Sábado, Outubro 19, 2019
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Associação da Hotelaria de Portugal

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, a maior associação hoteleira nacional, como anunciado previamente, irá realizar, em Viana do Castelo, o seu Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, de 20 a 22 de novembro de 2019.

Depois de se ter realizado em várias regiões de Portugal, a próxima edição do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo vai até ao coração do Minho e a uma das cidades mais bonitas de Portugal.

O site do Congresso já está online e as inscrições abertas. Este ano, vão estar disponíveis três momentos de inscrição com diferentes preços e condições: o primeiro, mais vantajoso, até 15 de setembro; o segundo até 15 de outubro e o último até 15 de novembro.

O Congresso da AHP, que faz parte da agenda anual do setor, contou em 2018 com cerca de 550 participantes, 55 empresas parceiras, mais de 25 oradores de referência, 29 jornalistas, responsáveis políticos, altos dirigentes da administração pública e privada, estudantes e professores.

Em 2019, a Câmara Municipal de Viana do Castelo é o parceiro institucional do Congresso.

Esteja a par de todas as novidades em: www.congressoahp.pt.

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal e a ENDESA assinaram esta quinta-feira, 4 de julho, um protocolo de cooperação que visa trazer para a hotelaria um maior conhecimento das soluções energéticas disponíveis para o setor e a proporcionar melhores condições comerciais aos associados da AHP.

O protocolo foi assinado pelo Presidente da AHP, Raul Martins, e pelo General Manager – B2B Portugal da ENDESA, Miguel Mendes, num momento que antecedeu o almoço mensal de associados da AHP, que se realizou no The Vintage Hotel & SPA.

Esta parceria entre a AHP e a ENDESA, para além de dar condições comerciais mais competitivas para a hotelaria, irá permitir ter um melhor conhecimento do mercado através de um conjunto de ferramentas para otimizar os hotéis na vertente energética, incluindo técnicas avançadas de compra de energia, saber qual a melhor altura para o fazer, estar a par das mais recentes soluções de eficiência energética e ainda ter o apoio de um gestor 100% dedicado, entre outras.

O Presidente da AHP, Raul Martins, destacou que “os custos com as utilities são um dos principais desafios à operação hoteleira no nosso país, pelo que este protocolo vem ao encontro de uma questão real na área da energia.” E  acrescentou: “através deste  protocolo a AHP possibilita  a todos os seus associados melhores condições comerciais, o que é sobretudo fundamental para as unidades independentes, que de outra forma não teriam acesso a essas a tais condições, em razão da sua escala e dimensão”.

Segundo Miguel Mendes, general manager – B2B da Endesa, “será possível com este protocolo otimizar os hotéis na vertente energética, utilizando um conjunto de ferramentas e técnicas avançadas de compra de energia, saber qual a melhor altura para o fazer, estar a par das mais recentes soluções de eficiência energética e ainda ter o apoio de um gestor 100% dedicado, entre outras vantagens”.

No almoço, o convidado da AHP, Nuno Ribeiro da Silva, presidente da ENDESA PORTUGAL, na sua intervenção sobre o tema “Muda a Energia, mudar Comportamentos”, sublinhou que existe um novo paradigma na energia que convida, e também obriga, o cliente enquanto consumidor a ser muito mais proativo nas suas opções. Por isso, reconhece o presidente da Endesa, “mesmo num mercado aparentemente estandardizado, não há soluções iguais para todos: os fornecedores têm também de se ir adaptando a uma maior volatilidade de comportamentos, à não fidelização, a uma maior informação dos consumidores o que obriga o setor da Energia a customizar serviços e produtos”.

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De acordo com o inquérito realizado pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal sobre as “Perspetivas Verão 2019” – no qual foram analisadas as reservas já efetuadas na hotelaria nacional para o período de julho a setembro – os hoteleiros nacionais indicam que a Taxa de Ocupação e a Estada Média irão ser idênticas, no entanto perspetivam um melhor ARR e RevPAR.

Taxa de ocupação

Do total nacional, 54% dos hoteleiros consideram que a taxa de ocupação será igual à do ano passado. A região Centro é a mais otimista com 43% dos hoteleiros a perspetivar que a TO será melhor, Madeira é a mais pessimista com 47% a considerar que será pior. Para 86% dos inquiridos no Algarve, 75% em Lisboa e 64% nos Açores e 53% no Norte a taxa de ocupação vai ser superior a 80%.

