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Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC´s, afirma que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a condicionar a atividade turística na capital.

A responsável, questionada sobre quais são os principais constrangimentos existentes na cidade de Lisboa, no decorrer do painel “Turismo de Portugal: Os desafios do crescimento”, respondeu da plateia que surgem surpresas todos os dias a esse nível. “Todos os dias temos surpresas da Câmara Municipal “, o que leva a existir forçosamente “um ciclo novo todos os dias” para a operação turística em Lisboa.

Eduarda Neves confessa que tem sido “cada vez mais difícil dialogar” com a CML e por isso adianta: “Já chamámos a ATL ao assunto, já informámos o Turismo de Portugal sobre o que se passa, mas as coisas não são fáceis. O diálogo não é fácil”, enalteceu.

A título de exemplo, a dirigente disse que o mais recente constrangimento passa pela proibição de circulação de autocarros de turismo, com mais de 50 lugares, no centro da cidade, desde a Ribeira das Naus e até aos Restauradores. “A Ribeira das Naus vai ser proibida e quem vem de um cruzeiro e vai sair do barco em Santa Apolónia não vai conseguir ver a cidade, só se for a pé”, alertou.

Tendo em conta que a APAVT não foi chamada a pronunciar-se sobre a matéria, “não estamos a ver grande abertura para sugestões. Tem sido extremamente difícil convocar reuniões com a câmara. Não estou a ver que hajam grandes mudanças a favor da operação turística”, concluiu.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a  convite da APAVT

 

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Fernando Medina assegura que não há qualquer “inconveniente” na taxa turística. O autarca de Lisboa considera esta “fundamental” para que sejam criadas “mais condições” para podermos recebermos “mais turistas”, por forma a “adaptar a cidade em todas as direções” e sem “deitar riqueza fora”.

A participar do painel “Tensões, Conflitos e Oportunidades nas Áreas Metropolitanas”, no decorrer do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, o presidente da câmara da capital portuguesa, as pessoas e os empresários têm que de adaptar “a viver um processo de mudança muito rápido”, mas não vê de forma positiva o fato, considera mesmo um “erro” verem o bom momento do Turismo no país para poderem inflacionar os preços do imobiliário e do mercado de arrendamento, sobretudo que após uma crise económica, tal como o momento em que estamos a viver atualmente, em que “é normal existir uma taxa de inflação nas habitações”.

Já para Carlos Carreiras, autarca de Cascais, orador no mesmo painel, afirma que é seu objetivo que “Cascais acompanhe Lisboa” e reafirma que irá acompanhar o maior município de Portugal no que respeita à taxa turística, prometendo que esta será uma “medida que vai estar no Orçamento Municipal de 2019”, embora considere que esta taxa “não deva ser metropolitana”, dado que existem respostas e ofertas diferentes de municípios para municípios”.

Carlos Carreiras garante que no caso de Cascais “o turista que é chamado a pagar a taxa tem uma retribuição direta”, podendo “entrar gratuitamente em museus e usufruindo de uma melhor mobilidade dentro do concelho”. O dirigente deixou a promessa de que parte dos lucros das oferta turística será aplicada na segurança do turista, para “não perdermos o lugar de sermos o 4º país mais seguro do mundo”.

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O autarca de Lisboa considera que a existência de políticas de concorrência entre os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) “não faz sentido”.

Para Fernando Medina, orador de um dos painéis do 30º Congresso da Associação Nacional de Hotelaria, a decorrer em Lisboa, é essencial a existência de uma cooperação para que possa existir “elementos de atração e retenção de turistas no país”, afirmando por isso “vital para a nossa competitividade, a longo prazo, que Almada tenha sucesso e que Cascais tenha mais sucesso ainda”.

Segundo o presidente da CML, os autarcas pertencentes à AML têm “uma grande sensibilidade e consciência muitíssimo grande da importância económica do Turismo”, devendo por isso “ser capazes de articular produtos mais cooperantes e experiências”.

Medina vê no facto de Lisboa ter conseguido atrair a organização da Web Summit por mais dez anos, num valor de 11 milhões de euros anuais, uma premeditação positiva para o futuro, de que outros eventos de grandes dimensões virão.

De relembrar que o autarca da capital deu a conhecer na véspera do início da Web Summit 2018, que teve lugar de 5 a 8 de novembro, que o recinto feiral de Lisboa, na Fil, irá ser expandido para mais do dobro, num investimento ainda não divulgado pela autarquia.

