Congresso AHP: CTP defende maior capitalização das empresas um Governo que as ouça

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), é fundamental e urgente a existência de um plano que preveja um investimento superior a 6 mil milhões de euros, dos quais 4 mil milhões sejam para investir nas empresas.

“Não podemos continuar na incerteza de saber quando as empresas estarão verdadeiramente capitalizadas. Não podemos continuar a ver unicamente o reforço de poucos milhões, vindos de medidas que já estavam a ser implementadas e que mais não são do que paliativos”, disse o responsável, adiantando que “há medidas fundamentais de capitalização das empresas, instrumentos financeiros para a capitalização das empresas que não saíram do papel e que devem ser prioridade absoluta de um próximo Governo”.

Francisco Calheiros, que falava durante o 32º Congresso da Hotelaria e Turismo, esta quinta-feira, 11 de novembro, deixou claro que “a existência de um novo Governo e, sobretudo um novo Orçamento do Estado, talvez sejam uma oportunidade para que os responsáveis do Turismo sejam ouvidos e para que se implementem medidas há muito necessárias”.

Relembrando que, “em 2020, tivemos o pior número de dormidas desde 1993 e uma quebra na atividade turística na ordem dos 63%”, e que, “em 2021, esta quebra deverá situar-se nos 50% em relação ao ano anterior”, ficando o setor, “longe dos 27 milhões de turistas, dos 70 milhões de dormidas ou dos proveitos globais registados em 2019”, considera que a resposta está então na “capitalização das empresas” e em “fortalecer o Ecossistema do Turismo para que este possa dar resposta à altura às solicitações da retoma”.

“Em setembro, as dormidas de turistas estrangeiros superaram as dos portugueses pela primeira vez desde que a pandemia começou. Um sinal de que as viagens estão a aumentar e que os turistas estrangeiros continuam a escolher Portugal como destino seguro”, referiu.

Apesar de tudo, “para o total do ano 2021m as previsões da CTP apontam para uma quebra de passageiros nos aeroportos nacionais na ordem dos 60% e uma quebra de dormidas no alojamento turísticos na ordem dos 50%”.

Francisco Calheiros considera que “um novo Governo e sobretudo um novo Orçamento do Estado sejam uma oportunidade para que os responsáveis do Turismo sejam ouvidos e para que se implementem medidas há muito necessárias”.

Tal como tem vindo a afirmar há já alguns anos, em praticamente todos os seus discursos, “também é urgente o novo aeroporto para que os estrangeiros que necessitam de viajar para o nosso país tenham a certeza de que Portugal tem infraestruturas aeroportuárias de qualidade e que respondem à procura”.

Sílvia Guimarães, no 32º Congresso da Hotelaria e Turismo, a convite da AHP

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