Sexta-feira, Abril 3, 2020
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Estudo

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Augusto Mateus, professor universitário e antigo ministro e secretário de Estado de Portugal, afirma que o “turismo inbound português continua bastante concentrado nos mercados de proximidade, sobretudo Reino Unido, Alemanha, Espanha e França”.

Apresentando um estudo que tem vindo a desenvolver na última década, intitulado “Turismo: Opções Estratégicas”, na 3ª sessão do 45º Congresso da APAVT, a decorrer no Funchal, e aproveitando a presença do presidente do Turismo de Portugal, o antigo governante defendeu que o turismo nacional está “altamente concentrado em poucos mercados emissores chave”.

O especialista frisou que “embora a maior parte do Top 10 sejam mercados de proximidade geográfica, é fora do continente europeu que têm surgido nos mercados mais dinâmicos, com a China, o Brasil e os EUA à cabeça”.

Augusto Mateus defende que “os principais mercados emissores de Portugal não devem ser tratados todos da mesma forma” e adiantou que “a América, a Ásia, a África e a Austrália são fundamentais para dar um salto qualitativo nestas direções”.

Alegando que quase nunca se pensa em sentido contrário, ou seja, qual a importância do mercado português naqueles que são os seus principais destinos emissores de turistas, o professor acrescentou que “portugal é o quarto destino europeu que mais cresce no Reino Unido, embora a evolução em termos de receitas não acompanhe o crescimento de turistas”.

Já se formos analisar o mercado francês “somos campeões”, dado que “Portugal é o destino europeu que mais cresce em França, absorvendo já 6% dos turistas internacionais franceses, seguindo-se Malta, Letónia e Grécia”.

Portugal é ainda “o destino europeu que mais cresce nos EUA, acompanhado de perto pela Croácia”, referiu.

O professor relembrou que a “atividade turística vale 17% do PIB nacional, considerando efeitos diretos e indiretos, e contribui com 11 mil milhões de euros para a balança corrente”. Comparando com os outros destinos europeus, adiantou que “o contributo total do turismo em Portugal é cerca de dez pontos percentuais superior ao registado a nível europeu ou mundial em termos de geração de riqueza”.

“Ganhar o país para o turismo”

Mas, segundo o antigo ministro da Economia, “o turismo não pode ser encarado como portador de efeitos exclusivamente positivos”, pois “existe um conjunto de outros impactos qualitativos que importa identificar, reconhecer, valorizar com o intuito de gerar maior confiança no desenvolvimento turístico como instrumento de crescimento económico, geração de emprego e progresso social”.

Na sua opinião “o turismo não pode ser concebido como uma atividade genérica suscetível de ser desenvolvida em todos os territórios”. Para si “o turismo só pode ser desenvolvido com sucesso de forma sustentável com uma atividade específica, genuína, identitária e diferenciada”.

A título de exemplo deixou presente que é fundamental “pôr a trabalhar para o país aqueles que têm mais capacidade de produzir riqueza”, como é o caso de “Lisboa, Algarve e Madeira”. Isto porque ” nem todas as regiões têm aptidão turística e este aspeto é importante para perceber que o destino Portugal é formado por estas diferenças”.

Estratégia competitiva

Augusto Mateus afirma que uma estratégia competitiva para o turismo em Portugal tem que assentar em quatro processos de transformação: digital, sustentabilidade ambiental, segurança e mobilidade. Pois só desta forma será possível “transformar vantagens comparativas em vantagens competitivas; alargar e aprofundar as fronteiras das vantagens competitivas, respondendo ao dinamismo da procura dos mercados emissores; e expandir a capacidade crítica dos destinos” e assim “dotar os destinos de meios para acompanhar as tendências globais da procura”.

*A VIAJAR MAGAZINE no Funchal a convite da APAVT

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Qual é o caminho para o museu? Onde posso comer bem? Feitas pelos turistas, as duas perguntas constituem, na maior parte das vezes, os únicos e breves contatos com os habitantes locais. Na Universidade de Aveiro (UA) uma equipa de investigadoras demonstra que quanto maior e melhor for a interação entre residentes e turistas, maior será a influência positiva do turismo na qualidade de vida dos locais e, por isso, melhor serão aceites os visitantes. Mas em Portugal muito ainda há para fazer.

