Domingo, Julho 21, 2019
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O 45° Congresso da APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo regressa ao Funchal ao final de nove anos, de 14 a 17 de novembro, para a sua quinta edição naquele destino insular, igualando assim Macau em número de recepções daquele que é considerado o maior congresso do Turismo em Portugal.
Para Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, a escolha da Madeira para a realização do congresso deve-se em primeiro lugar “aos números relacionados com o Turismo que são produzidos na Madeira, pelo peso destes números no PIB da Madeira e pela importância do mercado emissor nacional para a realização destes números”. Para o dirigente associativo, estes três fatores fazem com que “a Madeira seja o local prefeito para a realização de um congresso da APAVT”.
Pedro Costa Ferreira enalteceu ainda que esta é “a quinta vez” que a APAVT visita o Funchal, “tornando esta cidade, conjuntamente com Macau, a que, na história dos congressos da APAVT, mais congressos recebeu” e “é a primeira cidade portuguesa em termos de número de congressos”.
Por outro lado, o responsável avançou que a decisão de voltarem à Madeira deve-se ainda “aos resultados dos números turísticos da Madeira, que nos últimos anos atingiram o mais alto patamar do ponto de vista dos resultados da atividade”, mas também, “conjuntamente com esses resultados, temos vários e alguns enormes desafios que temos que olhar, trabalhar e desconstruir juntos.
Pedro Costa Ferreira apontou “a desvalorização da libra e o Brexit, mas também a falência de várias companhias aéreas, que fizeram com que perdessemos algumas rotas importantes e que deixaram algumas cidades europeias sem ligações direta à Madeira”, como fatores que estão ainda por resolver em conjunto no que toca ao destino.
“Vamos ter o congresso na região perfeita, no momento ideal e com os amigos certos” terminou Pedro Costa Ferreira, frisando ainda que “são esperados 600 players do mercado nacional (…), com expectativa de um enorme êxito e que este congresso seja mais um passo em frente na definição e clarificação das estratégias a definir, quer pelo país quer pela região da Madeira, fortalecendo a fantástica dinâmica do mercado nacional e que a Madeira, cada vez mais, fique menos dependente dos principais mercados internacionais”.
A APAVT que irá realizar o congresso em conjunto com a Associação de Promoção Turística da Madeira e o anúncio da data e local do congresso decorreu esta manhã no Funchal e Paula Cabaça, secretária Regional da Economia, Turismo e Cultura, afirmou que este protocolo assinado entre a APAVT e a Associação de Promoção Turística da Madeira “é uma satisfação para a Madeira”.
Segundo a dirigente regional, “este protocolo tem uma grande importância do ponto de vista promocional, primeiro face à importância que o mercado nacional tem para a Madeira neste momento, sendo o terceiro mercado emissor, com crescimentos positivos ao longo destes últimos três anos, e depois porque este evento poderá vir reforçar o posicionamento do destino neste mercado emissor”.

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A APAVT e o Grupo SATA tornaram público, esta quarta-feira, na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, um acordo que assinaram no passado mês de dezembro.

Segundo Pedro Costa Ferreira, “o protocolo é um acordo muito simples que foi assinado em dezembro, logo após a realização do congresso” da associação, que teve lugar em novembro na cidade de Ponta Delgada.

“Este protocolo trará benefícios mútuos para os agentes de viagens em geral e para os dos Açores em particular”, frisou.

Presente na ocasião esteve igualmente António Luís Teixeira, presidente da SATA, que revelou que irão ter, até ao final do ano, “um novo modelo que se adapte à SATA e aos agentes de viagens”.

Este novo protocolo tem por objetivo “modernizar” um outro que já havia sido assinado entre ambas em 2005 e tem como questão crucial a “remuneração das agências de viagens”.

“A maior valência deste protocolo é que ambos aderimos à ideia que as formas de remuneração das agências devem ser modernizadas e devemos encontrar novos caminhos, mas enquanto estamos a trabalhar nesses caminhos, não vamos realizar nenhuma rutura relativamente às bases que estavam implementadas”, garantiu Pedro Costa Ferreira.