ARR E REVPAR

No que respeita ao ARR – Preço Médio por quarto ocupado e RevPAR – preço médio por quarto disponível, as perspetivas são superiores ao ano anterior. Do total, 63% e 58% dos hoteleiros estimam que o ARR e o RevPAR, respetivamente, sejam melhores ou muito melhores do que no verão de 2018. No ARR, os hoteleiros de todos os destino turísticos, à exceção da Madeira, perspetivam um melhor ARR. Açores (86%), Alentejo (74%) e Norte (73%) são as regiões que esperam melhores resultados.

Também no RevPAR, 86% dos hoteleiros dos Açores indicam que este indicador será melhor do que em igual período do ano anterior, Madeira é o menos otimista com 42% dos inquiridos a esperar um igual RevPar.

Cristina Siza Vieira, CEO da AHP, comenta que “à semelhança do que aconteceu no verão de 2018, os hoteleiros estão menos otimistas em termos de crescimento da ocupação, isso acontece porque já estamos a falar de valores acima dos 80%, pelo que, naturalmente, é menor o potencial de crescimento. Perspetiva-se também que o ARR e o RevPAR sejam melhores do que no ano anterior, até porque nestes indicadores ainda há margem para crescer, considerando que será o primeiro (ARR) que irá impulsionar o segundo indicador (RevPar)”.

Estada Média

Quanto ao indicador “estada média” nada de novo também relativamente ao inquérito de 2018: 83% dos hoteleiros nacionais estimam que será igual à do ano anterior. Do total dos inquiridos, 50% esperam uma estada média entre 1 a 3 dias e 39% entre 3 a 5 dias. As estadas de 1 a 3 dias predominam no Centro (67%); Norte e Alentejo (65%); Açores (57%); e Lisboa (50%), enquanto 49% dos hoteleiros do Algarve perspetivam que a estada será de 3 a 5 dias. A maior duração das estadas – 5 a 10 dias – é esperada na Madeira (63%).

Mercados

Em termos de quota de mercado, os hoteleiros apontam os mercados interno e espanhol (16%); e francês (14%) como sendo os principais para a época estival. De destacar a melhor performance do mercado americano e francês, para 51% e 43% dos hoteleiros, e a pior performance do Reino Unido para 50% dos inquiridos.

Analisando por regiões, no Norte destaque para a perspetiva de crescimento do mercado americano e pior performance do mercado inglês, os principais mercados neste destino são Portugal e Espanha, com 18% de quota de mercado, ex-aequo. No Centro assistimos a uma estabilidade em todos os mercados e perspetiva de uma melhor performance no mercado nacional. Em Lisboa destaque para a previsão de crescimento do mercado americano, brasileiro, francês e chinês, com França, para 16% dos inquiridos, e Espanha, para 15% dos inquiridos, como principais mercados. No Alentejo as perspetivas apontam para um crescimento do mercado nacional, principal mercado neste destino com uma quota de 24%, e americano. Os hoteleiros do Algarve perspetivam uma pior performance dos mercados inglês, alemão e holandês. No entanto, o mercado inglês continua a ser o principal mercado naquele destino, com uma quota de mercado de 22%. Previsão de crescimento dos mercados americano e francês. Na Madeira, Alemanha, Reino Unido e França são apontados como principais mercados com uma quota de 19%, no entanto o mercado alemão terá uma pior performance do que no ano anterior. Nos Açores, os principais mercados serão, à semelhança do ano anterior, Portugal e Alemanha, com 18% e 15% de quota de mercado, respetivamente. Todos os hoteleiros inquiridos neste destino apontam os mercados americano e nacional com crescimento neste verão.

“Temos vindo a acompanhar, com particular atenção, a evolução dos mercados alemão e inglês, mas sobretudo do mercado alemão que tem decrescido, em número de hóspedes, na Madeira e no Algarve e a informação recolhida neste inquérito vem comprovar isso mesmo. 48% dos inquiridos na Madeira e 43% no Algarve esperam uma pior performance do mercado alemão. Já quanto ao mercado inglês, a Madeira está mais otimista, por contraponto ao Algarve onde 63% dos inquiridos esperam uma pior performance deste mercado emissor. Este pessimismo deve-se principalmente à indefinição do Brexit e à falência de algumas companhias aéreas, a última das quais a Germania Airlines, que operavam para estes dois destinos nacionais e que vêm diminuir a oferta de voos semanais”, conclui a responsável.

