Terça-feira, Fevereiro 18, 2020
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88% dos hoteleiros madeirenses perspetivam que o ano de 2020 sejam pior em termos de taxa de ocupação e preço médio por quarto, quando comparando com o ano transato.

A opinião dos hoteleiros insulares faz parte do estudo realizado pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, intitulado “Balanços & Perspetivas”, entre 12 de dezembro e 10 de janeiro, incluindo os seus associados e ainda os aderentes do AHP Tourism Monitor, apresentado esta quarta-feira em Lisboa. No entanto, este ano a mostra do estudo incluiu 47% da hotelaria a nível nacional, e as regiões dos Açores e Alentejo foram excluídas devido a um número insuficiente de inquiridos.

Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, que apresentou o estudo, fez questão de mencionar à exceção do Centro, por ter uma “expetativa muito elevada de melhoria”, as previsões dos inquiridos em relação à taxa de ocupação “não traz muitas surpresas”.

Em Lisboa e Algarve os hoteleiros acreditam que em 2020 irão ter uma taxa de ocupação praticamente idêntica à conseguida no ano passado e no Norte as opiniões os hoteleiros ficaram mais divididos embora se tenha verificado uma tímida previsão de melhoria em relação a uma igualdade em relação a 2019.

A Região Autónoma da Madeira é de todas a região que antevê um quadro mais negro, demonstrando o quadro de variação negativa que o destino insular tem vindo a verificar, sobretudo neste último ano tanto em termos de taxa de ocupação como em preço médio por quarto.

Por outro lado, Lisboa, o Norte e o Centro têm grades expetativas quanto ao preço médio por quarto, sendo que o Algarve é “bastante conservador quanto à evolução do preço, estimando que se mantenha bastante idêntico”, afirmou Cristina Siza Vieira.

No que toca à estada média, a maioria dos inquiridos considera que esta será igual à de 2019, à exceção do Madeira que, para surpresa de muitos, afirma que será melhor no ano corrente.

Por último, nas receitas totais, no geral, os hoteleiros visionam uma melhoria para este ano, com o Centro e o Norte a destacarem-se.

Mercados

No que toca a mercados, tanto o Algarve como a Madeira perspetivam que o mercado britânico irá crescer, mas a presidente executiva da AHP enalteceu que “não foi estranho que parte das respostas tenha sido obtida já depois das eleições no Reino Unido”.

No Algarve o mercado nacional surge na segunda posição, antecipando as férias de verão dos portugueses, e em terceiro lugar, mas com uma grande diferença do segundo surge o francês, seguido do alemão, norte-americano e espanhol.

Já na madeira o mercado francês surge na segunda posição bem destacado das restantes, onde o alemão, o norte-americano e o português ocupam as posições seguintes.

No que toca a Lisboa, Centro e Norte as expetativas são bastante distintas do Algarve e da Madeira. Em qualquer umas dessas regiões os hoteleiros consideram que o mercado nacional será o que irá crescer mais, seguido do espanhol, francês [embora este com maior expressão no Centro e Norte do que em Lisboa].

Quanto a segmentos, os hoteleiros de Lisboa, Norte a Algarve acreditam que o Mice – Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions terá uma elevada expressão, ao passo que a Madeira acredita que o Sol e Mar, pensado é claro em Porto Santo, irá registar maior procura.

Lisboa, Norte e Centro têm boas perspetivas em relação ao segmento de city/short breaks, sendo que também o Norte e Centro antecipam um bom ano no que toca ao turismo religioso.

Constrangimentos

Coo maiores constrangimentos para o crescimento e evolução do setor neste novo ano, os hoteleiros apontaram, em primeira linha, o “abrandamento da economia portuguesa”, “o Brexit e a contração do mercado do Reino Unido” e a “escassez de recursos humanos”. Em segunda linha de importância apontaram ainda a “dependência dos operadores online”, os custos com utilities (água, eletricidade e gás), a capacidade aeroportuária [sobretudo os hoteleiros de Lisboa, Madeira e Algarve] e o crescimento do número de camas [Norte].

Aberturas e remodelações

51 são os novos hotéis previstos para este ano segundo a AHP. A par surgem nove remodelações, sendo que é no Norte que surge a maior parte de intenção de investimento, num total de 18 novas unidades hoteleiras e cinco remodelações.