Por outro lado, o dirigente associativo adiantou que “a SATA é um dos mais importantes parceiros de aviação [da APAVT] e um extraordinário pilar não apenas na relação com as agências de viagens, mas também com o Turismo. Foi com grande alegria que percebemos que da parte da SATA havia também um grande interesse em reafirmar que são os agentes de viagens o principal parceiro da companhia”.

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O presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, considera que “vivemos um momento agridoce enquanto setor”. Na inauguração da Bestravel, que está a decorrer na Madeira, no Savoy Saccharum Hotel, o dirigente associativo demostrou a sua preocupação em relação à atual conjuntura económica e política a nível mundial, mas deixou claro que se as agências de viagens mantiverem o “foco” e o “trabalho” poderão sair vitoriosas neste período de incertezas.

Para o responsável situações como o Brexit, o relacionamento dos EUA com o Irão e a China, a saída de Angela Market como chanceler da Alemanha e a substituição de Mário Draghi no Branco Central Europeu, fazem como que hajam dúvidas sobre o futuro.

Pedro Costa Ferreira afirma que, apesar das previsões otimistas do FMI, o Turismo é um setor que “está muito sensível aos padrões de consumo e os padrões de consumo estão muito sensíveis aos padrões de confiança”, por isso alertou os agentes de viagens presentes : “Nós nas nossas agências vamos ter que fazer sempre o mesmo, e fazer sempre o mesmo é dispersarmos pouco atrás das borboletas e focarmo-nos em embelezar o nosso próprio jardim para as borboletas virem até nós”.

Para o profissional, “não é a legislação que vai resolver os nossos problemas, não são os comportamentos dos nossos concorrentes que vão resolver os nossos problemas, não são os operadores nacionais que vão resolver os nossos problemas, não vai ser a TAP que vai resolver os nossos problemas, não vai ser a Bestravel que vai resolver os problemas de cada um, definitivamente não vai ser a APAVT que vai resolver os vossos problemas. Os vossos problemas vão estar resolvidos através do vosso comportamento, da vossa atitude, do vosso trabalho do dia-a-dia”, concluiu.

*A Viajar encontra-se na Madeira a convite da Bestravel

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“Sim, o aeroporto de Lisboa é um problema e não adianta virem dizer que estamos a falar sempre da mesma coisa. Falaremos até que o problema esteja resolvido”, afirmou Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, perante um aplauso efusivo da plateia, na sessão de encerramento do 44° Congresso Nacional da associação.

O aeroporto da Madeira também esteve na mira do dirigente associativo. Este considera que a infra-estrutra aeroportuária insular “enfrenta uma situação anacrónica, em que a tecnologia que hoje existe nas aeronaves e aeroporto, estão limitadas por uma legislação de 1964, e onde apenas o medo de atuação política pode justificar a inexistência de ação”.

Pedro Costa Ferreira garante que “o crescimento anterior não garante o crescimento futuro” e assegura que tudo tem a ver “com percepção do futuro e planeamento”.

Embora o responsável tenha considerado no seu discurso da sessão de abertura do congresso estarmos num final de ciclo para o Turismo, agora esclarece que “falar em final de ciclo, nada tem a ver com a perspetiva de decrescimento, tem a ver exatamente com a vontade de continuar a crescer”. E continuou, “é porque queremos crescer no futuro que temos que ter melhores estatísticas; é por querermos crescer no futuro, que seria importante acordarmos num critério de acompanhamento da atividade; e sim, tudo indica que o acompanhamento da receita parece ser o critério mais razoável”.

Por outro lado, defende que “devemos combater a politização do turismo, a híper regulamentação ou a esquizofrenia legislativa”. A título de exemplo, relembro a intervenção do ex-secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, afirmando : “não podemos, na mesma semana, acolher o Web Summit, dar uma canelada no alojamento local e ainda um puxão de orelhas à Uber. É que a rapaziada que esteve no Web Summit, além da hotelaria tradicional, frequentou o alojamento local, tendo-se deslocado de Uber…”.

