Sábado, Outubro 19, 2019
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Congresso AHP

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal, a maior associação hoteleira nacional, como anunciado previamente, irá realizar, em Viana do Castelo, o seu Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, de 20 a 22 de novembro de 2019.

Depois de se ter realizado em várias regiões de Portugal, a próxima edição do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo vai até ao coração do Minho e a uma das cidades mais bonitas de Portugal.

O site do Congresso já está online e as inscrições abertas. Este ano, vão estar disponíveis três momentos de inscrição com diferentes preços e condições: o primeiro, mais vantajoso, até 15 de setembro; o segundo até 15 de outubro e o último até 15 de novembro.

O Congresso da AHP, que faz parte da agenda anual do setor, contou em 2018 com cerca de 550 participantes, 55 empresas parceiras, mais de 25 oradores de referência, 29 jornalistas, responsáveis políticos, altos dirigentes da administração pública e privada, estudantes e professores.

Em 2019, a Câmara Municipal de Viana do Castelo é o parceiro institucional do Congresso.

Esteja a par de todas as novidades em: www.congressoahp.pt.

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A afirmação é de Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa (ATL). Para o responsável, que discursou no primeiro dia do 30º congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, “a capacidade de carga da região está muito longe de se esgotar e a gentrificação dos centros históricos já vem de décadas”.

De acordo com Vítor Costa, a região de Lisboa é detentora de “recursos turísticos extraordinários”, para além de ser uma “marca extremamente forte”, com uma “distribuição não uniforme do Turismo”.

O dirigente afirma que existem duas possíveis estratégias para a região a que preside ao nível do Turismo: a primeira prende-se com o facto de desmistificar a ideia de que “Lisboa seca tudo à sua volta”, podendo desviar fluxos turísticos para destinos em sua volta, ao estilo “Robin dos Bosques”, apesar desta ser uma medida que não teve resultados muito positivos durante décadas, mas que se “podia combater”; ou, a segunda, aproveitar e reforçar a “atratividade da marca Lisboa”, que tem tido melhores resultados a todos os níveis.

Para Vítor Costa esta segunda opção providencia uma “nova oportunidade para o desenvolvimento desta estratégia, agora com melhores condições”. Deu como fundamental o aeroporto do Montijo e as melhorias estruturantes do Aeroporto de Lisboa, as condições dos transportes públicos na capital e o aumento do investimento privado. Caso contrário, o profissional garante que “não só estagnaremos, como entraremos em crise”, a melhoria do transporte público e, por fim, o investimento privado.

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Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal desde 2016, defende que o crescimento do Turismo em Portugal está diretamente relacionado com “a conetividade aérea, a resolução do novo aeroporto de Lisboa, a capacitação das empresas e dos profissionais, e com a capacidade de sermos cada vez melhores vendedores do país”.

Este levantamento foi feito no âmbito do primeiro painel do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, intitulado “O Futuro do Turismo em Portugal”, que contou com a participação daqueles que foram os quatro presidentes de Turismo de Portugal até hoje, organismo criado há cerca de uma década pelo governo socialista de José Sócrates.

Para Luís Araújo, apesar de muitos pensarem que o bom momento do Turismo em Portugal se dever em parte à insegurança em outros países, defende que estes recordes têm sido uma verdadeira “maratona” e fundamenta afirmando que os turistas procuram Portugal no seu todo e ao longo de todo o ano.

O atual presidente do Turismo de Portugal considera que o mais importante é “aumentar ou reduzir a competitividade do país enquanto destino turístico”, sobretudo agora que a sazonalidade está ao nível mais baixo de sempre, mas também é preciso ter em conta entraves como o Brexit e a falta do novo aeroporto da região de Lisboa.

“O que precisamos é de bom alojamento local, assim como de bons hotéis. O importante é trazer e conquistar esse segmento de alojamento para a legalidade”, referiu, enaltecendo que “Portugal hoje acrescenta valor a quem nos visita, a quem investe, a quem vem estudar, a quem compra uma segunda casa. Temos de manter essa perspetiva de valor.”

O bom momento que o Turismo vive a nível nacional foi elogiado pelos quatro oradores. Para Luís Patrão, aquele que foi o primeiro presidente do Turismo de Portugal, entre 2008 e 2011, e atual administrador da ANA – Aeroportos, “nos últimos 10 anos, o Turismo cumpriu com todas as promessas que fez à sociedade portuguesa”, sendo por isso que “temos um Turismo mais competente e empresas mais capacitadas. O Turismo talvez seja o mais visível unicórnio da atividade portuguesa”.