Na região de Lisboa estão previstas 14 novas aberturas, ao passo que no Centro estimam seis e no Algarve três, no Alentejo e na Madeira duas novas unidades e nos Açores apenas uma.

Cristina Siza Vieira frisou que algumas destas intenções iniciais ficam pelo caminho ou então não terminam no ano inicialmente previsto. Por exemplo, em 2019 estavam previstas 65 aberturas quando na realidade apenas abriram 24 e 15 remodelações ou reaberturas quando apenas se registam 12.

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A secretária de Estado do Turismo (SET), Rita Marques, garantiu esta tarde, na sessão de encerramento do 31º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, que decorreu nos últimos três dias em Viana do Castelo, que “o Turismo está bem e recomenda-se”, mas relembrou a plateia de mais de 400 congressistas que “o Turismo tem de facto crescido muito”, mas este “está de tal modo maduro” que será difícil continuar a crescer a dois dígitos como se tem vindo a verificar nos últimos anos.

Rita Marques defende que aumentar a estadia média dos visitantes é fundamental e para isso afirmou ser fundamental conseguirem ultrapassar cinco desafios.

As infraestruturas, nomeadamente a ferrovia, foi o primeiro desses desafios apontados pela governante. “No plano do Governo está claríssimo que a ferrovia é, de facto, uma prioridade. É um assunto que envolve várias áreas do Governo, estamos a trabalhar para que possamos ter uma ferrovia que sirva os interesses dos cidadãos nacionais, mas também todos aqueles que nos visitam. É o que posso dizer, nesta altura, é um dossier complexo, difícil, mas estamos a trabalhar para que possamos ter num futuro próximo uma ferrovia 4.0. Neste momento ainda não temos. Servirá, naturalmente, também interesses dos turistas, mas de todos os cidadãos nacionais, como é óbvio”, referiu à imprensa à margem do congresso.

Ainda durante o seu discurso de encerramento, a SET não deixou de referir a situação aeroportuária da região de Lisboa, admitindo a necessidade do novo aeroporto e as obras de melhoramento do atual, por forma a sabermos “rentabilizar as infraestruturas que dispomos”.

Mas dentro deste primeiro desafio, Rita Marques diz que será fundamental trabalhar a três níveis: com os operadores aéreos; com as entidades que gerem as infraestruturas, no sentido de reinventarem novos modelos operacionais; e trabalharem em cooperação com outros elementos do governo [ministérios] para assim conseguirem atingir de forma mais rápida e eficaz os objetivos.

Rita Marques mostrou-se satisfeita com o número de passageiros desembarcados por via aérea até setembro, com “um aumento de 7,1%”, embora tenha deixado presente a sua preocupação no que toca aos passageiros desembarcados por via marítima, que até esse mês, quando comparando com período homologo, decaiu mais de um ponto percentual.

Valorização da oferta

“A necessidade de continuamente investir na valorização da oferta”, foi o segundo grande desafio adiantado por Rita Marques.

“Não nos podemos esquecer que temos de trabalhar em rede. A coesão territorial tem que ser uma prioridade. Temos as infraestruturas que temos, mas temos que saber fazer melhor”, frisou, enaltecendo ainda que “temos que chamar a atenção dos que nos visitam de região para região, para que quem nos visita viaje em Portugal de lés a lés”.

O terceiro desafio repto tem a ver com “a preocupação de garantir que os nossos empresários têm a capacidade de continuar o investimento”. Para além do enquadramento fiscal, Rita Marques afirma que “temos que continuar a trabalhar para criar condições que garantam esse investimento” e disse estar “naturalmente a falar da Espanha, mas também de outros mercados como o brasileiro, que tem conhecido um crescimento interessante, mas também o norte americano”.

Embora admita que a Estratégia 20/27 “se tenha demonstrado de muito sucesso, a responsável diz que o quarto desafio será “refrescar o documento, até porque muitas das suas metas já estão atingidas ou em vias de serem atingidas”.

Por último, os recursos humanos, tanto em quantidade como em qualidade, são outra das grandes preocupações do executivo, que garante continuar a trabalhar “na qualificação dos jovens e dos menos jovens” para que as empresas possam ter os “recursos humanos melhor capacitados”.

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A afirmação é de Diogo Lacerda Machado, presidente da comissão de estratégia da TAP.

