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Francisco Calheiros

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São quatro os desafios apontados por Francisco Calheiros , presidente da Confederação do Turismo de Portugal, ao desenvolvimento do turismo no país.

O responsável, que falava durante o 31º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, que se realiza em Viana do Castelo, identificou o aeroporto de Lisboa como sendo o primeiro desses desafios. Para Francisco Callheiros este tema “já leva mais de 50 anos de discussão pública e que agora tem finalmente condições para avançar. O parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente à solução do Montijo retira qualquer fundamentação aos seus opositores” e deixou presente que ” não podemos é esperar por mais estudos e pareceres, nem analisar outras soluções, já muito analisadas e discutidas”.

Como segundo desafio, o presidente da CTP elegeu a falta de recursos humanos e questionou “como contornar esta ameaça?”, ao que respondeu “com mais e melhor qualificação profissional; com mais especialização e reforço da formação; com programas de reconversão para novas competências; com recurso a canais de circulação de trabalhadores de outros estados da União Europeia e não só; e também com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores no domínio da retribuição, benefícios sociais e motivação”.

Na terceira posição colocou a “reforma de Estado” ou a “urgência de avançar para uma verdadeira reforma de Estado que conduza à melhoria e sustentabilidade futura do sistema da Segurança Social, Saúde, Justiça e Ensino.

Como último desafio, Francisco Calheiros identificou a crise demográfica. “Já somos o terceiro país com menos crianças e jovens até aos 15 anos e um dos países da Europa com menos filhos por mulher em idade fértil. O Eurostat renovou recentemente as projeções que indicam que Portugal será, em 2050, o país mais envelhecido da Europa. No final do século em cada 100 jovens haverá o triplo de idosos. O impacto desta crise demográfica na economia nacional pode superar as nossas piores expetativas. Estamos, pois, perante uma urgência nacional”, concluiu.

*A VIAJAR MAGAZINE em Viana do Castelo a convite da AHP

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É esta a opinião do presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), que abriu, esta manhã, o segundo e último dia do 30º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal.

Francisco Calheiros começou por direcionar a sua intervenção para o tema do congresso: “Turismo: Que Futuro Queremos?”. Para o dirigente “esta pode ser a pergunta para um milhão de euro”, mas afirma encará-la como “a pergunta para um milhão de desafios. Porque são muitos aqueles que nos esperam”.

O presidente da CTP relembrou os congressistas que “nos últimos quatro anos, o Turismo tem crescido a um ritmo verdadeiramente impressionante, como não há memória no nosso país”, frisando que “de 42 milhões de dormidas em 2013”, Portugal passou para “57 milhões em 2017”, num “aumento de 36% em apenas quatro anos”. E disse mais: “os 9 mil milhões de euros de receitas em 2013 subiram para 15 mil milhões em 2017. Um acréscimo de 67%. Só os empregos diretos no Turismo atingiram, em 2017, os 8,5% do total de emprego em Portugal. O contributo direto do Turismo para o PIB e para as exportações globais chegou aos 6,8% e aos 22%, respetivamente, no ano transato”.

Apesar de todos estes números e acréscimos positivos, Francisco Calheiros alerta: “o Turismo em Portugal atingiu um pico de expansão, que nos obriga a olhar o futuro com responsabilidade e precaução”.

O responsável assegura que “já não se trata apenas de continuar a captar mais turistas para o nosso país, o que de resto não é tarefa menor”. Acredita que é fundamental “assegurar ao Turismo a necessária sustentabilidade, reputação, qualidade, diversidade, inovação e criatividade”.

Para o dirigente o novo aeroporto de Lisboa é condição fundamental para o setor continuar a crescer e apontou o dedo ao primeiro-ministro, António Costa, de faltar ao compromisso, estando sempre a adiar uma conclusão definitiva para o processo do Montijo. “Na IV Cimeira do Turismo, em Setembro último, o Primeiro-Ministro garantiu que ‘aguardava unicamente a decisão em matéria de impacto ambiental para poder tornar a decisão da Portela + Montijo absolutamente irreversível’”, relembrou os presentes.

OE 2019 falha propósito

Calheiros defende ainda que “os Orçamentos de Estado (OE) têm, de uma vez por todas, que refletir a importância do Turismo para o desenvolvimento socio-económico do país”, dizendo que “infelizmente” o OE para 2019 também “falhou este propósito”.

