Centro de Portugal quer manter-se na liderança de escolhas dos portugueses

“Olhar, de forma atenta, não só para a importância como para os impactos e a possibilidade de crescimento do turismo interno”, tem sido a estratégia e o mote daquele que é já um dos grandes fóruns de discussão do setor em Portugal.

O 8º Fórum Turismo Interno “Vê Portugal”, organizado anualmente pela Turismo Centro de Portugal (TCP), irá realizar-se este ano em Tomar, de 6 a 8 de junho, e esteve esta quarta-feira, 27 de abril, a apresentar-se em Lisboa, numa conferência de imprensa, tendo contado com a presença de Pedro Machado, presidente do TCP, Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, Jorge Loureiro, vogal da Comissão Executiva da TCP, Adriana Rodrigues, chefe do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas da TCP, e Sílvia Ribau, chefe do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da TCP.

“Olhar, de forma atenta, não só para a importância como para os impactos e a possibilidade de crescimento do turismo interno”, tem sido a estratégia e o mote daquele que é já um dos grandes fóruns de discussão do setor em Portugal.

O 8º Fórum Turismo Interno “Vê Portugal”, organizado anualmente pela Turismo Centro de Portugal (TCP), irá realizar-se este ano em Tomar, de 6 a 8 de junho, e esteve esta quarta-feira, 27 de abril, a apresentar-se em Lisboa, numa conferência de imprensa, tendo contado com a presença de Pedro Machado, presidente do TCP, Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, Jorge Loureiro, vogal da comissão executiva da TCP, Adriana Rodrigues, chefe do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas da TCP, e Sílvia Ribau, chefe do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da TCP.

Pedro Machado começou por relembrar que, nos últimos dois anos de pandemia, o mercado interno foi “uma almofada que permitiu mitigar as perdas compulsivas” registadas pelo turismo a nível nacional”, tendo levado, sobretudo, o turismo interno à procura de “destinos e produtos que normalmente não estavam na primeira linha de escolha dos consumidores”, dando como exemplo “uma maior procura dos territórios de baixa densidade, pelo turismo de natureza, ecoturismo, enoturismo e o turismo ao ar-livre”. Segundo o responsável, “percebeu-se que Portugal foi redescoberto pelos portugueses”, deixando claro que “o comportamento em 2022 é a confirmação das boas experiências que teve em 2020 e 2021”.

Objetivos do “Vê Portugal”

Pedro Machado enumerou aqueles que são os três grandes objetivos do “Vê Portugal”.

O primeiro passa por fazer deste fórum “um marco no processo de retoma do crescimento do turismo em Portugal”.

“Os dados de fevereiro, março e abril parecem vir confirmar uma tendência de crescimento, já que um número substantivo de dormidas que tivemos foram do mercado nacional. O Centro de Portugal, nos dados do INE de fevereiro de 2022, cresceu, comparativamente a fevereiro de 2019, cerca de 50 mil dormidas, alavancadas no mercado interno. Portanto, o “Vê Portugal” mantém a sua filosofia inicial de olhar de forma atenta para os impactos e a possibilidade de crescimento do turismo interno”, enalteceu.

O presidente da TCP deixou claro que o seu grande objetivo será manter o Centro de Portugal “como o primeiro destino turístico para os portugueses”, não só este ano, mas “permanente, atendendo ao conjunto de características nos dois exercícios anteriores”.

O segundo objetivo apontado passa por “olhar para os temas quentes do presente e do futuro próximo”, como é o caso da falta de recursos humanos nomeadamente a estruturação de produtos, marcas e destinos na era pós-Covid.

Pedro Machado frisou que o tema da falta de mão de obra, não é de hoje, tem sido “permanente” ao longo dos anos. Sobre este assunto, Jorge Loureiro afirmou que “se há hoje questão que é transversal e sobre a qual os empresários estão seriamente preocupados é a questão da falta dos recursos humanos no setor”.

“À semelhança do que aconteceu na Primavera Árabe, Portugal pode ser o destino preferido de muitos dos turistas internacionais. Significa que o destino consegue conciliar a sua boa hospitalidade e a sua boa oferta de produto, que o covid-19 não pôs em causa, mas teremos um défice de pessoas que garantam duas coisas: serviço e hospitalidade portuguesa. Somos muito competitivos também pela forma como recebemos, esse é o ADN dos portugueses. Portanto, há duas ameaças: a existência de recursos humanos que nos garantam o nível de serviço e, mesmo tendo serviço, há outra preocupação que é garantirmos o nosso ADN”, referiu.

Ainda sobre este assunto, Jorge Loureiro afirmou que “se há hoje questão que é transversal e sobre a qual os empresários estão seriamente preocupados é a questão da falta dos recursos humanos no setor”.