O profissional, que participava no painel “Game Changing: A Transformação da Indústria da Aviação”, inserido no 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que termina hoje em Viana do Castelo, em substituição do CEO da TAP, Antonoaldo Neves, disse esta afirmação no seguimento de ter adiantado que “a TAP passou de uma oferta de 279 mil assentos em Faro, em 2018, para 400 mil assentos este ano  ou seja, um crescimento de 43%.

Segundo Diogo Lacerda Machado, “esta é uma oferta que cresceu significativamente”, mas assegura: “tenho dúvidas de que vá crescer mais”.

Desta forma, “a TAP está a aumentar a oferta em Faro, entre outras razões, porque não conseguimos esticar mais em Lisboa. É muito difícil aumentar a oferta em Faro, no limite, só aumentando o tamanho do avião”, considerou.

Diogo Lacerda Machado deixou ainda a garantia de que “a TAP não vai mais servir destinos sem procurar dinheiro e sem procurar que sejam rentáveis”.

Assegurando que “o dono do futuro da TAP é o Estado português”, Diogo Lacerda Machado, embora tenha dito que a Transportadora aérea portuguesa “já se financia sozinha, sem o apoio do Estado” e vai passar a “ganhar dinheiro sustentadamente”.

José Lopes, country manager para Portugal da easyjet, que também fez parte do painel, começou por demonstrar por números como a companhia low-cost está bem e recomenda-se, e certificou que estão na Madeira para “continuar a crescer”.

“Deixem-nos crescer e não nos queiram expulsar, como alguns políticos querem fazer”, apelou.

Franciso Pita, administrador da ANA-Aeroportos de Portugal, marcou igualmente presença e

Já Franciso Pita, administrador da ANA – Aeroportos de Portugal, que fez uma análise mais profunda do movimento dos aeroportos nacionais, afiançou que “entre as prioridades da ANA está a construção do novo aeroporto do Montijo e a ampliação da Portela, e o aumento da capacidade de pista do aeroporto do Porto”.

O administrador disse que “estamos num bom ponto de partida a trabalhar sobre esta base de diversificação de mercados”, retificando que “foi o crescimento do turismo que alavancou o tráfego dos aeroportos portugueses”. Para Francisco Pita “foi um crescimento sustentado e diversificado, embora o top 10 não tenha sofrido grandes alterações, vemos mudanças fora desse top, sobretudo em mercados como os Estados Unidos, Canadá, China e Coreia do Sul. No final deste ano, os Estados Unidos, que estão a crescer mais 20%, vão entrar no top 10”.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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São quatro os desafios apontados por Francisco Calheiros , presidente da Confederação do Turismo de Portugal, ao desenvolvimento do turismo no país.

O responsável, que falava durante o 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que se realiza em Viana do Castelo, identificou o aeroporto de Lisboa como sendo o primeiro desses desafios. Para Francisco Callheiros este tema “já leva mais de 50 anos de discussão pública e que agora tem finalmente condições para avançar. O parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente à solução do Montijo retira qualquer fundamentação aos seus opositores” e deixou presente que ” não podemos é esperar por mais estudos e pareceres, nem analisar outras soluções, já muito analisadas e discutidas”.

Como segundo desafio, o presidente da CTP elegeu a falta de recursos humanos e questionou “como contornar esta ameaça?”, ao que respondeu “com mais e melhor qualificação profissional; com mais especialização e reforço da formação; com programas de reconversão para novas competências; com recurso a canais de circulação de trabalhadores de outros estados da União Europeia e não só; e também com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores no domínio da retribuição, benefícios sociais e motivação”.

Na terceira posição colocou a “reforma de Estado” ou a “urgência de avançar para uma verdadeira reforma de Estado que conduza à melhoria e sustentabilidade futura do sistema da Segurança Social, Saúde, Justiça e Ensino.

Como último desafio, Francisco Calheiros identificou a crise demográfica. “Já somos o terceiro país com menos crianças e jovens até aos 15 anos e um dos países da Europa com menos filhos por mulher em idade fértil. O Eurostat renovou recentemente as projeções que indicam que Portugal será, em 2050, o país mais envelhecido da Europa. No final do século em cada 100 jovens haverá o triplo de idosos. O impacto desta crise demográfica na economia nacional pode superar as nossas piores expetativas. Estamos, pois, perante uma urgência nacional”, concluiu.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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Melhorar os salários e criar carreiras dignas para os trabalhadores do turismo e da hotelaria em Portugal é um dos grandes desafios que o setor terá de enfrentar nos próximos anos.