Crescimento comprometido

Já para Frederico Costa, presidente do Turismo de Portugal entre 2011 e 2013, o maior legado do Turismo de Portugal foi “saber meter debaixo do mesmo teto a capacidade de fazer promoção turística e de acompanhar tudo o que deve ser feito no setor”. Mas alerta: a partir de agora “vamos ter mais dificuldades em crescer”, sendo por isso fundamental “saber para onde vamos crescer porque o espaço é limitado”.

Para o administrador das Pousadas de Portugal o segredo está em “pensar fora da caixa”, sobretudo agora porque “estamos a desacelerar. Não vislumbro anos negativos, mas vamos ter problemas e vamos ter maiores dificuldades em crescer como crescemos nos últimos anos. Estarão as empresas preparadas para isto?”, interroga.

Novo aeroporto em Lisboa é urgente

Opinião unanime entre os quatro oradores passa pela urgência de um novo aeroporto na região de Lisboa. Luís Araújo defende que, apesar dos resultados positivos, o risco do setor é enorme. “A atividade turística é uma maratona e é um projeto a longo prazo. Tem ciclos e vai ter momentos não tão positivos”, por isso afirma que “precisamos claramente de uma solução e temos de a ter o mais rápido possível”.

Luís Patrão, por seu turno, diz que “o aeroporto ainda tem capacidade para crescer mais alguma coisa” enquanto o caso Montijo ainda não estiver concluído.

O administrador da ANA – Aeroportos defende que o Montijo é “a melhor solução, não é apenas a menos má” e reafirma a importância de ser marcados “prazos para que as coisas sejam resolvidas”.

João Cotrim de Figueiredo teceu duras críticas ao atual aeroporto de Lisboa, dando como exemplo os problemas com a bagagem e com a aterragem, dando “uma péssima imagem e podem destruir o trabalho de anos aos olhos dos turistas.

Também Frederico Costa define como “uma vergonha para Portugal” o caso que se vive todos nos dias no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e deixa o alerta: “os destinos fazem-se muito pela opinião das pessoas”.

O futuro

“Mais do que sabermos que tipo de oferta devemos ter é preciso saber como vendemos essa oferta. Não basta ter um site e estar na Booking. É preciso criar conteúdos certos, estar nos canais certos, saber a segmentação que têm, ter uma estratégia clara do que querem vender e a quem. Há muito País e temos de fazer crescer o interior e as zonas menos turísticas, porque é esta diversidade que nos vais permitir crescer”, referiu Luís Araújo respondendo à incerteza do setor e, consequentemente, da hotelaria.

Para fazer farte a essa interrogação no futuro, o presidente do Turismo de Portugal assegura que os hoteleiros e restantes profissionais do setor têm que apostar mais e melhor na formação. “Cabe-nos a nós investirmos nesta formação e fidelização dos recursos humanos. A formação é algo que nos vai permitir aumentar a competitividade”, deixou presente.

O alojamento local foi outro dos assuntos abordados e Luís Araújo defende que “o que precisamos é de bom alojamento local. O alojamento local é uma resposta à procura. O que para nós é importante é trazer e conquistar esse segmento de alojamento para dentro da legalidade”. Ainda sobre  esse assunto, João Cotrim de Figueiredo defende que “a capacidade de escolha dos turistas acaba por levar a uma uniformização dos serviços que estão a ser prestados”.

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O primeiro-ministro anunciou, ao início da manhã, que o governo acaba de criar a Linha Capitalizar Turismo, num total de 130 milhões de euros, que irá “financiar a criação e requalificação de projetos turísticos, a capitalização das empresas do setor, com maturidades alargadas e períodos de carência de quatro anos”.

António Costa, que falava na sessão de abertura do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre durante dois dias no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa,  anunciou, por outro lado, a criação de outra nova linha de “apoio à sustentabilidade ambiental na área do Turismo”. Esta ferramenta financeira “permitirá um incentivo, a fundo perdido, de 40 mil euros, por projeto, destinado exclusivamente a pequenas e médias empresas, para melhoria da gestão da eficiência energética, do uso inteligente da água e da melhoria da gestão dos próprios resíduos”.

No decorrer do seu discurso, António Costa relembrou aos associados da AHP que o governo, nos últimos três anos, já apoiou 1271 projetos turísticos onde estiveram envolvidos mais de 1500 milhões de euros. Por outro lado, frisou a criação de 229 rotas e 285 novas operações aéreas.

