“Mercado nacional revelou-se importante para a Madeira”

Opinião de Eduardo Jesus, secretário regional de Turismo e Cultura e Presidente da Associação de Promoção da Madeira.

 

O destino Madeira começou a alcançar excelentes resultados no verão do 2021, ultrapassando, categoricamente, o período pandémico. Conhecemos uma recuperação sem paralelo, pulverizando números no alojamento e na operação aeroportuária de 2019 e anos anteriores, os quais estão a ter continuidade este ano.

É uma realidade que acontece porque fomos proativos desde o momento em que surgiu o grave problema em todo o mundo, tomando as medidas adequadas para que a segurança no destino fosse reconhecida. Criámos a confiança que os viajantes procuravam.

Começámos com a operação montada nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo, a partir de julho de 2020, que se revelou ter sido fundamental. Inovámos com todos os controlos sanitários para preservar a saúde pública e oferecer o conforto para viajar.

Paralelamente, criámos o Manual de Boas Práticas do setor, e, nessa sequência, implementamos as certificações de Boas Práticas contra os Riscos Biológicos em empresas e entidades privadas e públicas. A Região foi única no país e no mundo com estas ações.

Além disso, mantivemos um diálogo contínuo com os operadores que sempre confiaram no destino e acompanharam as nossas decisões. E, por outro lado, estabelecemos, permanentemente, uma cooperação e um trabalho conjunto com o Turismo de Portugal e com a ANA – Aeroportos de Portugal.

Neste caminho, o investimento na promoção foi cuidado e reforçado. Estivemos sempre presentes em múltiplas frentes, junto dos mercados tradicionais e a apostar na diversificação nos mercados emergentes ou em outros alternativos.
Com alguns constrangimentos encontrados procurámos sempre outras origens, indo para Leste e Báltico, para Nova Iorque, e insistimos ainda mais no mercado nacional.

Daqui resultou que os países de Leste e do Báltico chegaram a representar na Madeira, no verão de 2021, cerca de 8% dos fluxos turísticos.

A aposta nos EUA, que constituiu a primeira vez que a Madeira teve uma ligação direta para Nova Iorque, correu tão bem que recomeçou novamente agora, no Inverno IATA, prolongando-se durante todo o ano. Este mercado foi trabalhado desde o início e continua a sê-lo.

Em relação ao mercado nacional, assumiu um posicionamento nunca antes visto no alojamento turístico na Madeira. Em 2021, entraram na Região cerca de 333 mil hóspedes portugueses, mais de um terço do total de hóspedes no destino, que foi superior a 908 mil. Este valor superou o mais alto que jamais tinha sido registado até então: em 2019 tinham sido 313,3 mil hóspedes.

O mercado nacional foi igualmente o mais importante em termos de dormidas para o destino o ano passado, com 1,2 milhões de dormidas, ou seja, 24,9% do total.

O estreito trabalho desenvolvido, também, com a APAVT deixou um contributo que se tornou evidente e consolidou parceiras para o futuro.

Realizado este trabalho permanente de promoção, continuamos a acompanhar as tendências dos mercados e os perfis dos seus mercados-alvo. Neste sentido, no próximo ano, será dada continuidade ao nosso percurso, através de campanhas diferenciadoras, destacando os ativos do destino e comunicando, de forma segmentada, para os seus públicos, por forma a otimizar a comunicação.

A Madeira continua a ser um destino apetecível, como sempre aconteceu nos seus mais de 200 anos de história do Turismo. Há um conjunto de razões para que assim seja, nas quais se interligam a proximidade, a hospitalidade/qualidade, o clima e as experiências que proporciona, alicerçado na oferta que dispõe, que vai do mar à montanha, e com uma cultura ímpar, com eventos ao longo de todo o ano.

Artigo publicado na edição de dezembro/2022

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Viajar 380 Dezembro 2022

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