Turismo de Portugal centra estratégia de promoção em todas as regiões do...

Turismo de Portugal centra estratégia de promoção em todas as regiões do Brasil

0

O Turismo de Portugal está presente na 46ª edição da ABAV Expo, a maior feira de turismo do Brasil, que está a decorrer até à próxima sexta-feira, dia 28 de setembro, com um dos maiores stands do certame.
Bernardo Cardoso, representante do Turismo de Portugal naquele país, afirmou, em declarações à VIAJAR, que a promoção de Portugal no Brasil “está ótima” e isto apesar de este ser um ano de grandes diferenças cambiais no país. “Apesar de num ano tão difícil como este, que começou com expetativas fantásticas, e que, infelizmente, têm diminuído com as alterações cambiais que têm acontecido aqui no Brasil, não diminuímos a nossa presença [de promoção do destino Portugal no Brasil] e mantemos crescimentos a cima dos dois dígitos, situando-se atualmente em mais de 11,5% de crescimento”, avançou o responsável, que na sua opinião significa que “se mantém a vontade de viajar do brasileiro” e refere que este crescimento não é ainda maior porque “as indecisões políticas pelas quais o Brasil está a passar estão a provocar estas alterações que levam o brasileiro a resfriar esse seu desejo e vontade de viajar”.
Em termos estratégicos, Bernardo Cardoso adianta que o Turismo de Portugal nunca esteve “tão bem” no país de Vera Cruz e continuam a trabalhar o país centrados numa “visão global”. “Estamos a ir a quase todas as cidades fazer promoção, o que demonstra a nossa cada vez maior vontade de falar de Portugal”, disse, frisando que “as regiões com voos diretos de e para Portugal são claramente um foco, mas há outros destinos para os quais a TAP não tem voos diretos que são igualmente importantes de trabalhar”. Como exemplo deu o caso de Curitiba, por ser “um dos maiores mercados brasileiros” e no qual têm “foco de promoção”.
O que o Turismo de Portugal “tem pretendido e conseguido fazer no Brasil é, em primeiro lugar, mostrar um Portugal como um todo”, e não apenas Lisboa e Porto. “Temos feito muita capacitação, criando novos produtos, como foi o caso do “Portuguese Trails”, centrado em passeios de bicicleta, assim como outros mais direcionados ao surf, vinhos ou cultura. Esta diferenciação é o nosso trunfo e é isso que temos que mostrar aos operadores brasileiros. Queremos mostrar que Portugal tem uma oferta de produtos tão diversificada que cada viagem pode ser uma novidade”, mencionou o representante do Turismo de Portugal.
Ainda para este ano têm programado fazer promoção em “mais de uma dúzia de cidades do Brasil, entre cidades grandes e mais pequenas, de norte a sul, de este a oeste do país, como é o caso de Brasília, Blumenau, Florianópolis e Porto Alegre”.

Baixa presença das regiões portuguesa na 46ª edição da ABAV 

Nesta 46ª edição da ABAV estão apenas presentes três regiões de turismo portuguesas, ou seja, o Alentejo, Lisboa e Porto e Norte, tendo as restantes cinco optado por não estarem presentes. Segundo Bernardo Cardoso, o crescente interesse do turista brasileiro por Portugal está a fazer com que as regiões achem que “já não vale a pena apostarem no destino” dado este mercado já estar garantido. “O mercado brasileiro, por exemplo, para as regiões do Porto, Centro ou Alentejo já está classificado como o segundo ou terceiro mercado [internacional] e sempre com crescimentos a cima da média”, frisou. O responsável acrescentou ainda que teria ficado “muito feliz se todas tivessem decidido participar”, incluindo as ilhas, devido à “grande apetência dos brasileiros para com a ilhas portuguesas”. No entanto, no que toca aos arquipélagos portugueses, e referindo-se sobretudo aos Açores, o profissional considera que tem que haver uma outra forma de olharem para este mercado. “Se não considerarem este um mercado potencial, nós pouco ou nada podemos trabalhar sem que eles o desejem. O nosso trabalho também depende um pouco do trabalho das regiões”, concluiu.

 

* A VIAJAR está presente na ABAV Expo 2018 a convite da TAP e da organização do evento

SEM COMENTÁRIO

Leave a Reply