O primeiro-ministro recordou que os resultados do Turismo em Portugal “foram os mais altos de sempre em 2017, em que tivemos 400 mil pessoas a trabalhar em turismo e o sector gerou receitas de 15 mil milhões de euros” e garantiu que os empresários da hotelaria “podem contar com o Governo como um parceiro ativo nos próximos anos”. Apesar de tudo, o governante não deixou de demonstrar a sua preocupação pela saída do Reino Unido da União Europeia, após a assinatura recente do acordo, e alertou ser “essencial fazer um trabalho específico no mercado britânico, que historicamente é o principal mercado turístico para Portugal, e já estamos a sentir uma redução nestes turistas”.

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A afirmação é de Raul Martins, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), ao início manhã, no seu discurso de abertura do 30º Congresso da associação. O dirigente, que falava diretamente para o primeiro ministro, António Costa, presente na sessão, deixou presente que deste Orçamento de Estado é esperada a “afetação dos municípios do dominado «IVA Turístico», conforme consta do Programa do Governo, para que haja uma mais equitativa e justa distribuição aos municípios da receita que a atividade turística gera ao nível local”.

Raul Martins apontou, uma vez mais, a acessibilidade aérea como “determinante” e considera “vital concretizar o acordo celebrado entre o Governo e a VINCI para a construção do aeroporto do Montijo”, embora diga que é ainda fundamental a “entrada em funcionamento do novo sistema de tráfego aéreo, previsto para o final de 2020”. Com a concretização de ambos, o responsável afirma acreditar no crescimento do número total de passageiros em “mais de 25%”, levando a um “aumento do PIB Nacional de 2%, atingindo a média europeia de 10% para o Turismo”.

O hoteleiro aproveitou para deixar uma mensagem aos seus colegas de profissão e garantiu que “os próximos dois a três anos, até à construção do novo aeroporto em Lisboa, não permitirão o ritmo de crescimento na ocupação e preço médio dos últimos três anos”. No entanto, Raul Martins ressalva que “não será razão para reduzir os preços, mas sim para aumentar o valor percecionado e o serviço prestado”, podendo a hotelaria, desta forma, “enfrentar” a sua concorrência direta, estando a referir-se, como não poderia deixar de ser, ao alojamento local.

Raul Martins garante que a AHP tem vindo a “acompanhar, de há quatro anos a esta parte, a falta de regulamentação do alojamento local” e vê como “necessária” a agora concretizada parte do enquadramento normativo, que irá possibilitar a “regulação desse tipo de oferta, permitindo aos municípios criar regras quanto à sua implementação”.

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A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal irá realizar, em Lisboa, o Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, dias 15 e 16 de novembro de 2018, com o tema “Turismo: Que Futuro Queremos?”.

Este ano, o Congresso da AHP celebra a sua 30ª edição. Depois de se ter realizado em várias regiões de Portugal, Lisboa e o renovado Pavilhão Carlos Lopes são os escolhidos para esta edição especial.

O posicionamento de Portugal; as oportunidades e tensões que atravessam os vários destinos de Portugal, do interior ao Algarve passando pelas áreas metropolitanas; a disrupção digital e a conectividade humana; as novas tendências no luxo, no alojamento, na restauração, a par do ótimo momento que estamos a viver, colocam-nos perante uma reflexão necessária: afinal, que futuro queremos para o Turismo português?

É este o desafio do 30º Congresso da Hotelaria e Turismo: traçar a rota do futuro.

Estão já confirmados oradores nacionais e internacionais de excelência que trarão para o debate as suas experiências e boas práticas.

O Congresso da AHP, que faz parte da agenda anual do setor, conta com cerca de 450 participantes, mais de 30 empresas parceiras, responsáveis políticos, altos dirigentes da administração pública e privada, estudantes e professores.

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“Chegado ao fim, o 29.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo é cedo para tirar conclusões, mas é o tempo certo para um balanço e modéstia à parte foi um sucesso, sem qualquer dúvida. Acertámos no tempo, nos oradores, moderadores, na região, no local, nos parceiros e, claro, nos congressistas. Foram 423 os que estivemos aqui reunidos em Coimbra, muito obrigada a todos”. Foram com estas palavras que Raul Martins, presidente da AHP – Associação de Hotelaria de Portugal encerrou três dias de trabalhos no Convento de São Francisco, em Coimbra.