Publicado no Journal of Quality Assurance in Hospitality & Tourism, o estudo foi realizado pelas investigadoras Maria João Carneiro, Celeste Eusébio e Ana Caldeira, do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo e da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP) da UA, e envolveu um inquérito a habitantes de duas estâncias balneares do litoral centro português. As conclusões são, no entanto, replicáveis em todo o país.

“O estudo demonstra que quanto maior é a interação entre residentes e visitantes e mais satisfatória é essa interação, mais positivos tendem a ser os impactes do turismo na qualidade de vida dos residentes”, aponta Maria João Carneiro.

De facto, o trabalho das investigadoras revela que “a influência da interação entre residentes e visitantes na perceção dos primeiros sobre os impactes do turismo na sua qualidade de vida se explica, não só pelo vislumbrar de oportunidades económicas decorrentes dos contactos, mas por uma mudança de perspetiva mais abrangente no residente, que afeta diversos domínios da sua qualidade de vida”.

Oportunidades socias e económicas

“Um contacto mais intenso e satisfatório com o visitante permite aos residentes obterem um maior conhecimento e compreensão da sua cultura e das suas atitudes, desenvolverem sentimentos mais positivos e atitudes mais favoráveis relativamente aos turistas e ao próprio desenvolvimento turístico e, até, terem uma maior recetividade a impactos turísticos menos positivos”, descreve Maria João Carneiro.

A valorização dos visitantes por parte dos residentes pode, por outro lado, contribuir também para uma maior perceção de efeitos positivos do turismo ao nível de maiores oportunidades de socialização e recreação.

Apesar dos resultados, os estudos internacionais sobre o tema revelam que a interação entre residentes e visitantes é ainda escassa, breve e formal, restringindo-se muitas vezes a solicitações de informações e a interações durante a compra de produtos e fornecimento de serviços. Neste cenário, aponta Maria João Carneiro, “Portugal não é exceção, apresentando ainda oportunidades relativamente limitadas de interação entre residentes e visitantes”.

Precisa-se de mais e melhor interação

“A promoção de mais encontros enriquecedores entre residentes e visitantes poderia certamente contribuir para reduzir os conflitos entre estes dois intervenientes na atividade turística, bem como para gerar nos habitantes locais perceções mais positivas relativamente ao turismo e, simultaneamente, atitudes mais favoráveis relativamente ao desenvolvimento da atividade turística”, desafia a investigadora.

A estruturação de eventos que promovam o contacto entre residentes e visitantes e a integração de residentes no desenvolvimento e fornecimento de serviços turísticos, são algumas das pistas que Maria João Carneiro lança aos agentes responsáveis pelo desenvolvimento turístico.

“Este tipo de ações pode também ser muito relevante para os residentes, não só pela compensação económica que poderão obter, mas também pela ligação que podem manter a um património que valorizam e do qual se orgulham”, diz. Outro aspeto valorizado neste tipo de interações são “as oportunidades de alargar a rede de conhecimentos e contatos dos residentes, algo particularmente valorizado em destinos do interior, onde a falta de acessibilidade contribui para o isolamento das populações”.

Bons exemplos são ainda escassos

Há já atualmente alguns exemplos em que o contacto próximo entre residentes e turistas é promovido e valorizado. “Em alguns museus os visitantes são já convidados a desenvolver parte de algumas atividades conjuntamente com residentes e em alguns eventos os visitantes são estimulados a participar na preparação do evento com os residentes”, descreve Maria João Carneiro.

Também no âmbito de alguns empreendimentos de turismo rural “os visitantes são recebidos pelos próprios proprietários, sendo estimulado o convívio entre estes e uma exploração do destino com a ajuda preciosa dos residentes”. Outro bom exemplo da promoção de interações vem de Guimarães, mais precisamente do tempo em que a cidade foi Capital Europeia da Cultura. Nesse período alguns residentes receberam músicos e visitantes na própria casa. “Estes são apenas alguns exemplos, entre vários outros que valeria a pena estudar”, aponta Maria João Carneiro.

“Desenvolver estratégias que promovam encontros enriquecedores e apreciados por residentes, mas também por visitantes, afigura-se, assim, um importante contributo para o desenvolvimento dos destinos turísticos, uma vez que a satisfação de todos os stakeholders é crucial para assegurar a sustentabilidade desses destinos”, aponta Maria João Carneiro. A investigadora salienta ainda o peso que as interações entre residentes e visitantes têm também na qualidade de vida dos visitantes, aspeto já realçado em alguns estudos, mas que carece ainda de uma investigação mais aprofundada.

