Quais os grandes desafios do Turismo para os próximos 10 anos?

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O Governo lançou, esta terça-feira, em parceria com o Turismo de Portugal, um processo de consulta pública para a construção da nova estratégia do Turismo para a próxima década, que ganhou o nome de ET 27, e que enquadrará também o próximo quadro comunitário de apoio 2021-2027.

A ET pretende identificar prioridades e opções, promover a integração das políticas setoriais que influenciam a atividade do Turismo e assegurar uma estabilidade nas políticas públicas do Turismo até 2027.

O documento para consulta pública irá estar patente no website http://estrategia.turismodeportugal.pt/ e conta com cinco eixos estratégicos: valorização do território, o impulsionar da economia, potenciação do conhecimento, geração de conetividade e a projeção de Portugal.

Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, afirmou, durante a sua intervenção, esta tarde, no Convento de Cristo, em Tomar, que “o Turismo está no bom caminho, mas há muitos desafios a enfrentar” nos próximos anos.

Foram dez os desafios apontados pelo responsável:
1) Pessoas – promover o emprego, a qualificação e a valorização das pessoas, assim como o rendimento dos profissionais do Turismo;
2) Coesão – mitigar e reduzir as assimetrias regionais;
3) Crescer em valor – crescer mais do que a concorrência em receitas turísticas;
4) Sazonalidade – tomar consciência do que é necessário fazer para reduzir este fator;
5) Acessibilidades – Portugal é um País periférico, mas tem que saber como chegar a novos mercados, como a China e a Austrália, além de tentar perceber como os pode fazer chegar até nós;
6) Procura – conhecer os mercados e adaptar às estratégicas públicas;
7) Estimular a inovação e o empreendedorismo – compreendendo a importância das startups;
8) Sustentabilidade – assegurar a conservação e a valorização económica sustentável do património cultural e histórico;
9) Simplificação – simplificar a legislação e tornar mais ágil a linguagem;
10) Investimento – garantir recursos financeiros e assegurar as suas adequadas aplicações;

A Nuno Fazenda, do Turismo de Portugal, coube a apresentação dos dez ativos para uma estratégia a dez anos. Como ativos diferenciadores, o responsável apontou o clima e a luz; a história e a cultura; o mar; a natureza e a biodiversidade; e a agua, com os recursos hídricos existentes no interior do País com os rios, praias fluviais e termas. Por outro lado, como ativos qualificadores foram avançados a gastronomia e vinhos; e os eventos artísticos, culturais, desportivos e de negócios. A nível dos ativos emergentes, Nuno Fazenda afirmou serem o bem-estar e o Living, e no que respeita aos ativos transversais as pessoas foram apontadas pela sua arte de bem receber.

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