Domingo, Dezembro 15, 2019
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Turismo do Centro

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A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP) reuniu-se hoje em Assembleia Geral (AG) ordinária, na qual apresentou aos associados a sua visão para os próximos dez anos do turismo na região Centro de Portugal.

Esta visão para o futuro está plasmada em dos documentos estruturantes, o Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 e o Plano de Marketing, assim como num novo modelo de governança da própria entidade regional.

A Assembleia Geral, cujos trabalhos foram dirigidos por Humberto Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Penacova, e secretariados por Carina Gomes, vereadora da Câmara Municipal de Coimbra, teve lugar no auditório da CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em Coimbra, e contou com a presença de António Veiga Simão, presidente da CCDRC, e de dezenas de associados da TCP, nomeadamente autarquias e associações diversas, que aprovaram todos os pontos da ordem de trabalhos, por unanimidade.

Numa breve introdução, Pedro Machado, presidente da TCP, explicou que a apresentação do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 iria mostrar à AG “a visão da TCP para o turismo a 10 anos”. “Os documentos resultam de uma auscultação exaustiva de vários players, da área do turismo e não só, como Comunidades Intermunicipais, PROVEREs, associações, universidades ou politécnicos”, disse. “Vivemos um momento de transição. Entre 2014 e 2018 o Centro de Portugal registou um crescimento notável e os indicadores de 2019 são muito positivos. É uma realidade que nos permite lançar este desafio e introduzir elementos de consolidação”, acrescentou.

A apresentação do Plano Regional de Desenvolvimento Turístico 2020-2030 esteve a cargo de Pedro Rosa, da consultora Deloitte, autora deste trabalho. Simultaneamente, foram feitas referências ao Plano de Marketing e ao novo modelo de governança da TCP, que completam o triângulo em que assenta a estratégia da TCP para a próxima década. 

Os planos estratégicos agora apresentados aos associados da TCP irão ser divulgados publicamente no próximo dia 3 de dezembro, numa conferência de imprensa que terá lugar na sede da Deloitte, em Lisboa.

A AG seguiu depois a sua ordem de trabalhos, que incluiu a aprovação de alterações estatutárias e do plano de atividades de 2020, assim como do orçamento, mapa de encargos plurianuais e mapa de pessoal do próximo ano. Um pedido de adesão à TCP por parte da ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha foi outro dos assuntos aprovados.

A Assembleia Geral terminou com um voto de louvor à direção da Turismo Centro de Portugal, na pessoa do seu presidente Pedro Machado, pelo trabalho em defesa da região, solicitado por Lino Ferreira, presidente da ACILIS – Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria.

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A atividade turística no Centro de Portugal continua a crescer a bom ritmo, o que deixa antever mais um ano francamente positivo para o setor nesta região. Dados preliminares revelados hoje pelo INE, relativos ao mês de maio de 2019, confirmam a tendência de crescimento já expressa nos meses anteriores.

No total de hóspedes, o mês de maio de 2019, em comparação com o de maio de 2018, registou um aumento percentual de 7,76%: tinham sido 361.211 em maio de 2018 e foram 389.230 no mesmo mês de 2019: mais 28.019 hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros da região. Contabilizando o total de hóspedes entre janeiro e maio de 2019, estes subiram 4,99% em relação ao mesmo período de 2018 (e 10,00% em relação a janeiro-maio de 2017).

Já no número de dormidas, o Centro de Portugal cresceu 7,31% – quase o dobro da média nacional, que cresceu 3,94%. Em maio de 2018 tinham-se registado 590.583 dormidas na região, em maio de 2019 foram 633.744. De notar que o crescimento da procura é idêntico entre visitantes nacionais e estrangeiros. As dormidas de turistas estrangeiros aumentaram 8,02%, de 300.860 em maio de 2018 para 324.977 no mesmo mês de 2019; já as dormidas dos turistas nacionais subiram 6,57% na comparação entre os dois meses, de 289.723 para 308.767. Analisando o total de dormidas entre janeiro e maio, estas subiram 4,52% em relação ao mesmo período de 2018 (e 8,38% em relação ao mesmo período de 2017)

É de realçar, ainda, dois dados particularmente relevantes. Por um lado, os proveitos da atividade hoteleira, que, entre maio de 2018 e maio de 2019, subiram de forma muito significativa, de 28,97 milhões de euros para 31,71 milhões (mais 9,48%). São mais quase três milhões de euros que as unidades hoteleiras do Centro de Portugal ganharam no quinto mês do ano. Por outro, o rendimento médio por quarto disponível registou também um assinalável crescimento, de 24,2 euros para 25,5 euros: mais 1,3 euros.