Jorge Rebelo de Almeida, presidente da Vila Galé, Manuel Proença, Chairman da Hoti Hotéis, António Trindade, presidente da PortoBay Hotels & Resorts, José Roquette, administrador do Grupo Pestana, e Carlos Neves, administrador da SANA Hotels, estiveram hoje representados no primeiro painel do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, intitulado “Investimento Hoteleiro em Portugal”, pelos seus presidentes e administradores, e a opinião foi unânime.

Para José Roquette no Turismo “há uma tradição de pagar mal, o que leva a uma elevada rotação nos recursos humanos das empresas, que faz muita diferença ao nível do serviço”. Na sua opinião, o sucesso de um hotel e, consequentemente, de um destino turístico passa pela diferenciação e isso só será possível “quando nos diferenciarmos através dos recursos humanos e isso só se consegue com bons salários” e garante que este “é o desafio mais importante que Portugal tem para os próximos anos”.

Relembrando que embora não possamos comparar o caso de Portugal com o de Espanha, até pela dimensão de ambos os países ibéricos, José Roquette evidenciou que “Espanha tem uma longa experiência no que toca a fidelizar dois dos maiores mercados emissores europeus, Alemanha e Inglaterra”. No entanto, no que toca à “relação qualidade/preço não ficamos rigorosamente nada atrás. Lisboa, Porto, Madeira, Algarve não ficam atrás de muitas capitais europeias. Isso tem a ver com cultura, formação, mas as pessoas que vieram para o setor do turismo têm prazer em servir. Algo que poderá ser multiplicado com formação” , referiu.

Já para António Trindade “temos no setor um problema relacionado com a aferição de parâmetros de produtividade, sendo que esta é uma área que torna mais difícil superar a contratação coletiva. As coisas estão mais ténues, mas o rácio de produtividade nas empresas tem efetivamente que ser discutido dentro da própria empresa”.

Segundo o presidente da PortoBay “a revolução da oferta turística espanhola é algo muito importante que temos que perceber. O rácio de aferição da qualidade, por exemplo, do serviço, em grande parte dos grupos espanhóis, é superior ao dos grupos portugueses. Agora temos que lutar ao nível de cada grupo/empresa para obter a excelência. Eu só ganho diferenciação se quiser ser excelente. A PortoBay distribui 100 mil euros por ano em prémios de Excelência, auferidos pelo cliente”.

Desta forma, António Trindade defende que “o problema da aferição da qualidade não é um problema nacional, mas de cada uma das empresas”.

De acordo com o hoteleiro madeirense “tem de haver uma maior envolvência dos funcionários com a estrutura empresarial na hotelaria, aqui está o ónus da questão. Diz-se que o pessoal é pouco qualificado na hotelaria, não tenho a certeza disso. Só tenho diferenciação de grupo quando organicamente puder passar uma imagem de excelência e qualidade”.

Manuel Proença, por seu turno, defende que “o nosso capital humano é um dos pontos em que podemos ser fortes. O problema é que não há candidatos que queiram trabalhar na hotelaria. Há um turnover elevadíssimo. Obviamente que temos de pagar melhor, mas a remuneração na hotelaria é variada”.

Carlos Neves formalizou ainda que com os últimos anos de rentabilidade atingidos ninguém o irá “convencer que não é possível partilhar alguma dessa rentabilidade com as equipas”. No que respeita à qualidade hoteleira ibérica, o administrador dos SANA defende que “estamos muito acima do que se faz em Espanha. Temos excelentes recursos humanos, os salários têm que ser conquistados no sentido de que hoje todos temos um dever de pagar bem e melhor”.

Jorge Rebelo de Almeida, afirma que para resolver esta falta de mão-de-obra “temos que abrir fronteira e receber brasileiros”. Por outro lado, considera decisivo “melhorar a qualidade vida das pessoas que trabalham na hotelaria porque só assim é que se melhora perante o cliente a nossa oferta, uma oferta que esteja associada aos aumentos do nível de produtividade”. Para terminar disse: “o trabalhador português de hotelaria não tem culpa de ganhar menos que um belga, porque um quarto se vende a €100 em Portugal quando na Bélgica custa €250”.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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Raul Martins, presidente da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, garante que “na hotelaria assiste-se claramente a um abrandamento do crescimento”, embora “os dados recolhidos, até agosto de 2019, em Portugal mostram que as receitas, o volume de turistas e dormidas e o peso do Turismo nas exportações continuou a crescer”.