Pedro Costa Ferreira disse que outra das conclusões que retirou deste congresso foi “a certeza de que, do mesmo modo que a formação é o único caminho que conduz à melhoria da qualidade do serviço, sabermos inserir as nossas empresas na economia digital será vital”. Por outro lado, concluiu afirmando que “o setor está mais preparado tecnologicamente”, mas adianta que “há muita ferramenta que está disponível, quer do ponto de vista da sua maturidade económica, quer do ponto de vista do seu custo, que poderá contribuir para a modernidade das agências de viagens, e, sobretudo, para a melhoria da resposta técnica e da interação com o cliente”.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a convite da APAVT

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“Não temos um aeroporto em colapso”, a afirmação é do administrador e diretor de Operações da ANA Aeroportos, Francisco Pita.

“Temos um aeroporto que está esgotado, mas que não está em colapso. Estamos a operar dentro da capacidade que temos e não acima da capacidade perante a qual podemos operar”, esclareceu perante a plateia de congressistas do 44º Congresso da APAVT, respondendo em palco a uma entrevista exclusiva conduzida por Pedro Costa Ferreira, presidente da associação.

Segundo o gestor, esta previsão de enorme crescimento do Turismo em Portugal, e em específico na região de Lisboa, não foi prevista pelos indicadores e estudos realizados à cerca de 10 anos atrás, dado que “as previsões há alguns anos não apontavam para este nível de crescimento. O que aconteceu ultrapassou claramente tudo o que podia ser previsto e o resultado foi este.

Desta forma, Francisco Pita prevê que irão fechar o ano de 2018 no Aeroporto Humberto Delgado com 29 milhões de passageiros transportados, ou seja, com mais 10 milhões de passageiros do que apontavam as previsões feitas há dez anos”. Só para ter termo de comparação, avançou com o caso do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, em que o tráfego anual é precisamente de 10 milhões de passageiros. “Se o tráfego [em Lisboa] tivesse crescido ao ritmo que estava previsto no contrato de concessão, teríamos nove anos para poder estar a estudar uma solução”, o que não aconteceu.

Montijo: Sim ou não?

Em relação ao aeroporto complementar do Montijo, o administrador garantiu que a ANA Aeroportos e a VINCI defendem “o desenvolvimento da Portela como um hub e um aeroporto complementar no Montijo. O que defendemos é uma solução dual para a região de Lisboa em contraponto com uma solução de um único aeroporto. Defendemos isto por um conjunto de motivos. A solução do Montijo como aeroporto complementar não é nova. É uma solução que já tinha sido várias vezes estudada. O Montijo há muito que está identificado como sendo uma das soluções mais viáveis para a expansão da capacidade aeroportuária, porque tem uma pista praticamente paralela à da Portela e a uma distância que permite a independência das duas pistas”.

Neste momento, o diretor de Operações assegura que a pista da Portela “não consegue oferecer mais de 38 movimentos por hora”, mas com as alterações previstas para o atual aeroporto da capital “o que está previsto é na Portela passar a ter 48 movimentos por hora e adicionar no Montijo 24 movimentos ficando 72 movimentos por hora”.

No que respeita ao tão esperado Estudo de Impacte Ambiental para que se possa avançar com o Montijo, Francisco Pita afirma que ainda nada está decidido, sendo que a ANA Aeroporto deverá entregar ainda até ao final deste ano as informações adicionais que irão permitir concluir o estudo e que foram exigidas pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Taxas aeroportuárias: elevadas ou não?