Sobre o Turismo Centro de Portugal: O Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

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Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, foi homenageado ontem à noite pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), que lhe atribuiu o prémio Excelência – Personalidade do Ano 2018, na gala dos Prémios AHRESP. O evento decorreu no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

A gala dos Prémios AHRESP é um evento que distingue anualmente os Melhores do Ano nos setores da Hotelaria, Restauração e Promoção Turística, em Portugal.

Pedro Machado agradeceu a distinção à AHRESP, “na pessoa do seu presidente, Comendador Mário Pereira Gonçalves” e dedicou-o aos “amigos, colegas do Turismo Centro de Portugal e todos quantos contribuem com espírito e ação positivos para uma região Centro e um Portugal melhor”.

Na gala foi também premiada uma unidade turística de referência do Centro de Portugal: o Chão do Rio – Turismo de Aldeia, em Travancinha, Seia, venceu na categoria Sustentabilidade Ambiental.

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O Turismo Centro de Portugal (TCP) venceu o prémio de Melhor Filme, na categoria “Destinos Turísticos – Região”, com o seu mais recente filme promocional, intitulado “Turismo Centro de Portugal – Are You Ready?”. O galardão foi atribuído no 12.º Festival Internacional de Filmes de Turismo “TourFilm Riga”, que decorreu de 23 a 25 de maio, em Riga, capital da Letónia.

Adriana Rodrigues, chefe do Núcleo de Administração Geral e Comunicação do TCP, foi quem recebeu o prémio na Letónia. “O nosso ‘Turismo Centro Portugal – Are You Ready?’, continua a traçar um percurso de sucesso, nos diversos festivais de filmes de cinema além-fronteiras, projetando de forma original as experiências únicas que apenas podem ser vividas no Centro de Portugal. A forma inédita que inauguramos em Portugal, de promoção turística aliada ao mundo do digital, e ‘a piscar o olho’ ao mundo dos jogos digitais, permitem-nos um posicionamento pela diferença, relativamente a outros competidores. Permite-nos atualidade, contemporaneidade e alcançar segmentos de mercado, muito interessantes para o nosso destino”, sublinhou Adriana Rodrigues.

Produzido pela Slideshow para o TCP, o filme “Turismo Centro de Portugal – Are You Ready?” foi apresentado no dia 14 de março e já regista mais de 330 mil visualizações na página de Facebook do TCP. No início de maio, venceu o galardão referente a “Best Production Design” do Terres Festival, que decorreu em Tortosa, Espanha. Antes, tinha sido também nomeado noutro festival: o Festival Internacional de Filmes de Turismo da Bulgária.

“Esperamos que a estes prémios se somem muitos mais, porque deste modo continuaremos a espalhar a marca Centro de Portugal por todos os locais onde se realizam os festivais e onde o filme é projetado. É uma estratégia inédita e que já confirmámos ter incríveis resultados. Garante-nos visibilidade e notoriedade, reforçando e consolidando a nossa marca”, considerou Adriana Rodrigues.

“Turismo Centro de Portugal: Are You Ready?” é um filme promocional com um conceito inovador, no qual o visitante se transforma na personagem de um jogo passado no magnífico território do Centro de Portugal. O seu objetivo é chegar à onda gigante da Nazaré. Este filme abre portas a um novo projeto comunicacional e promocional do Centro de Portugal que, aliado às novas tecnologias, visa uma forma de alcançar novos públicos, segmentos mais jovens e ativos. A mensagem que se quer passar é a de que, alterando-se o personagem principal, poderemos sempre criar novos roteiros, novos percursos, e redescobrir, de acordo com motivações próprias, novo(s) Centro(s) de Portugal.

