“Os” temas quentes de agosto

“Os” temas quentes de agosto

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Os meses de julho e agosto são normalmente apontados como os meses da “silly season”, os meses onde se verifica um abrandamento de fatos e acontecimentos, dado coincidirem com o “pico” do verão e com as férias da maioria dos portugueses. Quando assim é, esmorecem os picos de audiência dos telejornais e emagrecem os jornais (na tradicional versão impressa).

Assiste-se a um proliferar de notícias “light”, que giram, por norma, em torno de sugestões para umas férias de sonho e/ou praias sobrelotadas, onde se assiste ao cada vez mais recorrente “fenómeno” de banhistas que procuram reservar local para estender a sua toalha, deixando-a de véspera ou, num esforço sobre-humano de entrega e dedicação “à causa”, se levantam de madrugada para garantir o local mais próximo da linha de água.

O ano de 2016 é também particularmente “feliz”, dada a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil, que pela sua importância mundialmente reconhecida, tem contribuído para alimentar os diferentes órgãos de comunicação social. Mas quem parece estar a caminhar na direção de mais uma “Medalha de Ouro”, é o turismo nacional. Dados do INE, divulgados este mês, apontam para novos recordes de dormidas no primeiro semestre de 2016, com três milhões no Porto e Norte, 2,03 milhões no Centro, 5,87 milhões em Lisboa, 640,78 mil no Alentejo, 7,39 milhões no Algarve, 661,4 mil nos Açores e 3,438 milhões na Madeira – com o Centro de Portugal a concentrar 7,3% do aumento de dormidas (mais 169,8 mil). Só no mês de junho, Portugal recebeu 1,9 milhões de turistas, crescendo igualmente o turismo interno, em cerca de 7,3%. Ficam, no entanto, aquém, os valores relativos à estada média, que desce cerca de 0,7% em relação a maio, para 2,91 noites.

Por outro lado, bem longe do otimismo dos números, a realidade apresenta-se bem mais cinzenta e esmorecedora. Em Portugal, e à semelhança do que anualmente acontece por esta altura, é “notícia” os (demasiado) frequentes incêndios que deflagram por todo o país, com efeitos devastadores a todos os níveis, em particular, no turismo.

Leia o artigo completo na edição de setembro (nº 353) da VIAJAR – Disponível online (aqui)

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