O “preço” da segurança

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Diz o povo, e tem razão, que “casa arrombada, trancas à porta”. O mundo ocidental tem vivido nos últimos tempos episódios devastadores – que todos repudiamos – que atentam contra um bem essencial: a vida. Segurança de países e regiões, de pessoas, bens e serviços está na ordem do dia nas preocupações de todos os líderes mundiais, a que também o “mundo do turismo” não é alheio. Conhecemos os fatos dos últimos dias, em Paris, ficamos perplexos e seriamente preocupados com as consequências que tais fatos provocaram na comunidade internacional mas, ainda não sabemos o que está para vir.
O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Beça Pereira, disse, após os atentados de Paris, “que as medidas implementadas passam por um controlo mais apertado dos passageiros que vêm de países fora da Europa ou que se deslocam para esses destinos. Os passaportes também vão ser analisados com maior atenção”. E, continua Beça Pereira: “A morte de, pelo menos, 132 pessoas em Paris após os seis ataques realizados (…) pelo Estado Islâmico, não é sinónimo de que Portugal possa vir a ser um alvo, mas existem alguns meios das forças de segurança que estão convictos de que há uma probabilidade de que possam ocorrer”. Por isso, “já prestámos e recebemos informações dos vários serviços e forças de segurança a nível nacional e internacional”, explica.
Os inspetores do SEF estão agora a “trabalhar dentro do quadro da legalidade, respeitando as regras do Espaço de Schengen e adotando as medidas que em face do que é conhecido neste preciso momento são as adequadas e proporcionais aos factos conhecidos”.
Nos aeroportos está a ser dada especial atenção às bagagens de porão e há também “cuidados redobrados no exame da documentação”.
O reforço de segurança está a acontecer por toda a Europa, uma vez que o Estado Islâmico divulgou um vídeo com ameaças de novos ataques.
Por outro lado, e em simultâneo, a Rússia confirma que foram encontrados explosivos no avião da MetroJet que se despenhou no Egito, com 224 pessoas a bordo, garantindo que a queda é resultado de um ataque terrorista.
“Podemos dizer que a queda do avião que caiu em Sinai, Egito foi um ataque terrorista”, revela o chefe de segurança russo, Bortnikov a Putin. “Durante o voo, um explosivo foi detonado. Como resultado, o avião explodiu no ar, o que pode ser explicado pela quantidade de partes do avião que foram encontradas em terra”, acrescenta.
Segundo a France24, o presidente russo “Vladimir Putin assegura que vai encontrar e punir os responsáveis por aquele que considera ser um dos crimes mais sangrentos nos últimos anos”.
A imprensa local informa que está a ser oferecida uma recompensa de 50 milhões de dólares (cerca de 47 milhões euros), a quem tiver informações sobre este atentado.
Ao que tudo indica, no aparelho A321 viajava um explosivo doméstico, com um peso aproximado de um quilo de TNT, que provocou a explosão do avião ainda no ar.
De vez em quando, “faz-nos falta” revisitar a nossa própria história, em particular deste “mundo contemporâneo” que, deslumbrado com o imediatismo, esquece esse bem essencial: a segurança. E a questão é, recuados, apenas 67 anos, sobre o Foreign Assistance Act of 1948, o que fizeram os líderes mundiais?
Não existiu, na realidade, nenhum documento oficial denominado de Plano Marshall. O que existiu foi uma declaração do General Marshall em Harvard, datada do dia 5 de Junho de 1947, a qual deu origem a um plano de ajuda à Europa.
Esse plano em que colaboraram várias personalidades entre as quais Averell Harriman, (secretário do Comércio dos EUA), foi transformado numa lei que foi submetida à aprovação pelo Congresso americano. O que de facto aconteceu em 31 de Março de 1948 foi a aprovação da lei denominada Foreign Assistance Act of 1948.
Os Estados Unidos além de quererem assegurar a defesa interna da Europa Ocidental, em particular, e do mundo livre, em geral, quiseram também ajudar à recuperação económica europeia que, como já se disse, estava económica e financeiramente devastada.
No plano político, os EUA queriam manter a Europa dentro da sua esfera de influência direta; no campo económico, os americanos pretendiam animar a sua própria economia através da recuperação da economia europeia.
Os principais beneficiários do Plano foram o Reino Unido, a França, a Alemanha e a Itália que receberam, em conjunto, cerca de 66% da ajuda total aí consignada.

E agora?

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