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal lança o Curso Intensivo de Gestão de Hostels, Guesthouses & Estabelecimentos de Hospedagem. Esta edição irá decorrer em três cidades portuguesas: Lisboa, Lagos e Porto.

O novo curso da Academia de Formação da AHP decorrerá em Lisboa nos dias 21 e 22 de maio [já esgotado]; a 29 e 30 de maio é a vez de Lagos receber esta 1ª edição; e nos dias 3 e 4 de junho será a cidade do Porto o palco deste curso exclusivo.

Desenvolvido e desenhado pela AHP, este curso assenta numa avaliação das reais necessidades desta oferta de alojamento. Para a Associação de Hotelaria de Portugal nem todo o Alojamento Local (AL) é igual e há que distinguir estabelecimentos de alojamento coletivo de outras realidades, pontuais e isoladas.

Para Cristina Siza Vieira, vice-presidente da AHP, “Hostels, Guesthouses e Estabelecimentos de Hospedagem são realidades empresariais totalmente diferentes de quem explora uma moradia ou um apartamento em AL. Estamos a falar de modalidades de alojamento com necessidades específicas, em muitos pontos semelhantes à hotelaria. Por isso montámos uma formação que vai ao encontro destas modalidades, dotando os empresários, investidores e profissionais de um conhecimento amplo deste negócio, tanto para os que já nele operam, como para os que nele preveem desenvolver a sua atividade económica.”

O curso, aberto a associados e não associados da AHP, tem a duração de 1 dia e meio (12 horas de formação), distribuído por 6 módulos de formação, desde o Enquadramento Legal e Obrigações Fiscais ao Revenue Management, passando pela Gestão, Marketing e Serviço. Entre os formadores contam-se João Espanha, Partner da Espanha e Associados, SL, responsável pelo Gabinete de Apoio Fiscal da AHP; Bernardo D’Eça Leal, Managing Partner do Grupo The Independente Collective e Marta Sotto-Mayor, Global Director Marketing e Vendas do mesmo grupo; Octávia Sá, administradora da Guesthouse Casa Belmonte; Henrique Henriques, especialista em Revenue Management, e Cristina Siza Vieira, CEO da AHP.

O número de vagas por local é limitado e a inscrição inclui, para além dos módulos de formação, materiais pedagógicos e emissão de certificados com o selo da Hotelaria de Portugal. A formação é destinada a Empresários, Investidores e Profissionais que operam nesta área ou que nela pretendam desenvolver a sua atividade.

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Raul Martins, presidente do Conselho de Administração da “Altis, SA”, foi hoje reeleito, em Assembleia Geral que decorreu no Sheraton Lisboa Hotel & SPA, presidente da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal para o triénio 2019 – 2021. 

Raul Martins afirma que “é com grande satisfação que recebo o apoio dos associados da AHP para este novo mandato. O triénio anterior foi muito ativo e a AHP acompanhou a dinâmica do Turismo crescendo em número de associados, em programas e projetos que levou a efeito, na participação em iniciativas legislativas e regulamentares. O mandato que agora se segue tem desafios novos, quer internos da própria AHP, quer externos”, conclui.

Para presidente da Mesa da Assembleia Geral foi eleita a Hotel Ritz, S.A., representada por Vitor Paranhos Pereira; para presidente do Conselho Fiscal foi reeleita a Solverde Sociedade de Investimentos Tur. da Costa Verde, S.A, representada por Manuel Violas. O Conselho Diretivo é constituído por Raul Martins, Cristina Siza Vieira, Bernardo D’Eça Leal, Bernardo Trindade, Frederico Costa, Jorge Armindo Teixeira e Marta Sousa Pires.

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal vai eleger, no próximo dia 10 de abril, os órgãos sociais para o triénio 2019-2021. Raul Martins, atual presidente da AHP e presidente do Conselho de Administração da “Altis, SA”, é o candidato da lista única que irá a votos na referida data.