O dirigente associativo, que discursava na abertura do congresso da associação que representa, a decorrer até sexta-feira em Viana do Castelo, garantiu que “a taxa de ocupação nos hotéis, até agosto deste ano, caiu ligeiramente (meio ponto percentual), o preço médio, que no último ano tinha crescido 7%, até agosto deste ano cresceu, sim, mas apenas 2%, tal como o REVPAR na hotelaria, que em 2018 cresceu 5% e até agosto deste ano cresceu, também, mas 2%”.

Segundo Raul Martins, “o que mais cresceu foi, inequivocamente, a oferta de alojamento”, adiantando que “desde o inicio do ano abriram ou reabriram 36 hotéis, de acordo com o Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos, o que significa mais 3% de quartos e de camas. Neste momento, portanto, temos disponíveis no mercado 205.816 camas hoteleiras”.

E paralelamente “a oferta de camas em Alojamento Local, se bem que abrandando em 2019, regista, neste momento, números impressionantes. Falamos de 91 mil estabelecimentos e com uma capacidade para 523 mil camas. Mais do dobro da hotelaria! Que corresponde a um aumento de 17%, mas que em 2017 e 2018 correspondeu a um crescimento de 47% e 44%, respetivamente”, afirmou.

O hoteleiro disse que “a questão que se coloca é como continuar a ocupar esta oferta a preços que não degradem o destino e nos garanta o posicionamento em que toda a indústria e os decisores públicos apostam”.

A par da questão da oferta crescente de alojamento, Raul Martins avançou que existem outros desafios com que o setor e, em particular, a hotelaria se debate.

Deu como exemplos, uma vez mais, “o estrangulamento do aeroporto Humberto Delgado, agravado nos próximos anos pelas obras de remodelação, que leva a recusar dois milhões de passageiros por ano; a dependência do Algarve da tour operação e as paralelas insolvências de grandes operadores, online e offline; a debilidade da operação aérea no Funchal; o abrandamento do crescimento económico da Europa; a recuperação de outros destinos de sol e mar; a escassez de recursos humanos para trabalhar no turismo; a muito sensível questão da quebra de dois grandes mercados para Portugal [inglês e alemão], para enunciar apenas alguns, obriga-nos a ser muito dinâmicos, atentos às tendências, rápidos nas decisões”.

Desta forma, o responsável assegura que “os próximos dois anos serão de decréscimo da ocupação que terá de ser compensado pelo aumento da estada média e da receita total, até que o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa, com a construção do aeroporto do Montijo, comece a fazer aumentar o número de passageiros e turistas”.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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O Programa VIP.pt, direcionado à promoção e captação de rotas aéreas para Portugal, vai ser reforçado, com o seu investimento duplicado para os próximos quatro anos.

A novidade foi avançada pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, na abertura do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, a decorrer até sexta-feira em Viana do Castelo.

Durante os próximos quatro anos de mandato da nova tutela, Pedro Siza Vieira adiantou que o programa será reforçado em 10 milhões de euros, para apoiar sobretudo “a captação de novas operações para o Algarve, Madeira e Açores, e com um reforço muito particular de operação aérea para o Algarve no período de inverno”.

Segundo o governante este investimento significativo “é o melhor que podemos fazer para aproveitar os nossos destinos que precisam desse investimento”.

Por outro lado, o ministro responsável pela tutela do Turismo, afirmou ainda que “temos também que ter particular atenção à melhoria da operação aeroportuária no aeroporto de Lisboa”.

Pedro Siza Vieira admitiu que “o reforço da capacidade aeroportuária estará concluída quando pudermos ter em operação o novo aeroporto do Montijo. Mas um investimento muito significativo vai ser também realizado no Aeroporto Humberto Delgado e é nesse que temos de nos concentrar porque irá permitir, mais rapidamente, aumentar os acessos a Lisboa”.