Pode ver o filme, com a duração de 2 minutos e 52 segundos, neste link: https://bit.ly/2WnVXmi.

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O Turismo Centro de Portugal homenageou, no decorrer do Jantar Oficial “Vê Portugal”, personalidades e instituições que têm contribuído para o desenvolvimento e notoriedade do turismo na região Centro de Portugal. O Jantar Oficial, que decorreu na Quinta da Dança, em Castelo Branco, constituiu um dos pontos altos do 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre em Castelo Branco, nos dias 21 e 22 de maio.

Após discursos de boas-vindas, por parte de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, e de Luís Correia, presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, foram revelados os homenageados. A cada um foi oferecido uma peça em vidro, produzida artística e manualmente na Marinha Grande.

Desta forma os homenageados foram a Associação das Termas de Portugal, Manuel Cargaleiro (artista plástico) e Vasco D’Avillez (antigo presidente da Comissão Vitivinícola da Região dos Vinhos de Lisboa).

No decorrer do Jantar Oficial foram também entregues os Prémios do Concurso de Empreendedorismo Turístico “José Manuel Alves”, instituídos pelo Turismo Centro de Portugal, e que visam apoiar projetos inovadores no setor do Turismo com implementação na região Centro. Os prémios recebem o nome do ex-presidente da Região de Turismo do Centro, numa homenagem ao homem que esteve na génese da criação do gabinete de apoio ao investimento turístico na região.

Nesta quarta edição, foram apresentadas 63 candidaturas, mais 10 do que em 2018. O júri final, composto por Miguel Mendes (Turismo de Portugal), Miguel Barbosa (Portugal Ventures) e Carlos Cerqueira (Instituto Pedro Nunes), escolheu os seguintes projetos: 1.º classificado – “Zipline Nazaré / Ocean Zipline” (Geração GIVE); 2.º classificado – “Abrigo do Queijo Serra da Estrela DOP” (Joaquim Lé de Matos); 3.º classificado – “Gravity F” (António Matos / Cláudia Passos).

O Concurso de Teses Académicas – de mestrado e de doutoramento – tem o objetivo de valorizar o conhecimento gerado no seio da comunidade científica sobre a atividade turística e de o aproximar das empresas do setor do Turismo e de todos os interessados em desenvolver projetos de empreendedorismo turístico.

Este ano, a terceira edição do concurso recebeu 20 candidaturas nas suas duas vertentes, mais quatro do que no ano anterior. O júri final, composto por Teresa Ferreira (Turismo de Portugal), Joaquim Felício (CCDRC) e Carlos Martins (Opium), distinguiu as seguintes teses: Tese de Doutoramento – “A Satisfação Turística: Uma Análise aos Turistas Estrangeiros que Visitam os Centros Históricos em Portugal” (Ana Sofia Duque); Tese de Mestrado – “Turismo Acessível: A Importância da Formação na Alteração das Atitudes” (Nuno Cunha Leal).

O Jantar Oficial Vê Portugal contou ainda com uma breve apresentação da marca Castelo Branco, por Carlos Coelho, da Ivity, e com um discurso de encerramento por parte de Maria do Céu Albuquerque, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional.

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Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

Uma audiência de centenas de pessoas presenciou o primeiro dia do 6.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre os dias 21 e 22 no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

A sessão de abertura esteve a cargo de José Augusto Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, e de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal. Na qualidade de anfitriões, desejaram as boas-vindas a todos os participantes e enalteceram a importância deste debate, o maior que se realiza em Portugal a nível do turismo interno. Antes, os espectadores puderam assistir a uma interessante atuação das Adufeiras da Usalbi.

