Presidente da República apela aos portugueses para fazerem férias cá dentro até ao final de 2021

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“Não tenham pressa em conhecer o resto do mundo, tenham pressa em conhecer melhor Portugal”, o apelo foi do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no encerramento da V Cimeira do Turismo Português, que decorreu esta tarde, 28 de setembro, em Lisboa.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, os portugueses “foram extraordinários ao viajarem este verão, ao percorrerem o país, ao contribuírem para preencher uma parte do vazio deixado pelos estrangeiros que não vieram, ao não irem para o estrangeiro ficando em Portugal, ao descobrirem maravilhas em Portugal”.

E desta forma lançou um repto: “continuem a fazer o mesmo daqui até ao fim do ano e na passagem de ano e o mesmo daí até à Páscoa se tiverem férias ou tiverem uns dias. Ao planearem as férias de verão do ano que vem, continuem a pensar como estão a pensar este ano”.

Para o Presidente da República “é bom que estejamos no final de setembro, olhar para as lições de junho, julho e agosto, é bom. Isso exige uma grande atenção de quem decide , mas também uma grande estabilidade , uma grande solidariedade institucional e uma grande capacidade das medidas serem compreendidas não só pelo universo politico, mas pelo universo social e naturalmente pelos portugueses”.

No entanto, considera fundamental que a recapitalização do turismo “deve ser feita com a ajuda do sistema bancário”, sendo crucial “para as empresas em matéria tributária em termos de moratórias, mas ao mesmo tempo o que é fundamental para o emprego, que é fundamental para os trabalhadores, mas é fundamental para a realidade global que são as empresas, para não terem além de se reinventarem, reinventarem com novos trabalhadores”.

Tendo em conta a incerteza no futuro, Marcelo Rebelo de Sousa considera que o turismo, embora por razões a si alheias, “não irá ter um arranque tão forte e tão duradouro quanto seria desejável”, tendo sido “um sacrifício em termos de emprego, de angústia e de incerteza para os trabalhadores, mas o que é facto é que há uma preocupação comum que é passarmos estes seis meses, chegarmos a abril, maio do ano que vem na transição para o verão e podermos dizer isto já é diferente”, com uma “capacidade de financiamento externo muito superior”.

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