Hotelaria estima perdas até 1,44 mil milhões devido à pandemia

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O Turismo em Portugal poderá vir a registar uma perda de receitas que pode ir de 1,28 a 1,44 mil milhões de euros, entre 01 de março e 30 de junho. Por outro lado, antevê-se ainda uma perda de 13,1 milhões de dormidas, dado mais de 80% das unidades hoteleiras estarem encerradas e preverem abrir novamente apenas em junho.

O cenário pouco animador surge como uma das conclusões da atualização do inquérito “Efeito Covid-19 na Hotelaria” que a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal fez a 60% dos seus associados, entre 1 e 7 de abril, e que foi apresentada esta manhã, em conferência de imprensa online, tendo a primeira versão sido tornada pública a 12 de março.

Cristina Siza Vieira, CEO DA AHP, apresentou o estudo e fez questão de frisar que “num mês tudo mudou”, com o pessimismo dos hoteleiros a aumentar, sobretudo quando nos primeiros resultados de março estimavam que as perdas de receitas turísticas pudessem vir a situar-se entre os 500 e os 800 milhões de euros.

Cerca de 90% dos inquiridos afirma que vai recorrer ao lay-off e, pelo menos, 51 mil dos 60 mil trabalhadores efetivos da hotelaria ficará abrangido por esta medida já a partir de abril.

No que respeita à taxa de ocupação, os hoteleiros estimam que, até junho, as quebras serão superiores a 50%, com 65% dos inquiridos a considerarem que a quebra será de 70% a 100%. Estes números surgem em grande contraste com os primeiros resultados do inquérito anterior, em que 48% dos inquiridos considerava que a descida seria de apenas 10%. “Um espelho interessante da violência com que, em menos de um mês, o cenário se alterou”, referiu Cristina Siza Vieira.

Os hoteleiros mostram-se muito pessimistas no que respeita à normalização do setor a nível internacional. 60% dos hoteleiros apresenta um grau de confiança muito reduzido, constratando enormemente com os resultados do primeiro inquérito em que essa opção acompanhava apenas 20% dos inquiridos.

Para fazer face a este cenário negro, 75% dos inquiridos afirma que já recorreu ou pretende recorrer às linhas de financiamento apresentadas pelo Governo e muitos estão a tentar privilegiar o reagendamento de reservas, através de vouchers com prazos alargados, para não terem que cancelar reservas junto das OTAS – “online travel agencies”.

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