Governo coloca Património Público à disposição de investimento hoteleiro

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30 edifícios públicos, de Norte de Sul do País, classificados como Património Nacional, irão ser disponibilizados em breve para investimento hoteleiro. O anúncio foi feito, ao início da tarde de hoje, pelo ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral, no almoço mensal da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que teve lugar no Sheraton Lisboa Hotel, e no qual se fez acompanhar pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Naquele que foi o primeiro almoço da associação a ter Raúl Martins, administrador do Altis Hotel Group, como presidente, após as eleições do passado dia 31 de março, o governante responsável pela pasta da economia deixou presente que neste momento este projeto está ainda “em fase de estudo” e terá de ser visto numa perspetiva de “médio a longo prazo”, que se destina a “espaços únicos” e a “investimentos de elevada qualidade”.

_P6A9525Embora considere que esta aposta “seja muito forte” e possa, ao mesmo tempo, “ser polémica”, o executivo garantiu que a intenção passa por ver “reabilitado o Património” que se encontra a “cair aos bocados” um pouco por todo o País. “A valorização do património é um dos eixos muito importantes de apoio à atividade turística”, enalteceu.

O ministro disse ainda que este será um projeto a ser trabalhado em parceria com o Ministério da Cultura para que possam ser “respeitados os valores do Património e também os interesses dos investidores que podem querer aceder a este Património”.

Os concursos serão abertos a investidores hoteleiros nacionais e estrangeiros para que “haja mais investimento no Turismo em Portugal e que seja um investimento de qualidade que permita a quem nos visita desfrutar do muito que Portugal tem para oferecer”.

Embora muitos players do setor considerem que as cidades já começam a ficar sobrelotadas de hotéis, Manuel Caldeira Cabral afirma que “o que faz sentido é que dentro da reabilitação urbana, que é uma das apostas deste Governo, se incluam também unidades hoteleiras. Não se trata de construir muito mais hotéis, trata-se de valorizar possibilidades de hotelaria ou de outras utilizações turísticas em espaços históricos utilizando isso como uma forma de reabilitar o nosso património e as vidas nas nossas cidades”.

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