O primeiro painel do dia teve como tema “Turismo Cinematográfico – O Cinema ao Serviço do Turismo”. Moderado por Luís Lima Santos, Coordenador do Citur – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo de Leiria, contou com intervenções de Maria Mineiro, vice-presidente do ICA – Instituto de Cinema e Audiovisual; Bruno Manique, presidente da CPFC – Centro Portugal Film Commission; Eugeni Osácar, professor no CETT-UB – Campus de Turisme de Barcelona; e Francisco Dias, professor no Instituto Politécnico de Leiria – IPL e diretor do Festival ART&TUR.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

Todos os intervenientes salientaram o enorme potencial de Portugal, e em particular do Centro de Portugal, para acolher grandes produções cinematográficas e audiovisuais internacionais. Maria Mineiro destacou o facto de o país estar a ser “descoberto pelo mundo”, o que, aliado à aposta do Governo em atrair produções estrangeiras, está a permitir criar condições para que Portugal se torne um destino para a realização de filmes e séries. Foi exatamente com esse objetivo que o Governo criou a semana passada a Portugal Film Commission, recordou.

Esta perspetiva foi acompanhada por Bruno Manique, na qualidade de presidente da Centro Portugal Film Commission. Sublinhando que esta região tem “todas as condições para receber produções internacionais”, elencou uma série de produções que estão, já estiveram ou vão estar em breve no terreno.

Francisco Dias mostrou aos espectadores as vantagens para os territórios que acolhem produções cinematográficas ou de séries. “O impacto do cineturismo é maior que a publicidade”, disse, sublinhando que “um terço do que se gasta numa produção é no local das filmagens”. 

O segundo painel do dia foi dedicado ao tema “Turismo 4.0 – Portugal, Hub de Inovação Digital”. Moderado por Paulo Zacarias Gomes, jornalista da “Visão” e do “Exame”, contou com as participações de Sérgio Guerreiro, diretor de Gestão de Conhecimento do Turismo de Portugal; Lidija Lalicic, responsável da IFITT – International Federation for Information Technology and Travel/Tourism; e a dupla Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, da Arctur – ‘Living Lab Slovenia”.

As intervenções giraram em torno dos desafios que a Economia 4.0 coloca à atividade turística. Sérgio Guerreiro sublinhou que Portugal é o 14.º país mais competitivo do mundo no Turismo, mas que há que pensar todos os dias em como melhorar a experiência dos visitantes, os quais, cada vez mais habituados à economia digital, têm exigências crescentemente elevadas. Nesse sentido, recordou que o novo Centro de Inovação do Turismo será instalado na Covilhã, bem perto de Castelo Branco.

Os convidados internacionais destacaram os contributos que a inteligência artificial, aliada à visão dos empreendedores, pode fornecer à área do Turismo. Como referiram Urška Starc-Peceny e Tomi Ilijaš, a indústria do Turismo sempre revelou capacidade de adaptação às novidades tecnológicas. “Atualmente, a era da digitalização é um novo desafio”, que só será vencido com a colaboração de todos, criando “experiências enriquecedoras” para os visitantes. “O mundo digital é uma revolução que já chegou, os nossos filhos vivem nele”, lembraram.

O início de tarde foi marcado pela intervenção da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho subiu ao palco para se referir às principais estratégias e programas do Governo para esta área.

SET destaca Portugal Film Commission

Entre outras iniciativas, como o Programa Valorizar, a governante enalteceu a criação da Portugal Film Commission, que pretende atrair produções audiovisuais ao nosso país e que se insere na estratégia de fazer com que “o turismo seja uma bandeira do país”. “O Turismo é uma arma de transformação, que consegue mobilizar vários players e que tem a capacidade de abrir o mapa de Portugal, alargando-o a todas as regiões e transformando assim o território”, sublinhou.

O foco está, frisou Ana Mendes Godinho, em conciliar “a autenticidade com a inovação e a sofisticação”, a mesmo tempo que se pretende assegurar “a sustentabilidade dos recursos naturais e a sustentabilidade económica”.

A mensagem da secretária de Estado foi antecedida de uma pequena intervenção de Célia Teixeira, gestora da RBTTTI do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que apresentou a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo / Tajo Internacional. Esta é uma nova classificação territorial, a cargo da Unesco, e que introduz um desafio integrado na sua dinamização, intitulado “Reserva da Biosfera: Território Com Vida”.