Na sua opinião “as medidas de apoio às empresas e de estímulo ao investimento privado ficaram muito aquém das expectativas”, também a “sobrecarga fiscal manteve-se muito penalizadora para as empresas, deixando-lhes pouca folga para investir e para crescer num enquadramento a médio e longo prazo”. Por outro lado, considera que neste OE “não avançaram medidas essenciais para a atividade como a reposição da taxa de IVA nos 6% para o golfe e a dedução ou o reembolso integral do IVA suportado com as despesas inerentes ao segmento MICE”.

Francisco Calheiros afirma mesmo que “há cada vez mais Turismo na Economia e cada vez menos Turismo no Orçamento de Estado”.

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“Consolidar a força do Turismo na atualidade” e “prepará-lo para o futuro” são os grandes objetivos da CTP para o novo mandato que agora inicia, para o triénio de 2018-2021. As palavras foram de Francisco Calheiros, reeleito presidente da confederação, durante o seu discurso de tomada de posse, que decorreu esta segunda-feira, dia 23 de abril, em Lisboa, e que contou com a presença do primeiro-ministro António Costa e de outros elementos do governo.
Segundo o recém-empossado, “o futuro do Turismo não está assegurado” e justificou a sua afirmação dizendo que “como todas as atividades económicas, está sujeita a ciclos: de prosperidade, de recessão e de retoma”.
Para o responsável, neste momento, o crescimento sustentado do Turismo em Portugal tem a ver com sete eixos de atuação que considera “estratégicos e prioritários” e que permitirão atribuir as “atenções redobradas” que este setor necessita.
Francisco Calheiros evidenciou que o primeiro eixo tem a ver com os Transportes e Acessibilidades, dando ênfase ao Aeroporto de Lisboa e aos atrasos na construção do segundo aeroporto da região no Montijo.
“Diz-se que falta o estudo de impacto ambiental, que há a possibilidade de subida do nível médio do mar e que até o Cristo Rei pode constituir um entrave às aterragens. Diz-se demasiado. Há muito ruído, para apenas uma certeza: como está, não pode continuar. Não contem com a CTP para adiar mais esta ameaça ao Turismo e ao País”, afirmou, apontando o dedo ao governo e dirigindo-se diretamente a António Costa.
A Legislação Laboral foi o segundo eixo apontado por Francisco Calheiros. Neste caso referiu que o Turismo tem um grande entrave anual à sua atividade, a sazonalidade, facto que “as outras atividades não têm”, o que justifica “um tratamento específico ou adaptado no domínio das relações laborais, ou, no mínimo, algum bom senso sobre as alterações a efetuar”.
Como terceiro eixo elegeu a Fiscalidade, frisando que “não é possível concorrer com destinos turísticos com caraterísticas semelhantes às nossas e ganhar quota mundial, sem uma política fiscal justa e moderada, que garanta, pelo menos, condições de igualdade face aos outros concorrentes”. Assim sendo, exigiu “um modelo de mercado com custos menores para as empresas”.
Já o quarto eixo deste novo mandato da CTP adiantou ser os Recursos Humanos, exigindo um sistema de ensino nacional que esteja “preparado para formar não só em quantidade, mas sobretudo em qualidade”. O dirigente adiantou ainda que a CTP irá dar mais ênfase ao seu Programa de Formação-Ação “Melhor Turismo 2020”, dando “mais apoio às entidades promotoras no desenvolvimento e conclusão dos seus projectos e com mais monitorização e avaliação dos projectos para maximizar os resultados”.
Como quinto eixo a confederação escolheu a Competitividade e exige que, no que respeita aos programas de financiamento e capital de risco, os instrumentos financeiros especializados para apoiar o Turismo venham a ser “repostos”, sendo que “nenhum dos sectores produtivos do turismo fique excluído do universo das medidas, dos beneficiários, e dos projectos a implementar”.
Como penúltimo eixo, Francisco Calheiros garantiu que a CTP irá reforçar a sua presença em órgãos associativos nacionais e internacionais.
Já, por último, como sétimo eixo, a Confederação do Turismo Português pretende “desenvolver as bases teóricas para a criação da Confederação Europeia do Turismo”. “O Turismo representa cerca de 10% do PIB na Europa. É o terceiro maior sector na economia da União Europeia e estima-se que dê emprego a cerca de 17 milhões de pessoas. Não é admissível que o Turismo não ocupe no espaço europeu o correspondente peso que representa no crescimento económico e social, no reforço da inclusão social e na preservação natural e cultural”, frisou o presidente da CTP.
Francisco Calheiros é presidente da CTP desde 2012 e começa agora o seu terceiro mandato.