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A BlueShift – Achievers Make the Change, grupo de gestão e consultoria hoteleira, acaba de concluir um estudo sobre a evolução dos principais indicadores de performance da hotelaria nos últimos cinco anos – entre 2012 e 2016 –, incidindo na avaliação de eficácia do revenue management nas várias regiões do país. Das conclusões do estudo, destaque para as perdas inerentes às ineficiências de gestão, nomeadamente nas regiões da Madeira, Açores e Norte, avaliadas pela consultora em cerca de € 47 milhões por ano, o que representa cerca de 12% dos resultados do setor a nível nacional.

Avaliando o período desde 2012, ano anterior ao arranque da procura, até 2016, ano recorde para o turismo nacional, o estudo da BlueShift compara a evolução da Taxa de Ocupação e Preço Médio em cada região do país, procurando aferir até que ponto as organizações conseguiram tirar o máximo partido do novo ciclo de crescimento.

De acordo com a experiência da BlueShift, a rentabilidade operacional é maximizada através de um crescimento que se baseie não apenas na Taxa de Ocupação, mas também do Preço Médio, uma vez que esta variável tem um “flow-through” de 100%. Ou seja, o crescimento de um euro em preço traduz-se diretamente em resultado, mas se esse mesmo euro for gerado via ocupação, é necessário subtrair os custos variáveis, passando apenas o restante para resultados (tipicamente à volta de 40 cêntimos numa operação otimizada).

A capacidade de crescer em preço depende de muitos fatores exógenos à empresa hoteleira, como o ponto de partida do destino (em mercados com ocupações muito baixas a prioridade é atingir um nível de atividade operacionalmente eficiente), a previsibilidade do contexto competitivo (capacidade de antecipar o crescimento), ou o mix “natural” de canais do destino (quanto mais contratação maior a inércia do preço).

No entanto, essa capacidade também depende, em grande medida, do comportamento dos agentes hoteleiros. Empresas com menos competências e ferramentas tendem a crescer primordialmente via Taxa de Ocupação, pois basta-lhes“ter a porta aberta” para entrarem mais clientes. Em contrapartida, empresas com maior capacidade de planeamento e previsão, conseguirão gerir estrategicamente a função de Revenue Management, empurrando uma parte – ou até a maioria – da pressão da procura para a variável preço, em busca de uma melhor rentabilidade operacional.

As formas de proactivamente gerir o “push” de mercado incluem, por exemplo, a melhor capacidade de previsão de procura a curto, médio e longo prazo, uma gestão mais eficaz da estrutura de preços e da contratação, e uma gestão estratégica e tática de clientes e canais que privilegie a rentabilidade. Em suma, um sistema de “revenue management” eficaz.

O estudo, que não pretende avaliar a performance individual de cada empresa, mas antes a dinâmica criada em cada região, pela combinação das ações do setor, permite inferir três grandes tendências:

· A capacidade de crescer de forma equilibrada, alavancando o Preço Médio e a rentabilidade, não é um exclusivo das regiões mais maduras, como Lisboa e Algarve, verificando-se também em destinos menos desenvolvidos e com maior atomização empresarial, como o Centro e o Norte.
· Destinos tradicionalmente mais dependentes da Tour Operação, como Madeira e Açores, apresentam as maiores dificuldades a canalizar a pressão da procura para aumentos de Preço Médio, fazendo-o com um desfasamento de dois a três anos, bastante superior ao próprio ciclo de contratação.
· A inércia do Preço é agravada em contextos de incerteza quanto ao cenário competitivo, em que as empresas não assumem a tendência de crescimento nas suas decisões de contratação e gestão de canais. Nestes casos, podem gerar-se situações incoerentes em que um elevado crescimento de ocupação é acompanhado por uma queda sustentada de preços. A região dos Açores, que tem convivido com cenários de elevada incerteza a nível de ligações aéreas, é um caso paradigmático.

A BlueShift estima que, nas três regiões em que se registaram desfasamentos, de dois a três anos, entre o disparo da procura e a resposta ascendente do Preço Médio – Madeira, Açores e Norte –, o valor perdido pelas empresas hoteleiras, a nível de resultado operacional, ascenda a cerca de € 47 milhões por ano.

