EasyJet com desempenho sólido e recorde total de 80 milhões de passageiros...

EasyJet com desempenho sólido e recorde total de 80 milhões de passageiros até setembro

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“A easyJet obteve um desempenho sólido durante um ano difícil para o setor da aviação, tendo transportado um total recorde de 80 milhões de passageiros e conseguido a taxa de ocupação mais elevada de sempre de 92,6%, ao mesmo tempo que aumentou a capacidade em 8,5% e as receitas em mais de 8,1%, tendo atingido um total de mais de £5 mil milhões” referiu esta terça-feira, 21 de novembro, em comunicado Carolyn McCall, CEO da easyJet, em relação aos resultados do exercício que terminou a 30 de setembro deste ano.

“A abordagem que planeámos para obter posições número um e dois nos principais aeroportos da Europa, o serviço ao cliente agradável e eficiente e um enfoque contínuo no controlo sustentável dos custos colocou a easyJet em vantagem estratégica num período em que houve falências e algumas companhias aéreas tiveram dificuldades operacionais. O modelo da easyJet é resiliente e sustentável e contamos com uma enorme dinâmica positiva que permitirá que a companhia continue a crescer e a gerar lucros”, sublinha ainda a mesma responsável.

“O investimento contínuo da easyJet na inovação já revolucionou a oferta comercial da companhia e esperamos continuar a aproveitar a tecnologia para conseguir obter benefícios em matéria de fiabilidade e de custos, bem como entusiasmantes melhorias na experiência dos clientes que manterão a easyJet em posição de destaque na primeira linha do setor da aviação”, acrescenta ainda, realçando o facto deste “ser o meu último conjunto de resultados como CEO e gostaria de agradecer a todas as pessoas na easyJet que tanto contribuíram para a história de sucesso da companhia. Desejo a todas o melhor para o futuro.”

Carolyn McCall será substituída por de Johan Lundgren, que a 10 de novembro de 2017, foi nomeado pelo Conselho de Administração como novo CEO, iniciando funções a partir de 1 de dezembro,

Aquisição da Air Berlin 

De recordar que em outubro, a easyJet anunciou um acordo para adquirir parte das operações da Air Berlin no aeroporto de Berlim Tegel, por um valor de compra de €40 milhões, dependente das aprovações antimonopólio e regulamentares. No âmbito da aquisição, que deverá ser concluída em dezembro de 2017, a easyJet irá celebrar contratos de aluguer de até 25 aeronaves A320 e empregar 1000 antigos membros das tripulações da Air Berlin, bem como assumir outros ativos, entre os quais as faixas horárias. O valor da aquisição não inclui potenciais custos de arranque e de transição. Tendo em conta a base já existente no aeroporto de Berlim Schönefeld, esta operação fará da easyJet a companhia aérea de pequeno curso líder em Berlim.

Em comunicado, a companhia refere ainda “que tendo por base os pressupostos atuais, a easyJet estima incorrer em perdas globais de cerca de £60 milhões nas atividades do aeroporto de Tegel no exercício de 2018, uma vez que iniciará as operações em janeiro de 2018 em regime de aluguer de aeronaves com tripulação com taxas de ocupação e rendimentos iniciais mais baixos. Além disso, esperam-se custos extraordinários e não globais associados à transação no exercício de 2018 de cerca de £100 milhões. Estes custos representam o lançamento paralelo de uma operação de aluguer de aeronaves sem tripulação e incluem a conversão de frotas, o recrutamento de trabalhadores e custos de formação, bem como custos de transação. Estima-se que esta transação comece a gerar lucros no exercício de 2019.”

A easyJet perspetiva prosseguir a sua “estratégia de investimento dirigido de forma a obter um crescimento lucrativo e a assegurar posições de liderança em aeroportos principais, bem como a aumentar os retornos a longo prazo. A easyJet planeia aumentar a capacidade em cerca de 6% no exercício de 2018, excluindo qualquer potencial capacidade da Air Berlin.”

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