250 M€ para Linha de Apoio à Qualificação da Oferta

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital anunciou ainda durante o seu discurso que o governo vai “também apoiar o investimento das empresas do setor no desafio da transição digital, eficiência energética e economia circular, que vão exigir reposicionamento e novos investimentos. Vamos assim dar azo à prorrogação e reforço da Linha de Apoio à Qualificação da Oferta, com um orçamento adicional de 250 milhões de euros para apoio às empresas do turismo nesta legislatura”.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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O presidente da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, Raul Martins, enumerou 14 pontos de agenda que a nova secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, deverá ter em consideração máxima no mandato que agora inicia e que consta de um documento que a AHP entregou recentemente à governante.

O dirigente associativo, durante o seu discurso de abertura do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, referiu a importância de se “ultimar o processo de revisão da portaria de classificação de hotéis: desburocratizar, liberalizar requisitos, permitir maior flexibilização e soluções inovadoras”. Para isso, Raul Martins deixou presente que a AHP “entregou à Secretaria de Estado do Turismo uma proposta em 31 de março de 2017, fruto de um trabalho que reuniu os contributos dos mais importantes grupos hoteleiros portugueses e de hotéis independentes”.

Regulação dos requisitos dos estabelecimentos de alojamento

Por outro lado, o presidente da AHP frisou ser fundamental “finalizar o processo de regulação dos requisitos dos estabelecimentos de alojamento local e assumir que os estabelecimentos “coletivos” (…) a partir de certo volume de quartos, com gestão e serviços integrados, devem fazer parte do elenco dos empreendimentos turísticos e estar sujeitos a iguais obrigações”.

O hoteleiro mencionou ainda a relevância de “introduzir alterações ao Regime Jurídico da Edificação e Urbanização, bem como ao Regulamento Geral das Edificações Urbanas, de modo a ultrapassar constrangimentos no que toca aos usos de prédios urbanos e permitir o mix use”, bem como “preparar o quadro orientador para os Municípios atribuírem a utilidade turística aos Empreendimentos Turísticos, que era da competência do Governo e passou para os municípios”.

IVA

Raul Martins chamou ainda a atenção de Rita Marques para a necessidade da alteração do “regime da recuperação do crédito do IVA sobre empresas insolventes, particularmente difícil para as PME”, assim com “publicar a Portaria prevista na Lei das Finanças Locais que irá determinar os critérios de distribuição do denominado IVA Turístico”. Neste último caso, não deixou de relembrar a secretária de Estado que “esta medida é fundamental, pois fará cair pela base as taxas turísticas que as Câmaras Municipais se têm precipitado a aprovar.

Grandes plataformas online

O dirigente associativo disse ainda que a tutela deverá “agir ativamente no acompanhamento do Booking e outras OTAS”. Desta forma, adiantou que “perante o desequilíbrio de posições relativas, é fundamental que a tutela do Turismo seja mais ativa no acompanhamento dos dossiers da distribuição hoteleira pelas grandes plataformas online, particularmente no caso da Booking.com, intervindo, sempre que necessário, em defesa dos hoteleiros nacionais”. No tempo presente considera que “é necessário estabelecer legalmente a proibição das cláusulas de paridade; obrigar à transparência das relações da Booking com outros operadores e das condições das tarifas “booking basic”; reforçar a obrigação de cumprimento pontual dos contratos com os hoteleiros; e obrigar a Booking a passar faturas quando vende através do “booking basic”.

Acessibilidades

Relembrando a questão da acessibilidade, defende que se deve “apostar fortemente nas infraestruturas e equipamentos ferroviários e aeroportuários, desde logo perante o estrangulamento em Lisboa, cuja falta de capacidade inviabiliza o crescimento de todo o país e gera mau serviço, que impacta a imagem de Portugal; depois pela necessária dinamização da procura para  o Algarve e ainda intervir na situação de gestão e operação do aeroporto do Funchal”.

Aproveitando ainda a presença do presidente do Turismo de Portugal na sala, Luís Araújo, o presidente da AHP diz ser significativo “apostar no crescimento mais acelerado de outros mercados emissores que sirvam para colmatar perdas atuais e previsíveis por parte dos dois mercados externos mais importantes para Portugal (Reino Unido e Alemanha) e incentivar com ações promocionais o aumento da estada média dos turistas em Portugal”.