A tarde da 6.ª edição do Fórum Vê Portugal continuou com o terceiro painel, intitulado “PROVEREs – Estratégias de Valorização e Promoção”. Moderado por Paula Ribeiro, diretora da revista Up Magazine – TAP Portugal, teve como participantes os responsáveis por alguns dos mais significativos PROVEREs da região.

Rui Simão (Rede das Aldeias do Xisto 2020), Adriano Barreto Ramos (Valorização das Estâncias Termais da Região Centro), Dalila Dias (Aldeias Históricas de Portugal), Luís Pereira (Beira Baixa – Terras de Excelência) e Miguel Vasco (iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas) mostraram a toda a audiência os avanços e as novidades registadas nos projetos em que estão envolvidos.
“ADN de Projetos Vencedores – Diferenciar para Ganhar” foi o tema do 4.º painel, moderado por Isabel Damasceno, Vogal Executiva do programa Centro2020. No Cine-Teatro Avenida, foram apresentados alguns projetos diferenciadores e de grande sucesso.

Pedro de Mello Breyner, membro do Executive Board da Portugal Ventures, António Carlos Duarte, coordenador executivo da Associação Geoparque Arouca (que falou dos Passadiços do Paiva), Luís Rocha, diretor do Dino Parque da Lourinhã, e Paulo Costa, diretor geral da GlobalSport Portugal (organizador das mais emblemáticas provas de atletismo do país), mostraram as razões por detrás do sucesso dos respetivos projetos – verdadeiros case studies, e não só do Centro de Portugal.

O Fórum Vê Portugal é uma iniciativa anual do Turismo Centro de Portugal, que junta especialistas de várias áreas, membros do Governo, autarcas e empresários para uma abrangente discussão sobre o presente e o futuro do turismo interno. Castelo Branco sucede a Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria e Guarda, as capitais de distrito que acolheram as edições anteriores, num sucesso sempre crescente.

Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow
Foto: Rui Miguel Pedrosa/Slideshow

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Um total de 13 colaboradores do TCP – Turismo Centro de Portugal concluíram com êxito uma Formação Pedagógica Inicial de Formadores ministrada pelo IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional.

A conclusão da formação, que teve a duração de 90 horas e que aconteceu entre março e julho, permite aos colaboradores do TCP o acesso ao Certificado de Competências Pedagógicas e é uma componente muito importante na estratégia de valorização dos recursos humanos da instituição.

A cerimónia de entrega dos certificados de formação aconteceu hoje, nas instalações do Serviço de Formação Profissional de Coimbra do IEFP, local onde decorreram as aulas. A ocasião contou com as presenças do Presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, e do Delegado Regional do Centro do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Alberto Costa, além de formandos e formadores.

“O Turismo é uma atividade singular, pois a sua matéria-prima são as pessoas. Hoje, chegam ao Centro de Portugal visitantes de muitos países diferentes: há uma alteração profunda do perfil de quem nos visita e os nossos colaboradores têm de estar preparados para isso. Esta aposta na formação é, pois, essencial para que a nossa estrutura seja capaz de liderar o processo de transformação”, sublinhou Pedro Machado.

“Quer o Turismo Centro de Portugal quer o Instituto de Emprego e Formação Profissional sabem que o Turismo é uma atividade fundamental hoje em dia. Sabem também que o Turismo constitui uma oportunidade para a qualificação e requalificação profissional. Temos de ser capazes de atrair gente para trabalhar nesta área e temos de ter a capacidade de as formar”, destacou, por seu lado, Alberto Costa.

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A Assembleia Geral Eleitoral da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), inicialmente agendada para o dia 23 de maio, irá realizar-se a 6 de julho.

O reagendamento do ato eleitoral deve-se a diferentes interpretações jurídicas sobre a contagem dos prazos previstos no Regulamento Eleitoral da TCP. Por razões de segurança jurídica, a Mesa da Assembleia Geral decidiu dar sem efeito a data inicialmente aprazada, tendo já reiniciado o procedimento com nova convocatória dirigida aos membros da Assembleia Geral.

