“O Alentejo tem vindo a ganhar visibilidade ao promover-se como um todo”

“O Alentejo tem vindo a ganhar visibilidade ao promover-se como um todo”

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Vítor Fernandez da Silva, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, em entrevista à Viajar garantiu que o Alentejo só tem ganho ao promover-se como um todo. O turismo tem vindo a subir de ano para ano na região e as perspetivas para o futuro são animadoras. Segue-se um excerto da entrevista, que poderá ler na integra na edição impressa e online da Viajar Magazine nº352.

 

Viajar – As Agências de Promoção Turística surgiram em 2003, no governo de Durão Barroso. Quer contar um pouco como tem vindo a desenrolar-se o papel da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo nestes já quase 13 anos de existência?

Vítor Fernandez da Silva – A Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) foi criada no início de 2004, tendo como sócios fundadores as regiões de turismo que na altura existiam no Alentejo e as grandes associações setoriais nacionais do turismo.

No seu início foi necessária uma aprendizagem de trabalho conjunto entre os setores público e privado e uma angariação de associados que garantisse a sua representatividade efetiva.

Progressivamente foi-se adquirindo um maior conhecimento dos mercados internacionais, dos atores nesses mercados, das motivações dos nossos potenciais turistas e da perceção da adequabilidade dos produtos a essas motivações que podíamos promover em cada um deles. Esse trabalho foi sempre feito em colaboração com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, cujo trabalho na estruturação do produto é a base na qual assenta a nossa promoção.

Passados mais de doze anos de existência, a ARPTA tem cerca de duas centenas de associados e com a recente abertura à adesão das Câmaras Municipais, podemos dizer que ela é a casa comum do turismo alentejano.

Defende que o Alentejo começou a ganhar mais visibilidade ao passar a ser trabalhado como um todo na promoção externa?

Ainda no tempo das regiões de turismo, a marca que era promovida nos mercados internacionais era a marca Alentejo, mas é evidente que com a criação da ARPTA essa promoção passou a ser feita de um modo muito mais consistente. E tendo consciência da nossa pequena dimensão no contexto dos inúmeros destinos regionais que existem por esse mundo fora, a verdade é que o Alentejo tem vindo a ganhar visibilidade ao promover-se como um todo, independentemente das suas particularidades sub-regionais que também são evidenciadas.

Estratégia promocional

Qual tem sido o principal enfoque da vossa estratégia de promoção?

Há algumas linhas estratégicas que têm norteado a nossa ação, como sejam caraterizar a nossa região pela autenticidade, a qualidade, o clima, a diversidade e a segurança.

Enquadrado por estas linhas estratégicas, o Alentejo tem sido apresentado como um território de produtos de nicho, em que se destaca o touring cultural e paisagístico, complementado pelo turismo de natureza, o walking, o cycling, o birdwatching, o surfing, o turismo náutico e claro que a nossa costa também é completamente preenchida nos meses de verão por aqueles que querem desfrutar do sol e praia. Transversalmente a todos estes produtos estão a nossa saborosa gastronomia e os nossos excelentes vinhos.

Começaram a colher frutos do vosso trabalho a partir de que ano e como tem sido a evolução até ao presente ano?

Podemos dividir a evolução dos resultados referentes aos mercados externos em duas partes: até 2009, em que esses mercados pouco cresceram, na sua globalidade e a partir desse ano em que o número de dormidas de estrangeiros duplicou até ao final de 2015, quando atingimos o meio milhão de dormidas, cem mil das quais de espanhóis. No presente ano e até ao final do mês de maio acumulámos um crescimento de cerca de sete por cento relativamente ao período homólogo do ano passado, tendo como objetivo crescer oito por cento até ao final de 2016.

Atualmente os vossos associados pertencem mais ao setor privado. Ao que se deve esta forte aposta dos privados na agência?

Dos cerca de duzentos associados, apenas a Entidade Regional de Turismo e algumas Câmaras Municipais pertencem ao setor público. Isso também está expresso nos seus Corpos Sociais, em que na Direção há dois representantes do setor público e onze do privado e em que a Mesa da Assembleia Geral e o Conselho Fiscal são inteiramente preenchidos por representantes do setor privado.

É natural que na nossa agência, tal como nas outras, exista esta grande preponderância numérica do setor privado, pois que cada vez mais a promoção e a comercialização estão interligadas, como aliás tem vindo a ser a orientação do Turismo de Portugal.

É claro que a aposta dos privados na ARPTA se deve sobretudo ao entendimento da importância do mercado externo e ao reconhecimento do nosso trabalho.

Acredita então que estão satisfeitos com o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido?

Essa satisfação está expressa no contínuo crescimento das empresas que têm aderido à nossa agência e à participação nas suas ações. No entanto, isso não implica que a exigência dos privados relativamente ao nosso trabalho não seja também cada vez maior, pois que é enorme a tarefa de consolidar o Alentejo além-fronteiras e como consequência trazer mais turistas e mais proveitos para a nossa região.

Leia o artigo completo na Edição de agosto (nº 352) da revista VIAJAR – Disponível online

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