Recursos humanos e formação

E uma vez mais os recursos humanos e a sua formação qualitativa foi um dos temas levantados pela AHP. “Desenvolver um programa de fundo para captar e formar recursos humanos para trabalhar no Turismo, começando por adequar a rede formativa, lançar as bases para a dignificação das profissões ligadas à hotelaria e turismo; agilizar procedimentos com vista à concretização de quotas de imigrantes, entre outras medidas”, referiu.

Já no que toca ao fim das concessões de jogo e à eventual abertura de procedimentos concursais, Raul Martins opina que a tutela deverá “garantir que as verbas oriundas do Jogo sejam mantidas sob controlo e gestão do Turismo de Portugal, canalizando-as para os fins de apoio às empresas e à atividade deste Instituto que são destinadas à promoção”.

Criar um “sistema centralizado que recolha as informações prestadas às várias entidades que solicitam informação periódica às empresas hoteleiras (INE; Banco de Portugal; Turismo de Portugal;  Autoridade Tributária, entre tantas outras) e que as faculte depois às diversas autoridades, evitando que as empresas desperdicem tempo e recursos a facultar os mesmos dados a diversas entidades públicas”, foi outro dos pontos de importância definidos pelo hoteleiro.

Para terminar, Raul Martins frisou a necessidade de “implementar com a ASAE um sistema que passe por uma primeira advertência/intimação quando são detetadas desconformidades com a lei, previamente à instauração de um processo por contraordenação, à semelhança do que se verifica em Espanha” e ainda de “dotar o Turismo de Portugal de meios que lhe permitam acompanhar devidamente os temas que estão em discussão na União Europeia e que impactam o turismo, direta ou indiretamente, e agir em articulação com o setor”.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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O Governo “vai avançar, nos termos da diretiva europeia sobre as plataformas online, com a proibição por via legislativa das cláusulas paridade”. A novidade foi dada pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, durante a abertura do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, a decorrer em Viana no Castelo.

Pedro Siza Vieira fez este anúncio em forma de resposta a um repto do presidente da AHP, Raul Martins, no discurso que iniciou os trabalhos do congresso, em que afirmava que a tutela deveria “agir ativamente no acompanhamento do Booking e outras OTAS (…) perante o desequilíbrio de posições relativas”. Para Raul Martins “é necessário estabelecer legalmente a proibição das cláusulas de paridade; obrigar à transparência das relações da Booking com outros operadores e das condições das tarifas “booking basic”; reforçar a obrigação de cumprimento pontual dos contratos com os hoteleiros; e obrigar a Booking a passar faturas quando vende através do “booking basic”.

Com esta novidade, o governante vem assim descansar os hoteleiros em relação a este desequilíbrio de tratamento.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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Portugal: Preparar o Amanhã” é o tema do 31º Congresso Nacion al da Hotelaria e Turismo, que decorre de 20 a 22 de novembro em Viana do Castelo.

Segundo a AHP, “o Turismo afirma-se hoje como uma atividade económica fundamental para Portugal e um modo de afirmação da nossa identidade (…) Mas o Turismo tem ciclos de expansão e contração, estádios de maturação, concorrência e afirmação de modas, tendências e destinos. Os anos mais recentes em Portugal foram os do ciclo de expansão. Que sinais há no horizonte? Continuaremos a crescer? Como, onde, em que mercados e em que segmentos? Que indicadores temos hoje que nos permitem antecipar o que será o amanhã?”.

A sessão de abertura do primeiro dia de trabalhos, conta com uma intervenção de fundo do Ministro da Economia do novo Governo, Pedro Siza Vieira.

Investimento hoteleiro

O primeiro painel, “Investimento hoteleiro em Portugal”, irá trazer a visão dos grandes grupos hoteleiros portugueses, que irão partilhar as suas experiências e debater se em Portugal ainda se vive tempos de oportunidade para investimento e quais as vantagens e desvantagens da escala.

“Convergência Ibérica. As oportunidades de Portugal em Espanha – Como seduzir Espanha?” é o tema do segundo painel do dia. Daniela Santiago, correspondente da RTP em Madrid; Javier Martin, correspondente do El Pais em Portugal; Maria de Lurdes Vale, coordenadora do Turismo de Portugal em Espanha; e Mafalda Bravo, nova country manager do grupo Ávoris em Portugal, compõem uma mesa redonda onde irão ser partilhadas experiências e visões sobre a relação entre as economias portuguesa e espanhola. Porque Espanha é o segundo mercado emissor de hóspedes e o terceiro em receitas para Portugal, os convidados da AHP irão ainda refletir sobre a possibilidade de atrair turistas de Espanha, também a um nível de maior poder de compra.