No dia 6 de julho, serão então eleitos a Comissão Executiva, a Mesa da Assembleia Geral e o Conselho de Marketing da entidade, para o mandato 2018-2023. As mesas de voto irão funcionar em Aveiro, Leiria e Guarda, das 10h00 às 17h00. As listas de candidaturas terão de ser apresentadas até 22 de junho, 10 dias úteis antes do ato eleitoral.

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A Comissão de Turismo da Eurorregião Alentejo-Centro de Portugal-Extremadura (EUROACE) reuniu-se esta segunda-feira, dia 7 de maio, na Guarda. Um encontro que aconteceu em paralelo ao 5.º Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, organizado pelo Turismo Centro de Portugal e que está a decorrer nesta cidade.

Esta reunião da Comissão de Turismo da EUROACE contou como temas centrais alguns dos projetos em que as três regiões participam de forma comum ou coordenada. Casos da feira ITB Shanghai, na China, que vai acontecer já este mês; um evento gastronómico das três entidades em Bruxelas, com chefes de cada região; encontros “Meet Portugal em Espanha” e “Meet Espanha em Portugal”, com empresários de ambos os lados; um “roadshow” nos Estados Unidos; ou a candidatura ao Projeto Europeu POCTEP.

Estiveram presentes, entre outros, Pedro Machado, Presidente do Turismo Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal; Francisco Martín Simón, Diretor Geral de Turismo da Extremadura; e Vítor Silva, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo.

“Estas reuniões servem para definir a aposta estratégica em quatro fileiras: Turismo do Património e Cultura; Turismo de Natureza e Ativo; Turismo Gastronómico e Enoturismo; e Turismo Religioso”, considerou, no final da reunião, Pedro Machado. “Isto representa um virar de página para um mercado alargado. Somar as três regiões é potenciar a atratividade da Eurorregião”, acrescentou.

Francisco Martín Simón destacou o facto de o turismo estar a criar cada vez mais empregos na eurorregião. “São 91.000 empregos e queremos chegar aos 100.000”. Para isso, é preciso virem mais turistas e o mercado chinês é estratégico. “China gerou 136 milhões de viagens em 2017, em todo o Mundo. Estima-se que serão 222 milhões em 2025. Queremos mostrar aos chineses que o paraíso existe e está nesta eurorregião”, disse.

Vítor Silva elogiou os esforços que têm sido feitos com esta união e reiterou a aposta no mercado chinês: “Na China não sabem o que é Portugal ou Espanha, sabem o que é a Europa. Faz sentido esta promoção conjunta”.

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Iniciou ontem no Teatro Municipal da Guarda, a 5.ª edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que durante dois dias debateu as questões relacionadas com o turismo dentro do país.

A sessão de boas-vindas contou com intervenções de Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, e Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal.

Pedro Machado, recordou a génese deste encontro anual, promovido pelo Turismo Centro de Portugal. “O Fórum Vê Portugal nasceu há cinco anos para discutir os problemas que mais afetam o turismo no Centro de Portugal: a sazonalidade, a baixa estadia média, a litoralização da procura turística. Felizmente, são problemas estruturais que estamos a ultrapassar”, considerou.

“Esta região cresceu 26,6% na procura de estrangeiros no ano passado, um ano particularmente difícil por causa dos incêndios. E cresceu 68,4% fora da época alta, o que significa que a procura fora dos picos tradicionais é cada vez mais importante. Hoje há um conjunto de tendências da procura que vão além do sol e praia. O turismo de Natureza, o turismo de património e cultura, o turismo ativo, o turismo enogastronómico, o turismo de wellness e bem-estar são procurados por cada vez mais visitantes, numa importante alteração no perfil da procura”, destacou.

Pedro Machado salientou também a importância do reforço da cooperação e do trabalho em rede com Espanha, iniciada em janeiro de 2017: “Juntos, Portugal e Espanha são o maior mercado mundial em termos de procura”.