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Mais de 1.660 milhões de euros foi o impacto que o Alojamento Local (AL) teve na economia em 2016, segundo dados do estudo apresentado esta terça-feira, 19 de setembro, pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), o ISCTE e a Sítios sobre este sector na Área Metropolitana de Lisboa. Um estudo que será alargado a outros pontos do país, e que traça também um cenário para 2020, ano em que o AL deverá ultrapassar os 3.735 milhões de euros.

Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP começou a apresentação realçando o facto de este ser um tema muito debatido, mas que segundo a mesma “poucos conhecem na realidade”. Exemplo disso são as sucessivas referências durante a atual campanha autárquica que tem trazido a público o “excesso de alojamento local”.

“É muito fácil falarmos das experiências que temos ao lado, mas na verdade pouco conhecemos o Alojamento Local, qual é o perfil do empresário, da procura do turista, da tipologia do próprio estabelecimento”, sublinha a mesma responsável, relembrando que “foi isso que procurámos saber a fundo, num estudo também feito pelo ISCTE e que apresentámos em março último, com dados muito interessantes, como por exemplo o facto de 60% dos prédios desocupados terem sido recuperados para o AL”.

O estudo do “Impacto económico no Alojamento Local”, agora apresentado, e que faz parte do maior inquérito alguma vez efetuado do AL na Área Metropolitana de Lisboa irá estender-se também às regiões do Norte, Centro e Alentejo. Segundo a secretária-geral da AHRESP, no próximo mês de outubro deverão ser conhecidas as suas conclusões. Mas o estudo deverá chegar também ao Algarve e às ilhas, Açores e Madeira.

Para já e na Área Metropolitana de Lisboa, o estudo conclui que em 2016, o impacto económico total do AL na economia está estimado em 1.664,7 milhões de euros, que resulta de um impacto direto de 285,9 milhões (gastos diretos realizados pelos turistas nas unidades de AL), um impacto indireto de 549,6 milhões (gastos realizados pelos turistas em AL como alimentação, atrações, deslocações e outras compras) e um impacto induzido de 829,2 milhões (referente ao valor de vendas geradas na economia pelas compras do AL para a sua atividade e pelas compras do agregado dos colaboradores).

O somatório dos seus benefícios diretos e indiretos, o peso do AL no Turismo da Área Metropolitana de Lisboa em 2016 foi de 18,3%, representando 1% do PIB gerado nesta região. É possível ainda verificar, isto muito pelo facto da legislação em relação ao AL ter sido alterada, que só em 2016, o número de unidades de AL em funcionamento foi de 4.346, ou seja, mais 94,8% que os números registados até 2015, de que resultou um incremento de 75% na capacidade de alojamento face a 2015. Aqui são claramente os apartamentos que surgem em maior número (3.686 contra os 232 estabelecimentos de hospedagem, os 49 estabelecimentos de hospedagem-hostel e as 379 moradias).

Já no que diz respeito ao emprego, o AL foi responsável pela criação de 5.706 postos de trabalho diretos e 13.439 indiretos, tendo pago 51,4 milhões de euros em salários e outras retribuições.

“Estes números vêm reforçar a posição mantida pela AHRESP desde sempre, que é a de que o AL, pelo seu efeito multiplicador é hoje uma atividade essencial ao desenvolvimento das regiões, do Turismo e da Economia”, reforça Ana Jacinto, acrescentando: “Poucas atividades turísticas conheceram em tão pouco tempo, um crescimento com esta dimensão e com este alto valor social e económico”.

Cenário até 2020

Para responderem à questão “o que pode vir a representar o alojamento local na área metropolitana de Lisboa em 2020?”, os responsáveis pelo estudo ouviram os principais stakeholders do setor, fizeram uma estimativa quantitativa da evolução, simularam pelo método de Monte e realizaram workshops de validação e exploração para traçar vários cenários (pessimista, base e otimista). Optando por um cenário base, a análise dos dados aponta para um impacto económico no valor de 3.735,4 milhões de euros. Este é um número que resulta da soma de benefícios económicos diretos de 624,3 milhões, benefícios económicos indiretos de 1.300,5 milhões e benefícios económicos induzidos de 1.810,5 milhões.

Neste cenário, o contributo do AL para o PIB deverá atingir os 1.461,1 milhões de euros, sendo responsável pela criação e manutenção de 42.008 empregos, 12.665 de forma direta.