Fique a conhecer os novos Órgãos Sociais da CTP para o triénio 2018-2021:

CONSELHO DIRECTIVO

PRESIDENTE: Francisco Calheiros (APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo)

VICE-PRESIDENTE: Elidérico Viegas (AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve)
VICE-PRESIDENTE: Raúl Martins (AHP – Associação da Hotelaria de Portugal)
VICE-PRESIDENTE: Carlos Moura (AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal)
VICE-PRESIDENTE: Jorge Armindo Teixeira (APC – Associação Portuguesa de Casinos)
VICE-PRESIDENTE: Rodrigo Pinto de Barros (APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo)
VICE-PRESIDENTE: Vítor Costa (ATL – Associação Turismo de Lisboa – Convention and Visitors Bureau)
VOGAL: José Luís Arnaut (ANA – Aeroportos de Portugal, S.A.)
VOGAL: António Marques Vidal (APECATE – Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos)
VOGAL: Paulo Moura (ARAC – Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis sem Condutor)
VOGAL: António Loureiro (Galileo Portugal, Lda.)
VOGAL: Manuel Proença (Hoti Hotéis, SGPS, S. A.)
VOGAL: Antonoaldo Grangeon Trancoso Neves (TAP, Transportes Aéreos
Portugueses, S. A)

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

PRESIDENTE: José Castelão Costa (Sociedade Grupo Pestana, SGPS, S. A)
VICE-PRESIDENTE: Francisco Coelho (Associação Turismo dos Açores – Convention and Visitors Bureau)
VOGAL: Adília Lisboa (ARHCESMO – Associação Regional da Hotelaria de Cascais, Estoril, Sintra, Mafra e Oeiras)

CONSELHO FISCAL

PRESIDENTE: Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé – Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S. A.)
VICE-PRESIDENTE: Sérgio Miguel Sousa Gonçalves (ACIF – Associação Comercial e Industrial do Funchal – Câmara de Comércio e Indústria da Madeira)
VOGAL: Francisco Lopes (Minor Continental Portugal, S.A.)

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Francisco Calheiros renova o seu mandato enquanto Presidente da Confederação do Turismo Português na próxima segunda-feira, dia 23 de Abril, às 18 horas, no Ritz Four Seasons Hotel Lisboa.

A cerimónia contará com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa; do Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira; do Ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva; da Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho; do Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias; do Secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, e do Secretária de Estado da Agricultura e da Alimentação, Luís Medeiros Vieira.

A lista encabeçada por Francisco Calheiros para liderar a Confederação do Turismo Português, em representação da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, foi eleita no dia 26 de março, para o mandato 2018-2021.

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A Confederação do Turismo Português (CTP) assinalou esta quarta-feira, 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo com a apresentação de o projeto “Turismo em Movimento – Roteiro para a Competitividade”, desenvolvido em parceria com a PwC, para alcançar novas condições de competitividade do Turismo em Portugal.

Este roteiro, que já tinha sido lançado na III Cimeira do Turismo no ano passado, foi agora apresentado no The Yeatman Hotel, em Vila Nova de Gaia, num evento que contou com as presenças do Primeiro-Ministro, António Costa, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral e a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, entre outras personalidades.

“Prestes a entrar no último trimestre, já podemos garantir sem pecar por excesso que 2017 ficará para a história como o ano em que o Turismo cresceu em todos os indicadores – dormidas, hóspedes, proveitos, regiões, mercado interno e mercado externo. E a região Porto e Norte é um extraordinário exemplo desse sucesso. Os últimos dados do INE indicam que a região regista, em valores acumulados a julho, 2 milhões e 272 mil hóspedes e mais de 4 milhões dormidas, o que representa um aumento de 8,2% face ao ano anterior”, começou por frisar Francisco Calheiros, presidente da CTP.