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal da Guarda, contestou a ideia veiculada por alguns de que começa a haver turismo a mais em Portugal. “Turismo a mais? Disparate! Como presidente da Câmara Municipal, digo: ‘Venham todos para cá!’”, frisou, antes de destacar os números de crescimento da sua cidade: “A Guarda subiu 76% em visitantes nos últimos quatro anos, de acordo com os registos do nosso Welcome Center”.

Na sua intervenção, o autarca lançou o desafio: é necessária uma “estratégia de desenvolvimento turístico do interior, para que Portugal seja o melhor destino turístico do mundo também em zonas de interior”. Até porque, como considerou, “a disputa entre litoral e interior acabou. O interior é hoje uma causa nacional”.

Carlos Abade, administrador do Turismo de Portugal, fundamentou a sua intervenção na importância do turismo interno. “O turismo interno é o maior mercado de turismo nacional, com um peso superior a 50% no Alentejo e no Centro de Portugal. Fazê-lo crescer é decisivo para o desenvolvimento da economia regional”, disse.

O primeiro painel prometia uma conversa estimulante e o resultado excedeu as expetativas, graças à pertinência do tema – “Turismo de Natureza: Que Desafios Para a Sustentabilidade?” – e à qualidade dos intervenientes. O debate contou com intervenções de Domingos Xavier Viegas, Coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e autor do relatório sobre o incêndio de Pedrógão Grande; Paulo Fernandes, Presidente da Câmara do Fundão e da ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto; Viriato Garcez, Diretor de Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Centro; e Paulo Pedrosa, CEO da A2Z, morador na aldeia da Ferraria de São João e grande impulsionador da Zona de Proteção desta aldeia.

O professor Xavier Viegas deu o mote, lançando a discussão sobre o impacto dos incêndios florestais de 2017 e apontando caminhos para que as tragédias possam ser evitadas. “Os incêndios florestais são uma das maiores ameaças para o mundo rural. Põem em causa a segurança das pessoas, o património e afetando todas as atividades, incluindo o turismo”, salientou. “O turismo é uma das maiores riquezas do país e a segurança é um dos fatores de atração do país. Os incêndios prejudicam esta imagem”, lembrou.

Para o especialista, o grande problema é que “o país tem vivido como se o problema não existisse. 2017 mostrou que o pais é vulnerável e que os incêndios podem atingir qualquer pessoa, em qualquer sítio do país”. A solução, indicou, passa pela consciencialização das populações, das pessoas. “Os incêndios são uma questão de cidadania. Qualquer processo de resolução tem de passar pelas pessoas, não podemos esperar só pelo Estado. As situações podem repetir-se, mas as consequências não se podem repetir. Temos de nos organizar para enfrentar o problema”, considerou.

Paulo Fernandes acrescentou elementos à discussão, afirmando que “a dicotomia incêndios rurais e urbanos perdeu-se”. “As zonas periurbanas, que antes estavam ocupadas, foram perdendo atividades e ficando abandonadas ao longo do tempo, fazendo com que os incêndios entrem em grande força nas aldeias, vilas e cidades”, alertou.

“A Natureza não para. Todos os dias crescem plantas que não queremos. Atuar sobre a paisagem é um desafio. Não podemos esperar que a Natureza resolva o problema”, defendeu, recordando que o incêndio de outubro não entrou no Fundão “por causa das cerejas”.

Depois de Viriato Garcez ter salientado a atuação do ICNF, nomeadamente através do site Natural.pt, foi a vez de Pedro Pedrosa contar a experiência que viveu em junho, quando a aldeia da Ferraria de São João se viu cercada pelas chamas, e o que está a ser feito desde então, na zona de proteção da aldeia.

“Portugal e o sul da Europa vão continuar a arder. O problema dos incêndios é social. É precisamente aí que merece a nossa reflexão”, disse. Para isso, é necessário “capacitar as pessoas” das aldeias e fazê-las “acreditar que é possível fazer acontecer”.

“Turismo de Interior – Desafios e Tendências” foi o tema do segundo painel. Moderado pelo urbanista, arquiteto paisagista e engenheiro agrónomo, Sidónio Pardal, o painel contou com intervenções de Francisco Martín Simón, Diretor Geral do Turismo da Junta da Extremadura (Espanha); Jorge Monteiro, Presidente da ViniPortugal; Paulo Romão, responsável pelo projeto Casas do Côro; e João Paulo Catarino, Coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior.