Segundo Nuno Teixeira, professor do ISCTE responsável por esta segunda parte do estudo, “os peritos que auscultámos foram bastante moderados nas suas previsões, muito por causa da capacidade do Aeroporto de Lisboa que em breve esgotará. Lisboa está na moda, mas os proprietários deverão ser moderados no aumento de preços que não deverão ultrapassar os 6%”.

Questionado sobre o impacto na economia do AL em 2020 num cenário pessimista, Nuno Teixeira, respondeu que ainda seria de 2.705,8 milhões de euros, mas ao que tudo indica as previsões serão para um cenário otimista.

(Ler texto na íntegra na versão em papel)

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Os tradicionais ímanes para o frigorífico, peças de artesanato local e porta-chaves são, com 62%, 54% e 53% respetivamente, os objetos que os portugueses mais compram como recordação das suas férias, segundo um estudo apresentado pela eDreams, agência de viagens online da Europa, que revela ainda que 71% dos viajantes portugueses procuram comprar sempre uma lembrança em todos os locais que visitam.

No estudo que revela as tendências dos portugueses na compra de lembranças das férias, 38% dos portugueses afirma que poderiam trazer mais recordações se tivessem mais espaço de bagagem e 18% admite que costumava comprar mais lembranças, quando as restrições referentes à bagagem não eram tão rigorosas. Por outro lado, 5% dos viajantes impactados por esta análise admite ainda que deixou de comprar recordações de férias devido às restrições de bagagem.

Já a nível europeu, as escolhas dos viajantes não diferem muito, com 48% dos turistas a optar por levar de recordação um íman para o frigorífico. Neste aspeto, apenas os habitantes do Reino Unido superam os portugueses, com 67% destes a admitirem que compram sempre um íman para o frigorífico, como recordação das suas viagens. Já 44% opta por artesanato local e 40% escolhe gastronomia típica do local de visita.

A escolha do porta-chaves surge em quarto lugar da tabela, com 38%, seguido do vestuário característico, com 35%. Aqui, os portugueses também são apenas ultrapassados pelos franceses, com 47% dos inquiridos a afirmarem que trazem peças de vestuário característico das suas viagens.

O estudo apresentado pela eDreams foi realizado a 11.000 pessoas de oito países diferentes (Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Portugal, Itália, Suécia e Noruega) que viajaram de avião, dos quais 1.000 foram adultos portugueses.

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ADHP LANÇA ESTUDO SOBRE FATORES DE GESTÃO QUE CONTRIBUEM PARA O SUCESSO NO SETOR HOTELEIRO

A Associação de Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP) lançou, em parceria com o docente Universitário Carlos Botelho, um projeto de investigação pioneiro em Portugal sobre a influência das estratégias de gestão no desempenho das empresas do setor hoteleiro nacional.

O estudo, desenvolvido em parceria com o docente de Gestão de Recursos Humanos do ISCSP decorrerá até 6 de julho de 2017 e tem como principal objetivo aprofundar o conhecimento sobre a importância de um conjunto variado de ferramentas de gestão para a capacidade competitiva dos hotéis em Portugal. Em análise estarão variáveis como a cultura organizacional, estratégias de negócio, orientação para o serviço e práticas de recursos humanos.

“O setor do turismo em Portugal encontra-se numa fase de bons resultados que requer uma dinamização e exigência cada vez maior na definição de novas estratégias empresariais”, relembra Raúl Ribeiro Ferreira, presidente da ADHP, “A nossa parceria com este estudo surge no âmbito do compromisso da ADHP, junto dos seus associados, para a formação e valorização de um conhecimento diferenciado e específico, essencial na gestão do setor e que se possa refletir em cada vez melhores resultados”. De modo a possibilitar que a iniciativa se traduza em informação útil para todo o setor, será disponibilizado, de forma gratuita, um relatório com os resultados obtidos a todos os participantes.

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A Travelport – plataforma de comércio líder na indústria de viagens – acaba de apresentar um novo estudo sobre o mercado de viagens de negócios (Business Travel) elaborado juntamente com a World Travel & Tourism Council (WTTC). O relatório explora os países que estão a emergir neste segmento, bem como a importância das novas tecnologias, a necessidade de investimento e as legislações governamentais e destaca a previsão de crescimento da frequência de viagens de negócios de 3,7 por cento, por ano, até 2027.