No último dia deste congresso houve ainda tempo para a discussão de dois painéis: “The Future of Hotel Revenue Management: Big Data, Business Inteligence & Analytics para hoteleiros” e “Novas tendências do alojamento – The Hotel. The Hostel. The House”.

Dois painéis que mereceram a atenção dos congressistas e que contaram com oradores como Mike Ferguson, managing director Intelligent Business Strategies, que falou à plateia sobre “mais do que aumentar o RevPar, o objetivo é, cada vez mais, garantir o aumento do net revenue. O processo de conhecer, compreender, antecipar e reagir às tendências da procura é fundamental para vender o quarto certo ao cliente certo, pelo preço certo no canal certo”.

Luísa Dâmaso, diretora da Ntech.news, Paula Ferro, diretora-geral do Hotel Santa Justa e Alfredo Reis, administrador Blue&Green juntaram-se a este debate que questionou se o investimento feito no Business Inteligence pode vir a ser recuperado a médio prazo, assim como a capacidade que cada unidade hoteleira tem em analisar os dados recolhidos. No ar ficou ainda a preocupação com a nova lei de proteção de dados, que em maio do próximo ano entrará em vigor na União Europeia e que para muitos tem parâmetros ainda desconhecidos.

A fechar a ordem de trabalhos, destaque ainda para o último painel que contou com André Sardet, do Sapientia Hotel, João Álvares Ribeiro, da Casa do Rio/Foz Côa e Nicolas Roucos, Bomporto Hotels, que falaram sobre as novas tendências do alojamento. Para estes há clientes para todo o tipo de oferta e esta poderá não interferir com as cadeias hoteleiras. Um painel moderado com Rodrigo Machaz, diretor-geral do Memmo Hotels e que suscitou algumas questões por parte dos congressistas.

Em jeito de balanço, Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, aproveitou para deixar três notas, relembrando o discurso de abertura de Raul Martins ao afirmar que “encarar o futuro com otimismo e realismo presume que olhemos de frente para seis temas: 1.º a pressão turística por um lado e a falta de procura por outro; 2.º a crescente e permanente entrada de novos competidores sejam eles de países, destinos, ofertas de alojamento, hotéis e outras; 3.º a escassez de recursos humano dedicados ao turismo e os contratos coletivos de trabalho que estão obsoletos; 4.º o esgotamento no curto prazo do Aeroporto Humberto Delgado; 5.º as alterações climáticas; 6.º o impacto que os episódios de perturbação política, económica e social trazem à nossa indústria”.

Temas estes, que na sua opinião acabaram por ser debatidos neste 29.º Congresso “quer direta, quer indiretamente”, acrescentando acreditar que “nos ajudaram a traçar a rota do futuro. Afirmar Portugal como um destino estável, maduro e sustentável tanto para quem visita, como para quem é visitado”.

Cristina Siza Vieira relembrou que a AHP desenvolve várias iniciativas para dar resposta a “algumas das referidas preocupações”, relembrando que se têm “batido para garantir a competitividade da hotelaria nacional hoje e sempre”.

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A questão do sistema aeroportuário no aeroporto de Lisboa, tem na opinião de Carlos Lacerda, presidente da Comissão Executiva da ANA Aeroportos, três pontos de constrangimento: Espaço aéreo, limitação de estacionamento de aviões e o terminal. Ideias avançadas pelo responsável durante o segundo painel do 29.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que decorre no Convento de São Francisco, em Coimbra, de 15 a 17 de novembro.

Com o tema “A condição periférica de Portugal. Os desafios do transporte aéreo”, que contou com a moderação de António Trindade, CEO do Porto Bay Hotel & Resorts e a participação de Abílio Martins, vice-presidente de Marketing e Comunicação da TAP Portugal, Javier Gandarra, diretor-geral da EasyJet e Francisco Teixeira, diretor-geral da Melair, a questão do esgotamento da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado foi um dos temas que mais atenção teve por parte da plateia.

Carlos Lacerda explicou que o primeiro aspeto de constrangimento daquela infraestrutura tem a ver com o espaço aéreo: “Lisboa tem quatro bases militares à volta da Portela, duas a norte (Alverca e Sintra) e duas a sul (Montijo e Alcochete) e estas têm limitações do espaço aéreo de Lisboa”.

“Mas, mesmo que o espaço aéreo seja libertado é necessário, que haja capacidade de controlo aéreo”, avançou ainda o mesmo responsável, acrescentando que a ANA está a dialogar com a NAV e a Força Aérea: “Posso dizer-vos que o diálogo tem sido construtivo e positivo e a minha convicção é que teremos uma boa solução para a região de Lisboa e de uma forma geral para o País, mas mais do que isso queremos uma solução que defenda a importante missão que a Força Aérea tem em Portugal. Penso que tenhamos condições para que consigamos fazer uma boa convergência de todos os objetivos de todos os intervenientes.”