Quando Pedro Costa ferreira tocou no assunto, Francisco Pita disse de imediato que “não é verdade que as taxas tenham subido demasiado, nem que tem tenham subido vezes demais para valores exorbitados” e garante: “O que estamos a fazer está alinhado pelo contrato de concessão que temos com o Estado. Os aumentos foram em linha com esse contrato e concessão, e foram moderados”.
Assim, “o que fazemos quando mexemos em taxas aeroportuária é olhar para os nossos concorrentes (…) A ANA tem um interesse alinhado com o setor em que queremos crescer o tráfego. Somos os primeiros interessados em ter taxas competitivas com os nossos concorrentes”.
por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a convite da APAVT

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Macau é uma vez mais o destino internacional convidados da BTL, após já ter recebido essa distinção em 2009, anunciou a diretora do certame, Fátima Vila Maior, no decorrer do 44º Congresso Nacional da APAVT, a decorrer em Ponta Delgada.
A edição de 2019 da BTL terá lugar de 13 a 17 de Março, na FIL, em Lisboa, e irá ocupar pela primeira vez, em sete anos, os quatro pavilhões do recinto feiral.
Durante o congresso, Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, anunciou ainda que Macau será igualmente Destino Preferido da associação no próximo ano.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a convite da APAVT

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Rodolfo Faustino, ex-coordenador do Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Portugal, foi distinguido, pela APAVT – Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, com a Medalha de Ouro de Mérito Turístico, no decorrer do 44º congresso da associação, que decorre até este domingo em Ponta Delgada, nos Açores.

O profissional desenvolveu funções naquela entidade durante 18 anos, tendo sido substituído este ano no cargo por Paula Machado.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a convite da APAVT

 

 

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Marta Guerreiro, secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo dos Açores,considera fundamental o trabalho dos operadores turísticos e das agências de viagens portugueses na existência crescente de fluxos turísticos para os Açores.

A governante regional, que falava na sessão de abertura do 44º Congresso Nacional da APAVT, que decorre, até dia 25, em Ponta Delgada, defende que são estes os principais responsáveis pela diminuição da sazonalidade no arquipélago, numa altura em que o mercado nacional tem uma importância de 42% na hotelaria do país, com um acréscimo na época baixa para os 53%.

“Não posso deixar de realçar a importância dos operadores e agências de viagens nacionais nos fluxos turísticos para os Açores, especialmente nesta época do ano, que em muito tem contribuído para combater um dos nossos principais desafios, a sazonalidade do setor”, referiu.

Marta Guerreiro afirmou que é objetivo da economia açoriana consolidar o Turismo de forma definitiva e garante: “crescemos, queremos continuar com bons ritmos e temos ainda uma boa margem para fazê-lo”. Por outro lado, alerta que com estes crescimentos surgirão novos desafios, identificando como o principal “fazer com  que este setor se afirme, definitivamente, como um dos motores de desenvolvimento económico, ambiental, cultural e social dos Açores, com um papel, cada vez mais importante na economia da região, não só ao nível do produto gerado, mas também, em especial, ao nível das oportunidades de emprego e empreendedorismo criadas”.

Desde 2015 que o crescimento da procura levou a que existissem mais consistentes taxas de ocupação e Marta Guerreiro não deixou de frisar que os Açores foi “a região do país com o maior crescimento nas dormidas, com uma variação positiva de 20%, superando-se, em 2017, com grande margem, a desejada meta dos 2 milhões de dormidas”. Mas também no arquipélago se tem registado uma quebra no ano corrente. “Tal como tem vindo a ser verificado no todo nacional, [em 2018] registam-se taxas de crescimento nos fluxos turísticos mais baixas que as verificadas nos anos anteriores, em parte pela desaceleração conjuntural internacional dos fluxos turísticos já prevista desde fins de 2017, mas também, pelo ressurgimento de destinos de sol e praia com preços extremamente baixos”, referiu.

A governante admite que os Açores não são um destino de sol e praia, e muito menos um destino de preços low-cost, mas deixou o alerta que “em parte pela desaceleração conjuntural internacional dos fluxos turísticos, já prevista desde fins de 2017, mas também pelo ressurgimento de destinos de sol e praia com preços extremamente baixos”, a verdade é que “mesmo os turistas com algum perfil de turismo de aventura e de natureza estão a ser aliciados por promoção intensiva e preços muito baixos em destinos como Egito, Turquia ou Tunísia”.

