Cabo Verde: É preciso partir para poder voltar

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Parte da Macaronésia, Cabo Verde é um conjunto de dez ilhas de origem vulcânica, onde apenas Santa Luzia não é habitada assim como as 8 ilhotas que constituem o arquipélago. Com um clima tropical seco, que tem nas suas duas estações a época das chuvas, entre os meses de agosto e outubro, e a temperatura do mar a oscilar anualmente entre os 22º C e 25º C. Sem nascentes de água potável a ilha abastece-se através de centrais de dessalinização que transformam a água do mar em água potável. Gradualmente, o destino tem ganho destaque internacional sendo já considerado as Caraíbas africanas.

Baseando-se em dados do World Travel & Tourism Council, uma empresa de imobiliária norte-americana elaborou uma lista dos 50 destinos que mais irão crescer na próxima década no setor do Turismo e a sua contribuição direta com o PIB colocando a República de Cabo Verde na décima posição.

Segura e com baixo índice de criminalidade, a revolução árabe pode vir a contribuir para o crescimento do número de turistas em Cabo Verde, uma vez que reúne tantos ou mais atributos que outros destinos africanos onde ultimamente tem reinado a insegurança. Um dos objetivos do país, e que se insere no novo modelo de marketing, passa por atingir um milhão de turistas já este ano, mantendo esse indicador até 2020.

Recorde-se que no último ano Cabo Verde viu o número de turistas crescer em 5,5% em relação a 2014 para cerca de 570 mil turistas, com Portugal a ser o terceiro mercado emissor atrás do Reino Unido e da Alemanha.

São Vicente: a ilha cultural

Partimos no voo da manhã dos TACV com destino à segunda maior cidade de Cabo Verde: Mindelo, na ilha de Santiago. O convite foi lançado pelo operador Solférias que levou nove agentes de viagens por um tour de nove dias às ilhas de Santiago, Santo Antão e São Vicente, onde, mais do que o segmento sol e praia por que é conhecido o arquipélago, foi dado a conhecer as potencialidades de cada destino.

Assim que se abre as portas do avião, após cerca de quatro horas de voo, sente-se de imediato o calor africano a aquecer o corpo e uma vontade urgente de, depois de ter deixado as nuvens em Lisboa, meter o chinelo no pé e partir à descoberta da morabeza.

São Vicente, que se celebra a 22 de janeiro empresta o nome à ilha que foi descoberta nesse dia pelo colono português Diogo Gomes, em 1462, mas devido à falta de água e de recursos só após três séculos, em 1795, é que começa a ser povoada e quando a economia se começa a desenvolver através da construção de depósitos de carvão, com a ajuda dos ingleses. A cooperação entre ingleses e portugueses no desenvolvimento e crescimento de Mindelo está ainda hoje presente com vários edifícios daquela época a denotarem a traça desse tempo. Os primeiros colonos trazidos para a ilha, assim como alguns escravos, os descendentes da ilha, deram origem ao crioulo, que consequentemente levou ao desenvolvimento do dialeto com o mesmo nome, que é, a par com o português, o mais falado em Cabo Verde. No entanto, o idioma é mutável, ou seja, varia de ilha para ilha chegando mesmo a ser impercetível entre algumas ilhas.

Leia a reportagem completa na Edição de junho (nº 350) da revista VIAJAR – Disponível online

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