Comercialização digital

O primeiro painel da tarde deste primeiro dia traz a debate os “Desafios da comercialização digital”. O que já mudou e o que vai mudar no negócio da Distribuição? Surgem constantemente novos desafios e novas oportunidades para vendermos mais e melhor. Uma análise aos desafios da comercialização digital de pequenas, médias e grandes unidades hoteleiras. Rik Plompen, director of Distribution Technology & Channel Analytics do Design Hotels; Paulo Duarte, diretor de Operações do Memmo Hotels; e Sofia Brandão, diretora de Operações da AlmaLusa Hotels, são oradores já confirmados.

O primeiro dia termina com um debate sobre os desafios da oferta e procura nos principais mercados internacionais, no mercado da aviação. O painel “Game Changing: a transformação da Indústria da aviação e as implicações para Portugal” terá como keynote speaker Gavin Eccles, consultor e professor universitário, e uma mesa redonda com representantes de uma companhia de bandeira, de uma companhia de voos charters e de uma low cost. A tarde finda com um Outlook da operação da ANA e uma visão sobre as expetativas de crescimento para os aeroportos nacionais em 2020, por Francisco Pitta, administrador e Chief Commercial Officer da ANA – Aeroportos de Portugal.

Findo o primeiro dia de trabalhos, a noite termina com um jantar oferecido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O segundo dia do congresso a PressReader, empresa de tecnologia que proporciona aos hóspedes uma experiência personalizada de acesso aos jornais e revistas de todo o mundo num único lugar, e que tem mais de 60 milhões de utilizadores, abre o segundo dia do congresso com a apresentação “An awesome amenity for every type of guest”.

O crescente Turismo no Norte de Portugal

O primeiro painel deste segundo dia tem como tema “Crescer a Norte”. Em 6 anos, o turismo na região Porto e Norte cresceu fortemente, bem acima da média nacional. Como se faz a gestão do Turismo na região Norte? Numa mesa redonda com Mário Ferreira, CEO da Douro Azul; João Gomes da Silva, administrador e CSMO da Sogrape; Bernardo D’Eça Leal, managing Partner do The Independente Collective; e Paulo Garcia da Costa, owner do Vila Foz Hotel, é possível ficar-se a saber como encaram os empresários o crescimento atual e o potencial do Norte de Portugal e o que falta fazer. Será keynote deste painel Luís Pedro Martins, presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte.

A intercalar os painéis da manhã, os congressistas terão a oportunidade de ouvir falar sobre “Como avaliar e valorizar o meu hotel: a visão de um investidor”. Esta comunicação será feita pela AURA REE, empresa especialista na assessoria estratégica a ativos imobiliários, que avalia e assessoria estrategicamente mais de 350 unidades hoteleiras em Portugal, Espanha e Itália.

Portugal como destino singular

O último painel do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo terá os olhos postos na autenticidade de Portugal, país genuíno e cheio de “luxos simples”. Será que a simplicidade é o verdadeiro luxo dos ricos? Se assim for, quais as oportunidades que existem no “novo” mercado do luxo? Como deve Portugal ajustar a sua oferta e a sua comunicação? Como distribuir e como trabalhar os mercados com maior poder de compra? Rodrigo Machaz, fundador da Memmo Hotels e Pedro Santa Clara, professor universitário, serão os keynote speakers deste painel, com o tema “As oportunidades que temos – a nossa singularidade”. Na mesa redonda, para uma abordagem aos mercados americano, brasileiro e francês, estarão Adélia Carvalho, diretora geral do Hotel Valverde; Samuel Torres de Carvalho, arquiteto; e Luís Sousa, owner da Mr Travel Portugal.

Após a entrega dos prémios AHP 2019, o encerramento do congresso ficará a cargo de Raul Martins, presidente da AHP, e do novo secretário de Estado do Turismo, seguindo-se um almoço de despedida a Viana do Castelo.

A apresentação do programa do 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo decorreu no The Vintage Lisbon Hotel & SPA.