“Os portugueses estão no topo dos destinos para Saidia”

“Os portugueses estão no topo dos destinos para Saidia”

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Foram mais de 62 mil portugueses que viajaram para Marrocos em 2015, dos quais 30% escolheram a via terrestre e viatura própria para chegarem àquele país do norte de África, ao passo que os restantes 70% chegaram por via aérea. Saidia é o destino mais procurado pelos portugueses, embora Marraquexe também se encontre no topo das suas preferências. A Viajar esteve à conversa com o diretor do Turismo de Marrocos em Portugal, Abdellatif Achachi, no cargo há cerca de quatro anos, e ficou a saber o que perspetivam para o futuro, sempre tendo em conta o passado mais próximo, onde a crise foi referenciada por diversas vezes.

 

Viajar – Quantos portugueses viajaram para Marrocos em 2015 e qual é a posição que Portugal ocupa na entrada de turismo estrangeiro no país?

Abdellatif Achachi – Terminámos o ano com aproximadamente 62 mil portugueses em Marrocos. Isto traduz-se num aumento de apenas um ponto percentual mas, para mim, esta cifra é muito positiva. Com as tragédias que aconteceram no contexto mundial e com uma menor propensão dos portugueses para viajar, aliada à austeridade e recente mudança do Governo, esta subida de apenas um por cento não pode ser vista como algo negativo. Comparando com os principais mercados emissores de turismo para Marrocos, como França, Itália, Espanha e Rússia, onde estamos a registar uma quebra maior, Portugal até foi bastante positivo. Já dos mercados alemão, Reino Unido, escandinavo e brasileiro, conseguimos em 2015 excelentes performances. No total, incluindo o turismo interno, estamos a acolher em torno de 11 milhões de turistas, dos quais 7,5 milhões são oriundos de países europeus.

O Turismo de Marrocos está presente em Portugal desde 1983 para desenvolver o mercado e com a ligações aéreas que estamos a tentar incrementar ainda mais, acredito que o número de portugueses para Marrocos poderá vir a aumentar ainda mais nos próximos anos e para 2016 prevemos já um crescimento em torno dos três pontos percentuais. Atualmente este mercado ocupa a vigésima posição.

No entanto, não queremos depender demasiado dos nossos principais mercados e estamos a fazer esforços e a desenvolver campanhas em outros mercados para que venham mais até nós, como é o caso do mercado brasileiro, que está em grande expansão em Marrocos.

Que negociações são essas e com que companhias?

Somos parceiros da TAP há cerca de um ano e meio e isso é fundamental para que possamos manter os voos diretos de Portugal para Tanger, Marraquexe e Casablanca, além de podermos vir a colocar entre 20 a 25% a mais de lugares disponíveis para os três destinos.

Por outro lado, não nos podemos esquecer que mais de um terço, ou seja mais de 30%, dos portugueses que visitam Marrocos viaja de carro. Muitos optam por esta via por ser mais barato, por lhes dar uma maior liberdade de deslocação ou porque gostam de fazer expedições.

Que ações de promoção estão previstas para o mercado português?

Queremos que a nossa estratégia mude um pouco. Iremos fazer mais ações com os meios de comunicação social, nas quais estão inseridas viagens de reconhecimento de vários destinos marroquinos. Iremos desenvolver também a nossa presença junto do público final, com uma semana marroquina num centro comercial de Lisboa, embora este ainda não esteja definido, ao contrário do que vários órgãos de comunicação já avançaram. No ano passado, em Maio, organizámos a primeira edição da Semana Marroquina no Centro Comercial Colombo, o que se revelou muito importante para nós, em termos de divulgação e depois porque tivemos venda direta nessa ação, com a TAP, a Soltrópico e a Geostar. Contámos com cerca de 600 mil visitantes, o que foi bastante bom. Queremos continuar com esta ação para podermos ficar mais perto do público final, numa fusão entre uma ação de marketing e a divulgação dos destinos.

Leia o artigo completo na Edição de Fevereiro (nº 346) da revista VIAJAR – Disponível online

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