Um segundo aspeto, conforme adiantou o presidente da Comissão Executiva da ANA Aeroportos, prende-se com a limitação de estacionamento: “Ou seja, se tivermos muito espaço aéreo e muitos aviões a aterrar e a levantar no aeroporto, temos de ter espaço para esses aviões estacionarem.”

O terceiro aspeto, segundo Carlos Lacerda tem a ver com a infraestrutura aeroportuária e aí a ANA já está a fazer investimentos.

“Como sabem estimamos que no prazo de quatro anos o aeroporto do Montijo possa estar operacional, ou seja em 2022, mas até lá o que vamos fazer? Não temos capacidade para crescermos?”, questionou o mesmo responsável, respondendo em seguida.

“Nós achamos que há capacidade para crescer em Lisboa, precisamos é de mais espaço aéreo e que o plano de contingência para aumentarmos a capacidade de estacionamento seja colocado em operação e relativamente ao terminal é uma situação que não nos preocupa, porque os investimentos estão a decorrer. Estão todos aprovados pelo nosso acionista, vamos ter mais portas Schengen, vamos ter maior fluidez no controlo de segurança e vamos ter uma zona ampla no check in. O que é que precisamos? De espaço aéreo. Deem-nos o espaço aéreo e nós conseguimos crescer o número de passageiros em Lisboa”, garantiu Carlos Lacerda.

Durante a sua intervenção, o responsável da ANA Aeroportos relembrou que os aeroportos geridos por aquela entidade têm sofrido grandes crescimentos nos últimos anos, após a privatização da mesma.

“A ACI – Aeroport Concil International avança que o número de passageiros nos aeroportos teve um crescimento médio este ano acumulado até agosto nos aeroportos a nível mundial de cerca de 7%, nos aeroportos europeus de 9% e nos portugueses de 18%, ou seja, o nosso crescimento é hoje o dobro do crescimento médio nos aeroportos europeus.”

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“A riqueza e diversidade de culturas locais e regionais faz parte da identidade nacional dos países e é fundamental na atração turística”. Foi com esta premissa que Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros deu início ao primeiro painel, daquela que é já a 29.ª edição do Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que decorre em Coimbra, entre 15 e 17 de novembro.

O auditório do Convento São Francisco encheu-se para ouvir atentamente os oradores deste primeiro painel: Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo; Márcio Favilla, executive director for Operational Programmes and institutional Relations da Organização Mundial de Turismo e Sofia Colares Alves, chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal.

Sob o tema “Descobriram Portugal. E Agora?!”, o congresso levado a cabo pela AHP – Associação de Hotelaria de Portugal, começou por debater questões como afirmar e promover as regiões no quadro nacional, o posicionamento da Europa, bloco económico e político e cultural perante os demais continentes; que desafios comuns enfrentamos e que cooperação e políticas comuns são gizadas que têm impacto no Turismo.

“Diz-se que vivemos um efeito de moda e aparecemos como um oásis de segurança, que contrasta com os nossos vizinhos, mas a verdade é que o aumento do Turismo em Portugal não é justificado por estas razões, mas sim pelo cosmopolitismo e os recursos naturais que o país apresenta”, sublinhou Augusto Santos Silva, esta quinta-feira, 16 de novembro, acrescentando que a “diversidade de oferta existente” com poucos quilómetros de distância entre si tem ajudado neste aumento.

“É preciso não depreciar o esforço enorme que o país e os empresários fizeram nestes últimos anos, modernizando as infraestruturas para que a hotelaria seja atrativa, a qualidade dos recursos humanos que hoje existe no mercado e a capacidade de atrair novos produtos e vivências”, foram algumas das causas apresentadas pelo governante, que relembrou ainda que o Turismo “vale hoje 7% do nosso PIB e 8% do emprego; foram criados só este ano mais de 50 mil postos de trabalho líquido neste sector”.

Augusto Santos Silva referiu ainda a necessidade de contrariar a ideia de “que temos Turismo a mais”, sublinhando que há uma “margem de crescimento do turismo que é preciso valorizar. Precisamos do Turismo para que o tecido empresarial não regresse ao panorama que foi vivido há uns anos com a crise.”