Raul Martins considera que “os objetivos definidos para o anterior mandato foram cumpridos, mas novos desafios surgiram porque a sustentabilidade da economia portuguesa depende cada vez mais do turismo”. E acrescenta que “o Turismo vai continuar a crescer, tanto a nível mundial, como em Portugal, com crescente concorrência de destinos pela captação dos tradicionais e também de novos mercados, pelo que a Hotelaria tem de estar preparada para os desafios que se avizinham. Temos, por isso, muito trabalho pela frente. Paralelamente, o reforço da presença da AHP a nível nacional é uma prioridade para um novo mandato. Queremos chegar mais longe, quer ao nível político, quer ao nível associativo, e alargar a esfera de atuação da Associação, reforçando os compromissos já assumidos, designadamente nas áreas de sustentabilidade social e ambiental do Turismo; na Formação de Recursos Humanos ao serviço da Hotelaria e na capacitação dos Hotéis para o digital e para a Indústria 4.0”, conclui o candidato.

As eleições para os órgãos sociais da AHP acontecem no próximo dia 10 de abril, em Assembleia Geral, no Sheraton Lisboa Hotel & SPA, pelas 11 horas.

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, celebra hoje, dia 15 de janeiro, no Algarve, um protocolo de colaboração com o Turismo de Portugal para desenvolvimento de ações conjuntas no âmbito da formação de profissionais do Turismo e da Hotelaria, através do Programa BEST e da AHP Hotel Academy.

Este protocolo de colaboração irá permitir desenvolver ações conjuntas que visam a implementação e dinamização do Programa BEST, programa do Turismo de Portugal de capacitação dirigido a empresários, empreendedores e gestores do setor do Turismo; e do “AHP – Hotel Academy”, programa plurianual de formação da AHP, dirigido a todos os profissionais da Hotelaria.

Sendo comuns os objetivos – reforçar a qualificação dos ativos humanos do setor – e considerando o conhecimento das necessidades e experiência da AHP (só no ano de 2018 foram realizados cerca de 40 cursos que abrangeram 2000 profissionais do setor, estando já aprovados vários cursos para 2019) e as reconhecidas competências e experiência do Turismo de Portugal e das suas Escolas, esta colaboração surge não só como natural como necessária, atenta a escassez de recursos humanos, a falta de disponibilidade de tempo para formação, as necessidades de maior eficiência na utilização de recursos e maior eficácia para o cumprimento das metas da AHP e dos objetivos do Turismo de Portugal. Recorde-se que a Formação ministrada pela AHP é certificada, conta para a formação obrigatória legalmente prevista e atribui créditos para o reconhecimento das habilitações literárias no âmbito do Programa “Qualifica”.

O protocolo será assinado hoje, dia 15 de janeiro, pelas 15h30, na Escola de Hotelaria de Faro. A AHP far-se-á representar pelo seu representante no Algarve, João Soares.

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O Click2Portugal.com, projeto lançado recentemente pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal não agrada a Pedro Costa Ferreira. Este tema foi abordado pelo presidente da APAVT no seu discurso de inauguração do 44° Congresso da associação, que decorre até dia 25 em Ponta Delgada, nos Açores.
Segundo o dirigente, “a AHP e os hotéis têm todo o direito de desenvolverem os projetos em que acreditam, envolvam eles, ou não, agências de viagens”. No entanto, o presidente da APAVT afirmou firmemente perante a plateia de congressistas: “Não conseguimos acreditar no projeto”.
É o responsável alerta que “projetos que nascem para competir na área do mercado global, com custos de tecnologia e visibilidade simplesmente impensáveis para o mercado português, e margens absolutamente esmagadas, são projetos que tendem a não sair da casa de partida” e adianta ainda que “a visibilidade mínima nunca será atingida”.
Pedro Costa Ferreira deixou claro que “há projetos que podem ser ajudados por fundos europeus. E há projetos que, aparentemente, apenas são desenvolvidos porque há fundos europeus. Na óptica da APAVT, estes últimos nunca deveriam conhecer a luz do dia, não beneficiam o setor nem quem os desenvolve”.
No entanto, o representante das agências de viagens mostrou disponibilidade da sua associação para “consolidar e desenvolver uma relação harmoniosa e de ajuda mútua”.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a  convite da APAVT

 

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Fernando Medina assegura que não há qualquer “inconveniente” na taxa turística. O autarca de Lisboa considera esta “fundamental” para que sejam criadas “mais condições” para podermos recebermos “mais turistas”, por forma a “adaptar a cidade em todas as direções” e sem “deitar riqueza fora”.

