Termas & Spas: “Tratamentos de bem-estar já são os mais procurados”

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As Termas de Portugal estão a ver crescer cada vez mais o segmento de wellness, tendo já ultrapassado a vertente tradicional em termos de procura. Teresa Vieira, presidente da Associação das Termas de Portugal, explicou o porquê em entrevista à Viajar.

Viajar – Como vê a evolução das termas para espaços também de bem-estar?

Teresa Vieira – As Termas sempre foram espaços de saúde, bem-estar e lazer. Natureza, alimentação saudável, socialização e descanso ativo, são alguns ingredientes que definem a proposta de valor da oferta termal como produto turístico. A evolução para produtos e serviços termais de matriz de bem-estar e lazer surge sob a forma de aproveitamento de todo o potencial das águas minerais naturais, das instalações e equipamentos, e de todos os atrativos dos territórios termais. Novas formas de termalismo, de uma oferta estritamente terapêutica para uma oferta diversificada, incluindo propostas de valor para motivações de procura associadas a bem-estar e lazer.

– Qual a importância do segmento de saúde e bem-estar na promoção de Portugal enquanto destino turístico?

Ainda muito reduzida. Vem crescendo o investimento em promoção internacional em que as Termas de Portugal apostam forte. Contudo, estamos ainda longe de conseguir apoio para uma presença internacional mais ambiciosa e que nos posicione também como país de turismo de saúde e bem-estar. Passo-a-passo vamos conseguindo sensibilizar as entidades responsáveis pela promoção externa a associarem-se e patrocinarem este objetivo, estando convictos que a curto-médio prazo conseguiremos aumentar a percentagem de clientes estrangeiros nos nossos destinos.

– Está a dizer que os clientes das termas portuguesas ainda são maioritariamente portugueses, mas já se começa a ver cada vez mais mercados estrageiros a procurarem as estâncias termais de Portugal?

Maioritariamente portugueses e continuarão a ser. Salvo raras exceções. Na Europa o termalismo é um setor que atrai maioritariamente o mercado interno. No entanto, como referi, estamos a investir nos mercados internacionais para podermos alicerçar o crescimento em número de clientes e volume de negócios.

– Que mercados são esses e qual a sua percentagem?

Essencialmente clientes residentes em Espanha e em França. Em 2015 a procura internacional cresceu cerca de 50% e representou cerca de 4% do número total de clientes.

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Leia o artigo completo na Edição de Maio (nº 349) da revista VIAJAR – Disponível online

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