O relatório, lançado na Cimeira Mundial do WTTC em Banguecoque, mostra que o crescimento acentuado das viagens de negócios é esperado principalmente nos mercados emergentes, com a Ásia-Pacífico a liderar com uma taxa de crescimento anual de 6,2% até à próxima década. O estudo destaca ainda a lista dos dez países que mais têm beneficiado com o incremento do setor das viagens de negócios. Na Ásia, a China (9,5%) assume a liderança, seguida por Myanmar (8,7%), Hong Kong (8%), Camboja (7,4%) e Índia (7,2%). Já em África, destaque para os resultados alcançados pelo Ruanda e Gabão (ambos 8,5%) e Tanzânia (7,9%).

Nos últimos cinco anos (2011-2016), as despesas nas viagens de negócios aumentaram de forma acentuada nos mercados emergentes, com a República Democrática do Congo a ocupar o primeiro lugar com um crescimento de 32%, seguindo-se Qatar (25%), Azerbaijão (21%) e Moçambique (19%), no mesmo período. Os resultados do estudo da Travelport/WTTC indicam ainda que oito dos vinte melhores destinos de viagens de negócios introduziram melhorias nos vistos, o que promoveu o crescimento do setor e da economia.

EUA: o maior mercado das viagens de negócio
Quanto aos maiores mercados do setor de viagens de negócios, o relatório aponta os Estados Unidos da América, a China, o Reino Unido, a Alemanha e o Japão. A pesquisa refere uma série de fatores que influenciam este crescimento. As viagens de negócios têm um peso muito significativo no contributo do setor do Turismo para o PIB nacional, uma vez que as empresas continuam a captar novos mercados e maximizar as suas receitas. Países que estão a emergir de conflitos, como Sudão, Sri Lanka, Angola e Ruanda, também se destacam neste relatório, que realça a ligação entre a paz e o desenvolvimento económico.
O estudo aborda o uso crescente da tecnologia por parte dos viajantes e empresas de viagens. A pesquisa da Travelport reflete sobre o aumento da necessidade dos viajantes de negócios em terem alertas nos dispositivos eletrónicos pessoais, com informações sobre os voos, como possíveis atrasos, check-in, atualizações, entre outros dados. Também chama a atenção para o futuro e para a geração milénio – digitalmente conectada – e a necessidade de se implementar ideias para interagir e envolver os clientes de forma eficaz. O documento apresenta um White Paper com propostas que sublinham o facto de ser imprescindível o investimento em tecnologias e infraestruturas, a eliminação dos encargos com os vistos, a promoção da segurança cibernética e a personalização de serviços junto dos clientes.

“Todos os dias vemos o setor das viagens de negócios a crescer a um ritmo significativo em muitos mercados emergentes, com a tecnologia a desempenhar um papel cada vez mais importante no sentido de melhorar a experiência para aqueles que viajam em trabalho. Como uma só indústria, precisamos de continuar a investir nas melhores tecnologias e infraestruturas, enquanto que os governos necessitam de ser mais amigáveis com as empresas, eliminando algumas exigências onerosas relativas aos vistos”, refere Gordon Wilson, CEO da Travelport.

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Depois da eleição como “Melhor Destino Europeu 2017”, a cidade do Porto volta a estar em destaque, sendo, agora, apontada como a que mais vai crescer no que diz respeito a receitas hoteleiras em 2017 e 2018. Este dado –que integra o estudo “European cities hotel forecast”, divulgado pela consultora PwC – atesta a importância crescente que o Porto vem conquistando a Norte de Portugal.

Para Filipe Guimarães, diretor executivo da Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP), “estes dados vêm confirmar o crescimento da região e que o Porto é hoje uma cidade que ganhou um lugar de destaque na Europa enquanto destino turístico”. O responsável pela ATP revelou que “este claro crescimento vem certificar o potencial de um destino que ainda tem várias oportunidades para explorar, sempre de uma forma equilibrada e sustentada”.

Porto com um crescimento de 15 por cento em 2017
Refira-se que os resultados do estudo – que antecipa as receitas dos hotéis de 17 grandes cidades europeias – revelam que o Porto deverá ser aquela com um maior crescimento de rentabilidade em 2017 e 2018. O indicador que o comprova é o RevPAR, ou seja, o rendimento por quarto disponível, uma medida de comparação de rentabilidade entre hotéis. Para este ano, o Porto lidera com um crescimento de 15 por cento. A PwC estima, ainda, que, em 2018, o Porto atinja um crescimento de 12,8 por cento, sendo mesmo a única cidade europeia a crescer a dois dígitos nesse ano.