A participar do painel “Tensões, Conflitos e Oportunidades nas Áreas Metropolitanas”, no decorrer do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, o presidente da câmara da capital portuguesa, as pessoas e os empresários têm que de adaptar “a viver um processo de mudança muito rápido”, mas não vê de forma positiva o fato, considera mesmo um “erro” verem o bom momento do Turismo no país para poderem inflacionar os preços do imobiliário e do mercado de arrendamento, sobretudo que após uma crise económica, tal como o momento em que estamos a viver atualmente, em que “é normal existir uma taxa de inflação nas habitações”.

Já para Carlos Carreiras, autarca de Cascais, orador no mesmo painel, afirma que é seu objetivo que “Cascais acompanhe Lisboa” e reafirma que irá acompanhar o maior município de Portugal no que respeita à taxa turística, prometendo que esta será uma “medida que vai estar no Orçamento Municipal de 2019”, embora considere que esta taxa “não deva ser metropolitana”, dado que existem respostas e ofertas diferentes de municípios para municípios”.

Carlos Carreiras garante que no caso de Cascais “o turista que é chamado a pagar a taxa tem uma retribuição direta”, podendo “entrar gratuitamente em museus e usufruindo de uma melhor mobilidade dentro do concelho”. O dirigente deixou a promessa de que parte dos lucros das oferta turística será aplicada na segurança do turista, para “não perdermos o lugar de sermos o 4º país mais seguro do mundo”.

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É esta a opinião do presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), que abriu, esta manhã, o segundo e último dia do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal.

Francisco Calheiros começou por direcionar a sua intervenção para o tema do congresso: “Turismo: Que Futuro Queremos?”. Para o dirigente “esta pode ser a pergunta para um milhão de euro”, mas afirma encará-la como “a pergunta para um milhão de desafios. Porque são muitos aqueles que nos esperam”.

O presidente da CTP relembrou os congressistas que “nos últimos quatro anos, o Turismo tem crescido a um ritmo verdadeiramente impressionante, como não há memória no nosso país”, frisando que “de 42 milhões de dormidas em 2013”, Portugal passou para “57 milhões em 2017”, num “aumento de 36% em apenas quatro anos”. E disse mais: “os 9 mil milhões de euros de receitas em 2013 subiram para 15 mil milhões em 2017. Um acréscimo de 67%. Só os empregos diretos no Turismo atingiram, em 2017, os 8,5% do total de emprego em Portugal. O contributo direto do Turismo para o PIB e para as exportações globais chegou aos 6,8% e aos 22%, respetivamente, no ano transato”.

Apesar de todos estes números e acréscimos positivos, Francisco Calheiros alerta: “o Turismo em Portugal atingiu um pico de expansão, que nos obriga a olhar o futuro com responsabilidade e precaução”.

O responsável assegura que “já não se trata apenas de continuar a captar mais turistas para o nosso país, o que de resto não é tarefa menor”. Acredita que é fundamental “assegurar ao Turismo a necessária sustentabilidade, reputação, qualidade, diversidade, inovação e criatividade”.

Para o dirigente o novo aeroporto de Lisboa é condição fundamental para o setor continuar a crescer e apontou o dedo ao primeiro-ministro, António Costa, de faltar ao compromisso, estando sempre a adiar uma conclusão definitiva para o processo do Montijo. “Na IV Cimeira do Turismo, em Setembro último, o Primeiro-Ministro garantiu que ‘aguardava unicamente a decisão em matéria de impacto ambiental para poder tornar a decisão da Portela + Montijo absolutamente irreversível’”, relembrou os presentes.

OE 2019 falha propósito

Calheiros defende ainda que “os Orçamentos de Estado (OE) têm, de uma vez por todas, que refletir a importância do Turismo para o desenvolvimento socio-económico do país”, dizendo que “infelizmente” o OE para 2019 também “falhou este propósito”.

Na sua opinião “as medidas de apoio às empresas e de estímulo ao investimento privado ficaram muito aquém das expectativas”, também a “sobrecarga fiscal manteve-se muito penalizadora para as empresas, deixando-lhes pouca folga para investir e para crescer num enquadramento a médio e longo prazo”. Por outro lado, considera que neste OE “não avançaram medidas essenciais para a atividade como a reposição da taxa de IVA nos 6% para o golfe e a dedução ou o reembolso integral do IVA suportado com as despesas inerentes ao segmento MICE”.

Francisco Calheiros afirma mesmo que “há cada vez mais Turismo na Economia e cada vez menos Turismo no Orçamento de Estado”.