Este roteiro foi desenvolvido ao longo dos primeiros oito meses deste ano, envolvendo a CTP e PwC com os principais stakeholders das sete regiões de Turismo, em debates realizados nas referidas regiões.

“O que pretendemos com este roteiro é contribuir para a implementação de estratégia nacional para o Turismo, a partir de uma base de trabalho sólida, sistematizada e desenvolvida em diálogo permanente com os agentes nacionais e regionais”, sublinhou Francisco Calheiros, durante a apresentação do projeto, acrescentando que o Turismo “é uma atividade económica essencial ao desenvolvimento da sociedade e, como tal, exige uma política que lhe garanta competitividade e sustentabilidade. E essa política só será bem-sucedida se resultar de um processo de trabalho participativo e mobilizador, que envolva e concilie realidades nacionais e regionais.»

O roteiro identificou os principais desafios nacionais e regionais que se colocam à atividade turística. Entre os primeiros está a necessidade de reforçar o Turismo na macroestrutura do Estado, de aprofundar a participação dos privados nas decisões públicas e de apostar na formação e requalificação dos recursos humanos, de forma a constituir um ativo diferenciador e decisivo para a qualidade e autenticidade da experiência do turista.

A evolução para um sistema com custos menores para as empresas, com mais transparência, equidade e justiça na definição de taxas, desburocratização e desmaterialização dos processos, estão também entre as necessidades mais urgentes para tornar as empresas mais competitivas.

“O roteiro permite também concluir que o crescimento do Turismo no nosso país impõe um novo modelo de Governance que não se limite à gestão da atividade, mas que a liberte de constrangimentos e potencie toda a sua capacidade de gerar emprego e riqueza – para a CTP, isso só é possível com a criação de um Ministério de Turismo”, afirma Francisco Calheiros.

“Temos margem para crescer nos principais países emissores e, mais ainda em mercados de grande dimensão como os EUA, a China, o Japão e a Coreia. Falta-nos uma solução definitiva para garantir mais ligações aéreas, dado que o Aeroporto de Lisboa se encontra no limite da sua capacidade. Não podemos esperar mais nem adiar um problema que põe em causa o esforço e os muitos milhões de euros que foram investidos no Turismo”, disse ainda o mesmo responsável.

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Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) recebeu, esta quarta-feira, na sede da CTP, em Lisboa, Georges Dassis, presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), órgão consultivo que representa as organizações de trabalhadores, de empregadores e de interesses diversos (agricultores, consumidores, ambientalistas, famílias, organizações não governamentais, etc.) de todos os países da União Europeia.

Os desafios que se colocam hoje ao Turismo na Europa, nomeadamente, no que se refere à segurança e à liberdade de circulação dos cidadãos europeus, foi o tema principal da agenda de trabalho, que incluiu também a importância dos mercados dos EUA, China e Japão para o crescimento do turismo europeu, ponto de convergência entre o CESE e a CTP.

No final da reunião, o Presidente do CESE convidou a CTP para uma visita à sua sede, em Bruxelas, para participar num debate alargado sobre o Turismo com outros elementos deste comité, que integra 350 membros de 28 estados da União Europeia.

 

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A TAP distinguiu esta terça-feira, no Convento do Beato, em Lisboa, uma vez mais, com o galardão TOP TAP, os tour operadores e agentes de viagens que obtiveram o maior volume de vendas dos voos da transportadora aérea nacional em Portugal e no Brasil.

Fernando Pinto, CEO da companhia aérea, presidiu à cerimónia, que contou ainda com a presença de David Neeleman, em representação da nova administração da TAP, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, Francisco Calheiros, o presidente da CTP, representantes dos diversos operadores turísticos e agências de viagens premiados durante a noite, e a equipa de vendas da TAP tanto em Portugal como no Brasil.

Lista de vencedores:

 

TOP TAP 2015 em Portugal

1º – Springwater Tourism

2º – Abreu

3º – Geostar

4º – Travel Store

5º – Viajes El Corte Inglés

 

TOP TAP Região Norte de Portugal

1º – Cosmos

2º – Alive

3º – Nortravel

 

TOP TAP Região Centro Sul de Portugal

1º – Escalatur

2º – TUI

3º – Wide Travel

 

TOP TAP 2015 no Brasil (por ordem alfabética)

Advance / Rextur

CVC

Decolar

Esferatur

Flytour

 

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A Confederação do Turismo Português (CTP) e o Millennium BCP vão reunir empresários do Turismo, investidores, empreendedores, CEO’s e diretores financeiros na sessão “Soluções de Capitalização e Financiamento para as Empresas Turísticas”, a realizar amanhã, dia 15 de Abril, pelas 9h00, no Auditório do Millennium BCP, Rua do Ouro, n.º 130, Lisboa.

