Vila Galé encerra 2021 com resultados 50% inferiores aos de 2019

Embora 2021 tenha sido “bastante melhor” que 2020 para o Turismo, Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do Grupo Vila Galé, afirma que o ano passado ainda foi um ano “muito difícil”, com resultados aquém dos anos de auge de pré-pandemia.

por Sílvia Guimarães

O Grupo Vila Galé encerrou 2021 em Portugal com 59 milhões de euros, o que se traduz numa quebra de receitas em torno de 50% em comparação com 2019, o último ano anterior à pandemia. Já no Brasil as receitam ficaram pelos 325 milhões de reais (57,4 milhões de euros), menos 15% que em 2019.

Num encontro com a imprensa, realizado esta quarta-feira, no Vila Galé Estoril, Gonçalo Rebelo de Almeida enalteceu que, se em 2021 ficaram muito aquém dos resultados de 2019, então em 2020 foi muito pior porque a quebra chegou aos 70%.

Se em 2020 o setor sobreviveu sobretudo com o mercado nacional, em 2021 o administrador do Grupo Vila Galé afirma que já se viu alguma retoma dos mercados internacionais, na grande maioria europeus, principalmente entre agosto e novembro. Os mercados norte-americano, brasileiro e asiático, que tinham uma posição bastante importante nos anos de pré-pandemia, quase não geraram fluxos em 2021.

“Se antes da pandemia a balança pendia em 65% para o turismo internacional e 35% para o nacional, com a pandemia a situação inverteu-se”, assegurou o hoteleiro, embora estime que este ano possam vir a receber cerca de 60% de turistas estrangeiros e 40% de turistas nacionais.

“As reservas estão a aumentar de semana para semana em Portugal. O mercado português foi o primeiro a reagir, mas também já há reservas dos Países Baixos, Escandinávia, França e Alemanha. A partir de abril contamos já com taxas de ocupação a rondar os 60%, sendo que março vai ser melhor que fevereiro e abril melhor que março e por aí adiante”, esclareceu.

Gonçalo Rebelo de Almeida acredita que os resultados de 2022 poderão vir a ficar entre 15% e 20% a baixo dos de 2019, se a situação da pandemia for estável.

No Brasil os resultados nunca caíram tão baixo como em Portugal e o destino “recuperou mais rápido”, sobretudo porque “as vagas em Portugal atingiram os inícios do verão, tirando uma fatia do negócio, no Brasil, as vagas nunca aconteceram no período de verão”.

 

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