O hoteleiro disse que, apesar de ainda não terem atingido os níveis de retoma ambicionados, apesar de tudo indicar que estarão para breve, possivelmente já no próximo verão, estão “longe de ter os níveis de recrutamento de 2019, que é o ano de referência. Há qui claramente um elefante na sala, que ainda ninguém sabe verdadeiramente como se vai resolver”. Jorge Loureiro adiantou ainda que “no último mês a procura acelerou muito”, deixando os hoteleiros “em pânico” relativamente ao serviço que irão prestar. “Não podemos defraudar todo o investimento que o país fez nos últimos 20 anos, ao nível do serviço”, alertou.

Recrutar recursos humanos nos PALOP tem sido apontado por muitos dos players do setor como a melhor alternativa à falta de mão de obra nacional. Neste caso, o vogal da Comissão Executiva da TCP demonstrou que este “é um processo que está muito atrasado, muito burocratizado. Se me perguntarem o que aconteceu até agora? Do ponto de vista prático, não aconteceu rigorosamente nada. Não há um pivô no governo que possa pôr a administração central de acordo relativamente à importação de recursos humanos. Se houve condições para o fazer numa situação de urgência, como foi o da Ucrânia, porque é que esse modelo não é replicado?”, deixa a questão ao executivo de António Costa.

O terceiro, e último objetivo, será dar continuidade a alguns temas já abordados em outras edições do “Vê Portugal”, como será o caso da discussão sobre a revisão da Lei 33, das competências das Entidades Regionais, assim como do seu ajustamento face à delegações e transferência de novas competências para as Comunidades Intermunicipais.

Pedro Machado frisou que o facto de contarem com a presença de responsáveis do Governo durante o fórum, esta será a oportunidade para “deixar mensagens claras”. Assim, “vamos revisitar alguns temas que tivemos na agenda de 2021, como por exemplo, a discussão da revisão da Lei 33, das competências das Entidades Regionais e do seu ajustamento face àquilo que são hoje as delegações e transferência de novas competências para as Comunidades Intermunicipais e o seu relacionamento interpares”, adiantou Pedro Machado.

“Queremos aproveitar este ‘Vê Portugal’ para também demonstrar que as ERT’s e ARPT’s, em particular as ERT’s, foram parceiros decisivos para o processo de recuperação dos fluxos turísticos. Hoje a marca Portugal, quer do ponto de vista interno quer externo, alavanca a sua diferenciação essencialmente por aquilo que são as singularidades dos territórios, e quem está mais próximo dos territórios são as ERT’s. Julgamos que ainda temos muito a dar naquilo que é o processo de recuperação e, essencialmente, o processo de crescimento”, enalteceu o responsável.

Outros dos temas que serão levados a discussão tem a ver com “a mitigação dos impactos das alterações climáticas, no que diz respeito à atividade turística, e a coesão territorial”.

Pedro Machado considera ainda “existem fortíssimas assimetrias [em Portugal], o que pressupõe que também tenhamos uma palavra a dizer”, sobretudo “numa altura em que estamos discutir o Orçamento de Estado e em que estamos a braços com a execução de um PRR, e o início de um novo Quadro Comunitário 2030, há um conjunto de matérias que dizem respeito à criação de condições, não só para que os destinos sejam mais competitivos, como também mais coesos, tais como a mobilidade, a acessibilidade, o investimento público, a criação de condições fiscais, …, que permitam que os territórios do interior possam competir com os territórios mais maduros”.

Bolsa de negócios, jantar de homenagens e visita a Tomar

Pela primeira vez nesta edição, o “Vê Portugal” vai contar com uma bolsa de negócios e, no último dia, haverá uma visita guiada ao destino anfitrião intitulada de “Vê Tomar”.

Como já vem sendo hábito nas edições anteriores, o grande momento irá acontecer na noite de 7 de junho com o Jantar Oficial “Vê Portugal”, que irá decorrer no Hotel dos Templários. Será este o momento em que a Turismo Centro de Portugal irá homenagear personalidades ligadas ao setor do turismo, tanto a nível regional como nacional.

Durante essa noite será entregues os prémios do Concurso de Empreendedorismo Turístico José Manuel Alves, instituídos pela Turismo Centro de Portugal e que visam apoiar projetos inovadores no setor do turismo, assim como os Prémios do Concurso de Teses Académicas, de Mestrado e Doutoramento, que incidem sobre o Centro de Portugal.

A participação no Jantar Gala “Vê Portugal”, tal como no Fórum, é gratuita e limitada, com obrigatoriedade de inscrição e sujeita a confirmação.

 

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