hotelaria e restauração de Coimbra”.

Adiantado que a nível cultural todos os espetáculos até agora realizados no espaço “têm tido casa cheia”, Carina Gomes garante que “já se nota claramente uma ampliação das zonas mais tradicionais de sociabilidade na cidade, portanto, nota-se que toda a zona em torno do Convento é agora uma área onde as pessoas passeiam, o que não acontecia”.

A nova infraestrutura passa também a acolher o Convention Bureau, com um auditório dotado de 1125 lugares, além de diversas salas polivalente que podem acolher entre 100 e 600 pessoa. No total, o antigo convento tem capacidade para acolher 5 mil pessoas em simultâneo.

Por outro lado, será aí ainda instalado um centro interpretativo da memória da cidade, além do Coimbra Welcome Center, que se pretende “o ponto de partida para a visita à cidade, de modo a que as pessoas passem a conhecer todas as atrações da cidade e que não façam apenas os tradicionais roteiros”.