“Património – história ou negócio?”

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Nos últimos dias tem-se instalado a polémica sobre qual o uso a dar ao património material abandonado e/ou em ruínas, nomeadamente, no que respeita à sua requalificação e/ou reconversão para efeitos turísticos.

Tem sido noticiado que nunca se venderam tanto edifícios, leia-se, palácios, palacetes e outros com história, e a que que muitos atribuem à “recente” descoberta de Portugal pelos estrangeiros – o que facilmente se explica, dado ser este um mercado onde encontram bons preços comparativos, que acumulam com benefícios fiscais. Muito deste património, durante anos fechado, é agora reconvertido em condomínios de luxo, em restaurantes, em bares e lojas. Sendo parte dele propriedade privada, outro existe que é público, o que, com os recentes constrangimentos trazidos pela crise, se vê sem soluções viáveis para a sua manutenção e/ou reconversão.

O próprio Governo tem mostrado estar atento a este fenómeno, procurando dar solução com a aplicação de uma medida a que chama de Valorização do Património Cultural e Natural. Esta tem como principal objetivo a identificação e divulgação, a potenciais investidores, do património público existente, com vocação turística, propondo-se a criação de um portfólio com os principais ativos do território, de modo a tornar possível a sua divulgação, e de forma a possibilitar a sua reabilitação e utilização para efeitos turísticos.

De acordo com o Expresso, na sua edição de 8 de março de 2016, só no Portal do BPIExpessoimobiliário, estão atualmente à venda 186 palácios, palacetes e solares em todo o país, com preços que vão até aos 50 milhões de euros (Lisboa concentra 103 do total destes imóveis, seguida do Porto com 20. Dá igualmente nota de que as zonas mais procuradas, nestas duas cidades, são as zonas históricas.

Numa primeira leitura, quando se propõe dar solução a um património em avançado estado de ruína e abandono, para o fim específico do turismo (ou outro), esta parece ser uma excelente medida, tanto em termos culturais como económicos.

Leia o artigo completo na Edição de Abril (nº 348) da revista VIAJAR – Disponível online

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