Solférias: “Acreditamos, mas sem vacinas não conseguimos recuperar a confiança!”

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A Solférias, que apresentou hoje, dia 15 de abril, a sua programação anual 2021/2022, através de plataforma online, da qual participaram mais de 500 agentes de viagens, acredita que “a vacinação é fundamental” para o setor começar a recuperar.

Nuno Mateus, diretor geral da Solférias, que falou com a impresa do trade, à margem da apresentação, assegura que só assim será possível “recuperar a confiança” dos viajantes portugueses, sobretudo para destinos longínquos e que obriguem a efetuar escalas.

Este ano, à semelhança de 2020, o responsável acredita que os destinos nacionais, por próximidade deverão vir a ter o maior número de procura, embora Nuno Mateus acredite que as operações charter, que não obrigam a mudança de avião, também poderão vir a ter um boa procura por parte dos portugueses.

“Há uma procura mais insistente nos destinos de curta distância e com voos diretos, talvez por uma questão de segurança e confiança”, referiu. No entanto, afirmou as Maldivas têm sido a exceção, estando a registar uma grande procura, para a qual não têm explicação. “As Maldivas deviam ser um case study, dado a sua enorme procura”, proferiu.

Nuno Mateus disse acreditar que “o verão de 2021 será o início de alguma coisa. De um início de consolidação, para em 2022 ser possível alcançar números sustentáveis”.

O reembolso do valor das viagens é outra das questões que está a preocupar o operador e o diretor gerla da Solférias garantiu que essa é uma questão que deverá começar a estar ultrapassada dentro de uns dois meses. “Os reembolsos vão ser feitos através dos bancos com os quais temos linhas de crédito. Não somos nós que vamos reembolsar as agências de viagens mas sim os bancos e pensamos que tal irá acontecer dentro de cerca de dois meses”, explicou.

Nuno Mateus afirmou que com esta pandemia, e segundo as sondagens “o trabalho das agências de viagens está a ser mais valorizado, até mesmo pelos viajantes mais jovens”.

Quanto a expetativas para 2021, Nuno Mateus assegura que “não é fácil, sobretudo porque já vão com cinco meses sem vendas”. Uma vez mais o diretor geral disse que “há que recuperar a confiança” e isso “só será possível quando houver segurança e confiança”, que só será possível com “a vacinação” e com testes PCR mais baratos ou até mesmo gratuítos, como é o caso do Governo Regional da Madeira, que tem assumido os seus custos na totalidade desde o princípio.

O profissional frisa que convém não esquecer que “há menos procura mas também há menos oferta”.

No que respeita a política de cancelamento de operações charter, o operador assegura “esses cancelamentos até 30 de abril e, a partir daí, é uma questão evolutiva, sendo na maioria dos casos reembolsável até 30 dias antes da partida, embora isso tenha a ver com o suporte do seguro”, concluiu.

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