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O Castelo de São Jorge, em Lisboa, e o Castelo de Palmela vão ficar, uma vez mais, unidos pelo projeto Almenara, embora desta vez 633 anos após o episódio histórico que ligou os dois locais, com um programa integrado de experiências turístico-culturais, que começa a 17 de setembro.

O projeto, que surge de uma parceira entre ambos os municípios, através da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, e com o apoio da Entidade Regional de Turismo de Região de Lisboa, tem por objetivo diversificar a oferta turística da Região de Lisboa, além de promover e valorizar os dois monumentos nacionais, que recebem a visita de centenas de pessoas diariamente.

O projeto Almenara pretende estabelecer a comunicação entre as duas margens do rio Tejo, com base na informação histórica, identidade, património e cultura das diferentes regiões, exaltando a memória coletiva e reforçando a oferta turística da Região de Lisboa.

Enquadrado no PORTUGAL 2020, o projeto Almenara, com um período base de dois anos e um investimento de cerca de 460 mil euros, prevê ainda a realização de um conjunto de atividades em torno dos dois monumentos nacionais que visa a criação de novos produtos turísticos, aumentando o fluxo de visitantes entre os dois locais.

Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, presente, esta quinta-feira, na apresentação do projeto, que decorreu no Castelo de são Jorge, frisou que apesar de “estarmos num bom momento turístico, se olharemos para os números com maior profundidade, os locais que estão hoje a ter maior procura turística eram os que tinham menos até há poucos anos atrás”, daí afirmar a “importância deste tipo de iniciativas”.

Já Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, defendeu na ocasião como é importante “saber aumentar o número de turistas, garantindo a autenticidade da cidade”, para além de “construir ofertas complementares para quem vista a região, não tendo obrigatoriamente que estar tudo dentro da cidade”. Em conclusão, o autarca deixou presente que “a nossa cultura é hoje um ponto que constitui um dos principais motivos de riqueza e orgulho que devemos transmitir a quem nos procura”.

Ritual Almenara

Uma visita encenada, com a duração de um dia, que estabelece uma ligação histórica entre os dois castelos, um jogo de tabuleiro em tamanho real, uma instalação de figuras lúdicas para fotografias, uma sinalética associada ao projeto e workshops e fam trips com operadores turísticos são algumas das iniciativas a realizar nos dois monumentos nacionais.

O “Ritual Almenara” é o evento âncora desta iniciativa que recria o episódio histórico em que, durante o cerco de Lisboa pelos castelhanos, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira – após a vitória na batalha dos Atoleiros (1384) – acendeu uma Almenara (fogueira de grandes dimensões) no Castelo de Palmela para alertar o Mestre de Avis, em Lisboa, de que a ajuda estava próxima. A iniciativa terá lugar a 17 de setembro, pelas 21h00, com a recriação do “Ritual Almenara”, em simultâneo nos Castelos de São Jorge e de Palmela, com recurso a dois espetáculos independentes que se interligam na sua lógica conceptual, técnica e artística, com projeções comuns visíveis nos dois municípios, através do recurso à tecnologia. A direção artística do polo de Palmela está a cargo de João Brites, do Teatro O Bando, e a de Lisboa é dirigida por Jorge Ribeiro, da Companhia da Esquina.

O pastoreio e as ovelhas são os elementos centrais do espetáculo “Ritual Almenara Palmela”, que inclui balões brancos e ovelhas ficcionadas. Além de encenações teatrais e musicais, a cargo do maestro Jorge Salgueiro, serão lançadas “ovelhas voadoras”, representando as antigas “Almenaras” (fogueiras). Já o “Ritual Almenara Lisboa” celebra a lusitanidade e os padrões das subculturas de Lisboa através de um espetáculo com performances teatrais e musicais, a cargo de uma orquestra de cerca de 12 elementos.

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A Ponte 25 de Abril vai passar a ser um ponto de atração turística já a partir de 2017. O Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril – Experiência Pilar 7 será o grande momento das comemorações do 50º aniversário daquela que é considerada a ponte mais bonita da Europa e estará a funcionar, se tudo correr como o previsto, até ao início do verão do próximo ano.

O projeto que foi apresentado publicamente esta terça-feira, resulta de uma parceria conjunta entre a Câmara Municipal de Lisboa, a Infra-Estruturas de Portugal, a Entidade Regional de Turismo de Lisboa e a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), o projeto resultará de um investimento de 4,3 milhões de euros apenas da ATL, entidade que ficará igualmente com a concessão do espaço por, pelo menos, 15 anos.