O evento conta com a participação da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, do presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, do presidente da CTP, Francisco Calheiros, entre outros, e destina-se a debater soluções em aberto de financiamento das empresas do setor do Turismo.

 

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O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, a secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, e a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, estiveram esta segunda-feira reunidos com empresários do setor do Turismo para debater os problemas que afetam atualmente a atividade das empresas turísticas no âmbito do SIMPLEX +.

A abrir a sessão, realizada na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, Francisco Calheiros referiu a importância do programa criado para simplificar a vida dos cidadãos e empresas: «Em boa altura, o Governo decidiu recuperar o SIMPLEX+. Diria mesmo que se há setor que tem demasiada burocracia e custos de contexto é o do Turismo».

Na sessão, foram discutidos temas como a norma transitória que permite a abertura dos empreendimentos turísticos, a necessidade de uma maior articulação entre entidades a quem os empresários devem enviar informação, as obrigações das entidades patronais, a regulamentação do alojamento local, a resolução alternativa de litígios, os contratos de rent-a-car, os contratos a termo, controlo de fronteiras, direitos de autor e direitos conexos, regras para a atividade marítimo-turística, etc.

Graça Fonseca, que no início do encontro referiu que «o que nos interessa é mudar aquilo que os cidadãos e empresários querem mudar», ouviu atentamente os comentários dos presentes, prometendo para o mês de maio um SIMPLEX+ com «medidas que constituam respostas aos problemas que nos têm sido apresentados». Ana Mendes Godinho mostrou abertura e empenhamento em continuar a acompanhar os problemas que afetam o setor.

Lançado em 2006, o SIMPLEX + regressa este ano numa nova versão a apresentar pelo Governo, depois de ouvir cidadãos, empresas e associações num périplo por Portugal Continental e Regiões Autónomas iniciado em Janeiro.

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Por Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português

Em janeiro último, durante a apresentação à imprensa dos resultados de 2015 do Turismo mundial, Taleb Rifai, secretário-geral da OMT afirmou que «é fundamental para os países promover políticas que promovam o crescimento contínuo do turismo, incluindo a facilitação de viagens, desenvolvimento de recursos humanos e sustentabilidade».

Ou seja, o crescimento do setor que registou em 2015 um recorde de 1.184 milhões de passageiros internacionais – que representa um incremento de 4,4% relativamente ao ano anterior e o sexto ano consecutivo de crescimento superior à média – não significa deixar de investir numa indústria essencial ao desenvolvimento socioeconómico mundial.

Como diz, e bem, Taleb Rifai é fundamental continuar a promover políticas de crescimento para o turismo. Como todos sabemos, em Portugal, este setor tem tido um peso muito relevante na economia, não só porque se assume como uma janela de oportunidade para a continuação e desenvolvimento de negócios em várias áreas, detendo uma grande influência nos grandes indicadores estatísticos, como também pela própria dinâmica empresarial que encerra.

Por outro lado, nos últimos anos temos vindo a assistir ao aparecimento de grandes grupos económicos ligados à atividade, sobretudo nos setores das agências de viagens e hotelaria, fruto do crescimento orgânico de algumas empresas, a par da entrada de outros, por política de aquisições, provenientes de diversas áreas da economia. Isto para já não falar do estabelecimento no nosso país de empresas estrangeiras de dimensão internacional, denominadas de “bandeira”.

Esta dimensão económica do setor é aquela que resulta da consolidação de alguns destinos que paulatinamente se vai efetuando. É a consequência de uma política de promoção externa com cada vez mais participação dos privados. É o resultado do trabalho árduo dos empresários, que suportaram com verdadeiro estoicismo empresarial e com uma resiliência e adaptação por demais evidente, todas as contrariedades e adversidades destes anos de crise económica.

Chegados aqui, importa agora olhar para o futuro. Tenho a convicção clara e inequívoca de que o desenvolvimento do setor depende de três vértices: competitividade, financiamento e investimento.