AHP pressupõe que faltem 15 mil trabalhadores no setor da hotelaria em Portugal

Com a hotelaria a sentir-se, cada vez mais, com a falta de recursos humanos, a AHP – Associação da Hotelaria de Portugal decidiu fazer um inquérito junto dos seus associados para tentar perceber até que ponto e em que áreas mais se sente esta escassez de mão de obra.

Embora as conclusões sejam ainda preliminares, Cristina Siza Vieira, afirmou, ao final da tarde, em conferência de imprensa, no primeiro dia do congresso da associação, que se realiza até dia 12 de novembro, no Algarve, que os inquiridos demonstram que são necessários cerca de sete mil trabalhados. No entanto, tendo em conta que a mostra recaiu em pouco mais de 400 unidades hoteleiras, ou seja, cerca de 50% dos associados da AHP, num universo de 35 mil camas, o presidente da associação, Raul Martins, defende que o número de trabalhadores em falta poderá na realidade ser de mais de 15 mil.

“As principais áreas apontadas por dois terços dos respondentes são receção, mesa e cozinha. A seguir surge os andares [housekeeping]”, adiantou a vice-presidente da AHP, afirmando ainda que “a distribuição no território não é idêntica, dado a região de Lisboa apontar também carências nos departamentos administrativos, recursos humanos e manutenção. Já na região Norte, o Spa surge em primeiro”.

Os recursos humanos será um dos temas em destaque do congresso e Cristina Siza Vieira deixa o alerta: “Já não são tanto os trabalhores que têm de se adaptar às empresas, mas sim as empresas que se têm de adaptar aos trabalhadores. Não é apenas uma questão de volume mas de adaptação aos novos tempos”.

Raul Martins considerou ainda que o futuro poderá passar por contratar profissionais noutros países e até mesmo em outros continentes.

Sílvia Guimarães, no 32º Congresso da Hotelaria e Turismo, a convite da AHP

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