easyJet garante liquidez suficientes para a suspenção de operações

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Resultados do semestre findo a 31 de março de 2020

A easyJet prevê que o seu prejuízo antes de impostos, nesta primeira metade do ano, esteja entre os 185 milhões e os 205 milhões de libras, uma  melhoria face ao período homólogo do ano passado, com perdas antes de impostos de 275 milhões de libras no H12019.

Ações de controlo de custos absolutamente estratégicos, relacionados com o adiamento da aquisição de 24 novas aeronaves, e a obtenção de um novo financiamento considerável, garantem que a easyJet possui liquidez suficiente para a suspensão das operações.

Johan Lundgren, CEO da easyJet, sublinha que “a performance do primeiro semestre foi muito forte, antes do impacto do novo coronavírus, o que revela a eficácia do modelo de negócio da easyJet” e garante: “nestas circunstâncias, estou extremamente orgulhoso da nossa equipa, em todas as áreas da empresa, e da forma como trabalharam durante este período difícil de forma a colocar-nos na sólida posição em que nos encontramos agora. Agimos rapidamente para enfrentar os desafios que o vírus nos trouxe e, em apenas 7 semanas”.

Segundo o responsável, a companhia conseguir “lançar uma iniciativa de redução de custos e diminuir drasticamente as saídas de tesouraria; suspender a operação de toda a nossa frota num processo bem planeado e executado; e chegar a um acordo que adia a entrega de 24 aviões, além de manter um nível de flexibilidade que será muito importante quando a crise terminar”.

Esta mudança “combinada com o adiamento e cancelamento de uma série de outros projetos representa a redução de mil milhões de libras em investimentos nos próximos três anos”, referiu em comunicado.

Finalmente Johan Lundgren assegura que a easyJet conseguiu “executar um programa de financiamento que vai acrescentar quase 2 mil milhões de dólares em financiamento extra, fortalecendo a liquidez” da companhia.

“Continuamos focados em fazer o que é melhor para a companhia, em termos de saúde a longo prazo, e para garantir que estamos a postos para retomar os voos quando a pandemia terminar. Embora a grande maioria dos nossos colaboradores não esteja a trabalhar neste momento, há um pequeno número de nós que está a trabalhar de forma incansável para ajudar os nossos clientes e a planear nosso retorno ao céu, assim que tal for possível”, terminou.

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