Além do Porto, a cidade de Lisboa surge também nesta tabela, com uma expectativa de subida do RevPAR de 5,6 por cento este ano e de 6,8 por cento em 2018. Existem, ainda, outros indicadores no estudo que merecem destaque, nomeadamente as cidades mais caras do mundo em termos de alojamento hoteleiro. Entre as 17 analisadas, Dublin destaca-se no campo da ocupação média, uma vez que a escassez de oferta leva a que tenha a mais alta ocupação nos próximos dois anos (83 por cento). Lisboa deverá manter a nona posição, com uma ocupação que subirá de 74 para 76 por cento, enquanto o Porto poderá ganhar duas posições, ultrapassando Viena e Lisboa. Já no que se refere ao custo médio por noite, a liderança pertence a Genebra, seguida por Zurique, Paris, Londres e Roma. No que toca à rentabilidade, medida pela receita por quarto disponível, os resultados são semelhantes: Genebra, Zurique, Paris e Londres, seguida por Dublin.

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No âmbito do Mobile World Congress, a eDreams ODIGEO acaba de publicar o estudo “Dispositivos móveis: a derradeira companhia de viagens”.

Portugal surge em destaque como o quarto país com maior crescimento na utilização de equipamentos móveis para pesquisa de viagens. Para este estudo, a eDreams analisou 750 milhões de pesquisas mensais ao longo do último ano, em todas as 143 páginas de todo o mundo.

Segundo os dados apresentados, durante os últimos doze meses, registou-se um crescimento mundial na utilização dos dispositivos móveis para pesquisa de viagens, com um acréscimo significativo em países europeus como Itália (+25%), Alemanha (+22%), Espanha (+18%) e Portugal (+11%). Estes quatro países lideram o ranking em termos de crescimento dos acessos móveis nas páginas do grupo. Por outro lado, o Reino Unido consolida-se como o mercado mais móvel da Europa, ao registar pela primeira vez mais tráfego através dos equipamentos móveis do que de computadores. Uma tendência que também chegou a Itália e que previsivelmente se irá expandir a todo o continente.

A análise da eDreams ODIGEO destaca ainda que, no âmbito das reservas de voos através de dispositivos móveis, a marca se posiciona bastante acima da média do setor: enquanto a média na indústria é de 21%, os clientes eDreams ODIGEO utilizam o smartphone em cerca de 30% dos casos. Alguns países como o Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Japão chegam a superar esta média, com alguns destes países a registar 40% do total das suas compras feitas com os telefones.

Marcos Guerrero, Chief Retail and Product Officer de eDreams ODIGEO, afirma que “vivemos um momento chave para os dispositivos móveis. Atualmente, os utilizadores utilizam-nos durante toda a sua experiência de viagem: desde a inspiração e exploração inicial, que conduzem à reserva de voo, ao momento de viagem e finalmente o regresso a casa”. Nesse sentido, Marcos Guerreiro reforça o compromisso da marca na melhoria constante da sua tecnologia e estruturas, com o objetivo de tornar a experiencia do cliente cada vez mais agradável. “Tudo é possível graças ao trabalho das nossas equipas de desenvolvimento para equipamentos móveis e aos engenheiros de topo com quem trabalhamos. Comparado com departamentos semelhantes em outras agências de viagens online, orgulhamo-nos de ser um dos maiores da Europa”.

“Somos a agência online líder em reservas através de equipamentos móveis e por isso estamos em constante processo de procura de novas formas de utilizar os dispositivos inteligentes, garantindo sempre aos nossos clientes a facilidade e rapidez em todo o processo de reserva, além de preços baixos”, explica.

