Polónia espera retomar turismo em breve mas admite que paz e receber os refugiados é mais importante

A Polónia está em Lisboa para promover o seus atrativos turísticos na BTL, embora tenha consciência que, neste momento, sendo o país o mais importante recetor de refugiados oriundos da Ucrânia, dado serem países vizinhos, não será fácil, para já, recuperar os números de 2019 de pré-pandemia e pré-guerra.

Agata Witoslawska, diretora da Oficina Nacional de Turismo da Polónia para Portugal e Espanha, afirmou, esta manhã, em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, que “o mais importante agora não são os números e sim conseguir alcançar a paz”. Mesmo assim, a responsável assegura que “é importante continuar a promover o turismo do país” nos seus principais mercados emissores europeus, nos quais Portugal está incluído, até porque “assim que o conflito acabar, os europeus vão voltar a viajar” para Leste.

Na BTL irão marcar presença com stand próprio e para além desta presença têm perspetivadas campanhas corporativas para o resto do ano, baseadas sobretudo em ações na internet.

“Estamos felizes por voltar a Portugal e a esta feira. Há três semanas não sabíamos que a situação ia ser tão difícil, mas nunca pensámos em cancelar a nossa participação na BTL. Temos de investir no futuro e esperamos que seja um futuro próximo, até porque viajar é também uma forma de negócio e ambos os países têm de fazer negócios. Temos de promover e cooperar mais”, referiu.

Antes da pandemia, em 2019, a Polónia contabilizou 65 mil turistas portugueses, que pernoitaram pelo menos uma noite em hotel, mas como os números de alojamento local não são contabilizados para as estatísticas oficiais, adivinha-se que o número tenha sido maior.

Até 2005, Agata Witoslawska disse que “o principal motivo da visita dos portugueses à Polónia prendia-se com o Papa João Paulo II”, mas esse perfil “mudou significativamente”, até porque agora há muitas pessoas oriundas de Portugal para participarem no programa Erasmus ou porque têm negócios com aquele país de Leste.

A diretora de turismo está convicta que, após o conflito terminar, conseguirão voltar aos números de 2019, mas alerta que, mesmo após esse término, é fundamental os europeus continuarem a ser solidários, como o estão a demonstrar agora, e viajar dentro da Europa, porque só assim, “passo a passo, devagar, é possível recuperar e reconstruir o setor das viagens”.

Portugal e a Polónia têm duas ligações diárias diretas com a TAP, que foram mantidas apesar da pandemia e do conflito com a Ucrânia, o que para Agata Witoslawska “é um sinal positivo de confiança da companhia aérea portuguesa”.

Possível de aliar cultura e natureza a poucos quilómetros de distância, a Polónia conta com 17 monumentos classificados como Património Mundial pela UNESCO, 23 parques nacionais onde é possível praticar todo o tipo de desportos de aventura e uma vasta costa banhada pelo Mar Báltico. No inverno, os mercados de natal e de esculturas de gelos são as grandes atrações turísticas do país. As cidades mais visitadas são Varsóvia, Cracóvia, Auschwitz e Wieliczka (e as suas Minas de Sal).

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