Francisco Martín Simón destacou na sua intervenção o trabalho conjunto que tem sido feito pelas regiões portuguesas Centro de Portugal e Alentejo e a região espanhola da Extremadura na eurorregião EUROACE. Citando Fernando Pessoa, o dirigente espanhol frisou que “não é possível uma futura civilização portuguesa nem espanhola, é possível uma futura civilização ibérica”.

Esta colaboração estreita entre as três regiões na área do turismo vai estar em foco este mês, com uma participação conjunta na Feira ITB de Shanghai. O objetivo final é “criar riqueza e emprego nas três regiões”, considerou.

Jorge Monteiro dedicou a sua participação à importância do enoturismo, que é “uma oportunidade de desenvolvimento para o interior”. Dando o exemplo da Califórnia, em que 20 por cento das receitas dos produtores de vinho em já do turismo, elencou as vantagens nesta aposta: “O ecoturismo não pode ser um turismo de massas. É mais do que beber vinho, é conhecer, experimentar e viver o vinho”.

Paulo Romão contou a história de 18 anos das Casas do Côro, um exemplo máximo de sucesso de um investimento numa zona do interior profundo. “Tivemos de criar um destino. Para isso, desviámo-nos do convencional e criámos um projeto para tudo e para todos”.

Finalmente, João Paulo Catarino elogiou as vantagens competitivas que o interior pode oferecer: “Quando visitamos as cidades europeias, verificamos que a homogeneização é evidente. No interior, oferecemos autenticidade”. “Para aumentarmos os visitantes em Portugal, temos de alargar o território que recebe turistas para zonas menos visitadas”, sublinhou. “Os turistas que vêm cá procuram a natureza, a biodiversidade… Poucos países no mundo podem oferecer tanto como nós. Falta-nos ensinar o caminho para o interior a quem chega a Lisboa e Porto. Se pudermos acelerar esse processo, ganharemos todos com isso”, sintetizou.

O primeiro dia de trabalhos encerrou com o terceiro painel, dedicado ao tema “Inovação, Competitividade e Coesão”. Moderado pelo jornalista da RTP Jorge Esteves, o painel contou com intervenções de Ana Abrunhosa, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro; Luís Veiga, CEO da Natura IMB Hotels e do IMB Group (H2otel, Puralã – Wool Valley Hotel&Spa, Hotel Lusitânia Congress&Spa, Hotel Vanguarda, Covilhã Parque Hotel, Clube de Campo da Covilhã e a IMB-Imobiliária); Ana Jacinto, Secretária Geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal; e Carlos Costa, Professor Catedrático e Diretor do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da Universidade de Aveiro.

A conversa foi animada, com Ana Abrunhosa a elencar algumas das medidas que têm sido tomadas no sentido de aumentar a competitividade e a coesão da região Centro de Portugal, através dos variados programas de apoio.

Luís Veiga norteou a sua intervenção pela denúncia de “custos de contexto” que penalizam que pretende investir no interior, nomeadamente as auto-estradas, o preço da água, a taxa de ocupação de gás natural, a derrama e outros, e chegou a apelar a uma “desobediência civil” relativamente às portagens. “É altura de as SCUT voltarem a ser o que eram antes da crise”, sustentou.

Ana Jacinto apresentou alguns dos programas com que a AHRESP tem apoiado a internacionalização das empresas de atividade turística, promovendo os produtos endógenos das regiões e a rede de restaurantes portugueses no mundo.

Carlos Costa, entre vários assuntos que trouxe ao debate, sublinhou a mudança de paradigma no turismo introduzido pelas companhias de aviação de baixo custo, que levam cada vez mais turistas a descobrirem as cidades. “Estão a chegar novas forças económicas às cidades. Turismo é a economia a entrar nas cidades, os turistas trazem-nos rendimento. Não temos petróleo, temos turistas. Temos gente a mais a chegar? Temos gente, precisamos é de saber geri-las”, defendeu.