Destinos nacionais com maior número de reservas através de equipamentos móveis

O estudo da eDreams ODIGEO permite ainda concluir que os turistas europeus optam por reservar voos de curta distância através dos dispositivos móveis, enquanto as reservas de voos mais longínquos continuam a ser adquiridos através do computador.Por outro lado, a grande maioria das reservas feitas através de equipamentos móveis realizam-se durante os meses de verão, sendo mais usual tratarem-se de viagens de última hora. Nestes casos e por esta razão, é comum os turistas do sul da Europa optarem por viagens dentro do seu próprio país.Entre as preferências dos portugueses, são quatro os destinos nacionais num total de dez identificados pela eDreams como os mais visitados pelos turistas lusos. As cidades de Lisboa, Porto e Faro encontram-se em primeiro, terceiro e quinto lugar do ranking eDreams, o que prova que, cada vez mais os turistas portugueses optam por conhecer melhor os encantos naturais e maravilhas do seu país.

Reservas em apenas 1,5 minutos

Por último, o estudo identifica ainda algumas ferramentas que estão prestes a chegar ao mercado. Na sua grande maioria funcionalidades já em desenvolvimento como o scan de documentos pessoais – como o cartão de crédito – que permite reservar com maior facilidade e rapidez, a implementação de assistentes pessoais virtuais (VPA) no smartphone e a utilização de equipamentos de realidade virtual que possibilitam ao utilizador conhecer o próximo destino mesmo antes de o visitar ou o alojamento antes de o reservar.

Neste sentido, a análise da marca revela que, cada vez mais o smartphone intervém na experiência completa de viagem. 61% dos utilizadores admite utilizar o telemóvel para encontrar a sua inspiração, 57% garante com ele explora e compara ofertas e 45% confirma que utiliza os dispositivos para realizar pesquisas concretas, como bilhetes de avião ou alojamento para o destino que previamente já selecionou.

Entre os motivos que explicam o crescimento das reservas em equipamentos móveis, o estudo da eDreams ODIGEO destaca a rapidez e facilidade para encontrar e reservar nestes dispositivos. Desta forma, segundo os dados apresentados, são apenas necessários 1,5 minutos para que o cliente eDreams possa realizar e completar a sua reserva online através do seu equipamento inteligente, o que representa menos de metade do tempo que se despenderia utilizando a aplicação de uma companhia aérea ou de um sistema de metapesquisa3. Na hora de reservar o voo & hotel, os dados são ainda mais relevantes, uma vez que as reservas realizadas na eDreams são até quatro vezes mais rápidas do que na concorrência.

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A alteração de 2014 ao regime jurídico do Alojamento Local (criado pela Portaria nº 517/2008) teve grandes consequências no setor imobiliário, tendo provocado uma subida de 13,2% no preço das rendas e de 30,5% no valor de transação dos imóveis. Esta é uma das principais conclusões do estudo promovido pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal e desenvolvido pela NOVA SBE e a Faculdade de Direito da UNL, intitulado “Alojamento Local em Portugal – Qual o Fenómeno?”.

A análise, que teve como objetivo mensurar e avaliar o impacto desta oferta no funcionamento do mercado nacional, permitiu também concluir que a reforma legislativa introduzida conduziu a um aumento exponencial no número de propriedades em regime de Alojamento Local e que os registos oficiais (RNAL) apresentam discrepâncias quando comparados com os registos nas plataformas digitais.

O número de registos no Airbnb é aproximadamente 40% superior ao número de registos oficiais (RNAL) em Portugal.

Por outro lado, algumas zonas do País têm uma percentagem de imóveis de habitação dedicados ao Alojamento Local muito elevada, isto é, 22% dos imóveis na Freguesia de Santa Maria Maior está registado no Airbnb, o mesmo acontece na Freguesia da Misericórdia com 18,5% e na freguesia de Santo António em Lisboa, assim como na União de freguesias Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória no Porto com 11,1% dos imóveis.

O Estudo permitiu ainda concluir que o regime jurídico do alojamento local de 2014 não reflete as preocupações com a proteção dos condóminos, nomeadamente quando está em causa a afetação de frações autónomas à exploração de unidades de alojamento local, o que contribui para uma rutura com o regime jurídico da propriedade horizontal. Esta situação é particularmente sintomática quando se admite que uma fração autónoma possa ver o seu fim alterado de habitação para exploração turística, através do alojamento local, sem que os demais condóminos sejam chamados a aprovar essa alteração.

Simultaneamente, o documento agora divulgado pela AHP identifica uma nova categoria de agentes no mercado turístico que se dedica à gestão de propriedades de alojamento local, os quais surgiram no silêncio da lei e sem qualquer regulamentação, gerindo um número alargado de unidades, propriedade de terceiros.