O novo Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril – Experiência Pilar 7 permitirá a todos os visitantes uma descoberta única da Ponte 25 de Abril. A experiência culmina com a ascensão, através de um elevador, a um miradouro panorâmico que será construído à altura do tabuleiro da ponte e que permitirá uma vista inédita e privilegiada sobre a cidade de Lisboa, em particular sobre a zona de Belém e o rio Tejo. Este projeto será implementado no pilar 7 da Ponte 25 de Abril, junto à Avenida da Índia, em Alcântara.

Toda a zona em redor do pilar será adaptada ao novo centro interpretativo. Está prevista sinalética no exterior que permitirá ao visitante descobrir um pouco da história do projeto em grandes discos de informação que marcarão presença no chão. Também no piso 0, haverá uma receção ao visitante, loja, espaço de visita virtual e photobooth.

O edifício de controlo de entradas encontra-se dotado com equipamentos de segurança e dará acesso ao maciço central, onde o visitante terá oportunidade de ‘viajar’ ao longo de 300 mil m3 de betão – fará a ligação a uma nova realidade nunca antes vista: a sala dos trabalhadores. Aqui, existirão projeções 360.º sobre a construção da Ponte e será projetada uma maquete suspensa da Ponte 25 de Abril envolta num ambiente luminoso de água.

Será nesta sala que se fará o acesso ao elevador que levará os visitantes às salas superiores do maciço, nomeadamente à sala de amarração dos cabos de suspensão da ponte e a uma outra sala com o chão e teto em espelhos, onde é criada a sensação de vertigem da escalada vertical da Ponte 25 de Abril.

Centro Interpretativo da Ponte 25 Abril_ ©Imagens Projeto P-06 Atelier (...Por fim, o visitante chegará ao miradouro com vista panorâmica, um dos elementos de atração principal do projeto onde, à semelhança de outras estruturas mundialmente conhecidas, como a Golden Gate Bridge, na Califórnia, Harbour Bridge, em Sydney, ou a Tower Bridge, em Londres, se terá uma das mais fantásticas experiências do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril – Experiência Pilar 7.

Vítor Costa, diretor geral da ATL, avançou aos jornalistas, à margem da apresentação, o valor das entradas deverá ser fixado em 7 euros por pessoa e quanto a expetativas o dirigente garante que “num ano de cruzeiro o objetivo passa por atingir os 175 mil visitantes”. Tendo em conta que a ATL será a entidade que irá investir neste projeto, Vítor Costa afirmou que irá ficar também responsável pela concessão do espaço, pelo menos, nos primeiros 15 anos do seu funcionamento, “por forma a pagar o investimento inicial”.

Fernando Medina, presidente da autarquia de Lisboa, também mostrou-se bastante confiante na apresentação do novo projeto turístico da capital e mostrou o seu apreço pela forma que afirmou ser “corajosa e audaz com que os parceiros do Turismo apoiam este projeto”, além de evidenciar a importância de investimento “na criação de novas polaridades na cidade de Lisboa que não se concentrem apenas na zona da Baixa e Castelo até ao Chiado”.

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, concorda com a medida do Governo em nomear novos conselhos de administração para a Metro Lisboa, que abarca ainda a Carris, a Soflusa e a Transtejo.

O autarca demonstrou a sua satisfação, ontem, à margem da apresentação dos dados de 2015 da ANA – Aeroportos de Portugal, num encontro que teve lugar no Aeroporto de Lisboa, e revelou a importância de as autarquias verem agora reforçadas as suas competências no setor dos transportes. “A decisão que o Governo anunciou é uma boa notícia para a cidade, porque vai permitir-nos trabalhar com o Governo um novo modelo dos transportes públicos, que permita uma gestão dos transportes de acordo com as necessidades de mobilidade daqueles que vivem, dos que trabalham na cidade e dos turistas que procuram Lisboa”, afirmou.

Para Fernando Medina, tendo em conta que nos últimos quatro anos os transportes públicos de Lisboa “perderam mais de 100 milhões de passageiros” e esta decisão do executivo “vai permitir repensar o modelo e fazer uma aposta no transporte público que seja complementar a todo o esforço que a cidade tem estado a fazer e que os outros operadores têm estado a fazer como por exemplo, o transporte aeroportuário, para podermos fazer crescer o número de turistas e a qualidade de vida de todos em Lisboa”.

O Conselho de Ministros aprovou ontem Tiago Lopes Farias para novo presidente do Conselho de Administração da Metro de Lisboa, que terá Luís Barroso, António Pires, José Realinho de Matos e Maria Helena Campos como vogais.