O ministro dos Negócios Estrangeiros frisou ainda a necessidade de se centrarem em três pilares: Economia, Cultura e Internacionalização, acrescentando existir já “algum trabalho feito e outro está em curso, mas é preciso que continue e se consolide”.

Para o governante existem cinco linhas de ação que deverão ser tidas em conta, nomeadamente “tirar todo o partido dos valores dos ícones que projetam hoje Portugal no mundo. Há pessoas e expressões muito próprias associadas à projeção do país”, dando ainda exemplo de vários nomes de portugueses que hoje ocupam lugares cimeiros.

Valorizar a paz, segurança e inovação dos serviços; a forma como se ligam os mercados turísticos e as relações bilaterais; a valorização do Património quer material quer imaterial e ainda a língua portuguesa foram as restantes linhas de ação apontadas por Augusto Santos Silva.

Como combater excessos do crescimento turístico

Encontrar novas formas de levar as pessoas a descobrirem outros pontos do país foi uma das razões apontadas por Ana Mendes Godinho como uma das formas de dispersar o turismo nas grandes cidades.

Moderado por Ricardo Costa, diretor-geral de Informação do Grupo Impresa, o painel relembrou as queixas atuais do “excesso” de turistas em Lisboa e Porto e da falta de transportes e habitação que se começa a sentir.

A SET começou por relembrar como era Lisboa há dez anos, afirmando que o Turismo tem ajudado as cidades a reabilitarem-se, criando também mais segurança, negando que “estamos longíssimo da sobrecarga”. A responsável pela pasta do Turismo avançou ainda que estão a ser estudadas soluções para uma maior sustentabilidade no sector. “Queremos que 90% da população esteja satisfeita com o progresso no turismo. Lançámos o repto para a sociedade civil e para as câmaras municipais para anteciparmos problemas e sabermos agir sobre eles”.

Já Márcio Favilla, frisou o facto de o atual panorama que se vive em Portugal em termos turísticos ser um trabalho que tem vindo sendo feito ao longo dos anos, que lhe tem permitido agora colher os frutos. O mesmo responsável acredita que nos próximos anos vai continuar a verificar-se um aumento no Turismo, muito devido à capacidade económica das pessoas, que lhes permite viajar.

Em termos de crescimento mundial, o responsável da OMT refere que a Ásia vai continuar a crescer nos próximos 15 anos. China, Índia, Rússia e até o Brasil são mercados que têm vindo a crescer e que assim se manterão e nesse sentido Márcio Favilla acredita que a Europa vai continuar a ser um destino preferencial no mundo, até porque segundo o mesmo, “o Continente continua a ser uma referência a nível mundial”.

“Todas as crises são oportunidades e Portugal soube tirar oportunidades no Turismo”, começou por dizer Sofia Colares Alves, realçando que a Primavera Árabe e o surgimento de novos modelos económicos e de plataformas digitais foram algumas delas.

Comunicação digital pode ser solução

“Neste momento temos um modelo de promoção misto, o que eu sinto é que temos de garantir uma informação mais diária do que aquela que está a acontecer atualmente no país. Esta articulação com as regiões de turismo está a funcionar em termos de feiras, mas em termos digitais podemos melhorar”, ressalvou Ana Mendes Godinho, cuja solução passa por “a informação digital estar ao dispor das regiões, nesse sentido estamos a tentar criar um modelo”.

A governante deu ainda como exemplo o Visit Portugal que já tem 10 milhões de visitantes: “A ideia é que esta plataforma não fosse só de oferta turística, mas também de venda, ou seja deveríamos ter uma oferta integrada que permitisse ao visitante comprar logo aquilo que lhe estamos a propor”.

Recursos humanos são um problema

O crescimento do Turismo em Portugal traz consigo uma outra preocupação para Ana Mendes Godinho, a falta de mão de obra qualificada, que confessa ser o assunto que mais tem ouvido nos últimos tempos.

“Entre 2015 e 2017 temos mais de 70 mil novas pessoas a trabalhar no Turismo. A aposta na formação neste momento é total, pois as nossas escolas de Turismo apenas garantem 3.000 pessoas e não conseguem dar resposta ao mercado. O nosso objetivo é que nos próximos 10 anos consigamos passar dos atuais 30% de pessoas qualificadas no sector para as 60%”, disse ainda.

A SET relembrou ainda os programas em curso no Algarve para promover relações duradouras com os colaboradores naquela região, mas também um programa para a formação e reconversão de outras atividades, de pessoas mais velhas que queiram trabalhar no turismo.