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Congresso AHP: “Espaço aéreo, limitação de estacionamento e terminal” são principais constrangimentos do aeroporto de Lisboa

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A questão do sistema aeroportuário no aeroporto de Lisboa, tem na opinião de Carlos Lacerda, presidente da Comissão Executiva da ANA Aeroportos, três pontos de constrangimento: Espaço aéreo, limitação de estacionamento de aviões e o terminal. Ideias avançadas pelo responsável durante o segundo painel do 29.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que decorre no Convento de São Francisco, em Coimbra, de 15 a 17 de novembro.

Com o tema “A condição periférica de Portugal. Os desafios do transporte aéreo”, que contou com a moderação de António Trindade, CEO do Porto Bay Hotel & Resorts e a participação de Abílio Martins, vice-presidente de Marketing e Comunicação da TAP Portugal, Javier Gandarra, diretor-geral da EasyJet e Francisco Teixeira, diretor-geral da Melair, a questão do esgotamento da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado foi um dos temas que mais atenção teve por parte da plateia.

Carlos Lacerda explicou que o primeiro aspeto de constrangimento daquela infraestrutura tem a ver com o espaço aéreo: “Lisboa tem quatro bases militares à volta da Portela, duas a norte (Alverca e Sintra) e duas a sul (Montijo e Alcochete) e estas têm limitações do espaço aéreo de Lisboa”.

“Mas, mesmo que o espaço aéreo seja libertado é necessário, que haja capacidade de controlo aéreo”, avançou ainda o mesmo responsável, acrescentando que a ANA está a dialogar com a NAV e a Força Aérea: “Posso dizer-vos que o diálogo tem sido construtivo e positivo e a minha convicção é que teremos uma boa solução para a região de Lisboa e de uma forma geral para o País, mas mais do que isso queremos uma solução que defenda a importante missão que a Força Aérea tem em Portugal. Penso que tenhamos condições para que consigamos fazer uma boa convergência de todos os objetivos de todos os intervenientes.”

Um segundo aspeto, conforme adiantou o presidente da Comissão Executiva da ANA Aeroportos, prende-se com a limitação de estacionamento: “Ou seja, se tivermos muito espaço aéreo e muitos aviões a aterrar e a levantar no aeroporto, temos de ter espaço para esses aviões estacionarem.”

O terceiro aspeto, segundo Carlos Lacerda tem a ver com a infraestrutura aeroportuária e aí a ANA já está a fazer investimentos.

“Como sabem estimamos que no prazo de quatro anos o aeroporto do Montijo possa estar operacional, ou seja em 2022, mas até lá o que vamos fazer? Não temos capacidade para crescermos?”, questionou o mesmo responsável, respondendo em seguida.

“Nós achamos que há capacidade para crescer em Lisboa, precisamos é de mais espaço aéreo e que o plano de contingência para aumentarmos a capacidade de estacionamento seja colocado em operação e relativamente ao terminal é uma situação que não nos preocupa, porque os investimentos estão a decorrer. Estão todos aprovados pelo nosso acionista, vamos ter mais portas Schengen, vamos ter maior fluidez no controlo de segurança e vamos ter uma zona ampla no check in. O que é que precisamos? De espaço aéreo. Deem-nos o espaço aéreo e nós conseguimos crescer o número de passageiros em Lisboa”, garantiu Carlos Lacerda.

Durante a sua intervenção, o responsável da ANA Aeroportos relembrou que os aeroportos geridos por aquela entidade têm sofrido grandes crescimentos nos últimos anos, após a privatização da mesma.

“A ACI – Aeroport Concil International avança que o número de passageiros nos aeroportos teve um crescimento médio este ano acumulado até agosto nos aeroportos a nível mundial de cerca de 7%, nos aeroportos europeus de 9% e nos portugueses de 18%, ou seja, o nosso crescimento é hoje o dobro do crescimento médio nos aeroportos europeus.”

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