No entanto, a profissional assegurav que “a verdade é que esta evolução, depois de um crescimento de 93% das dormidas, em apenas três anos, vem permitir um ritmo mais adequado à estratégia turística definida pelo Governo dos Açores, onde se pretende que a atividade cresça de forma sustentável e gradual, garantindo a boa gestão dos recursos físicos e humanos, a maximização de ganhos económicos para todos os agentes regionais, assegurando benefícios para a população e para a criação de valor cultural, mas sempre em harmonia com o nosso principal ativo diferenciador, a nossa natureza exuberante e preservada”.

A estratégia dos Açores pretende assim que “a atividade cresça de forma sustentável e gradual, garantindo a boa gestão dos recursos físicos e humanos, a maximização de ganhos económicos para todos os agentes regionais, assegurando benefícios para a população e para a criação de valor cultural”. Para isso, “temos em curso o processo de certificação do destino como sustentável, algo que prevemos alcançar já no próximo ano”.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada, a convite da APAVT

 

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A falta de conhecimento dos mercados emissores turísticos para Portugal, a falta de indicador ou de políticas públicas que definam os desafios do setor, a politização excessiva do turismo enquanto área de oposição a um mundo global e a constante transformação digital do setor, foram os constrangimentos identificados para o futuro do setor do Turismo, pelo antigo secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

Convidado como key note speaker do painel “Turismo em Portugal: Os desafios do Crescimento”, que decorreu esta manhã, no âmbito do 44º Congresso da APAVT – Associação Portuguesa Nacional das Agências de Viagens e Turismo, o ex-governante, no que concerne à falta de conhecimento por parte de Portugal em relação aos seus mercados emissores, “o indicador matriz deveria ser o crescimento das receitas”. Na sua opinião, “o objetivo de Portugal deveria ser crescer ao nível das receitas do setor acima da média dos seus principais concorrentes”.

Desta forma, “se estivermos a crescer muito nas receitas ou o fazemos, por um lado, porque temos mais dormidas ou, por outro, porque cada dormida nos está a render muito mais. E se olharmos para esse indicador, ao dia de hoje, não há qualquer estagnação, não há qualquer fim de ciclo”, evidenciou perante os congressistas e respondendo às preocupações de Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, que no dia anterior tinha proferido no seu discurso de abertura do congresso.

Adolfo Mesquita Nunes afirma não ser pessimista, antes pelo contrário: “Acho que há várias condições para continuarmos a posicionarmo-nos neste indicador, mas claro que há muita coisa a fazer”, alerta.

Segundo o último secretário de Estado do ex-governo social-democrata, “os governos têm conseguido consensualizar e tentar ter uma política constante para o setor do Turismo, e o setor tem beneficiado com isso. Têm-no feito procurando olhar para a realidade, traçar objetivos”, adianta, mas deixa o alerta que “isso está a mudar porque na europa um quadrante politico, cada vez mais evidente, escolheu o Turismo como a encarnação temática do capitalismo selvagem”.

Para si “o pior ainda nem sequer chegou a Portugal, mas em Espanha, França, Holanda, Alemanha e Itália, os setores anti-capitalistas olham para o Turismo como o símbolo da globalização do capitalismo, o sinónimo da gentrificação, do emprego de baixas qualificações. E não há dúvida que o Turismo é um exemplo de capitalismo. Graças à economia global, o Turismo cresce como nunca cresceu e há cada vez mais gente, que antes não podia viajar e que passa hoje a poder viajar. Deixou de ser um fenómeno de elites e passou a ser um fenómeno de massas”.

A transformação digital do setor é outro dos fatores que preocupa o político. “Temos de transformar o país num destino turístico inteligente”, dado que “uma empresa que se modernizou em 2003 e que não o esteja a fazer atualmente novamente, corre o risco de ser ultrapassada”. O antigo dirigente defende que “investimentos são necessários”, assim como o fator “criativo” e “diferenciador” são fundamentais para a sobrevivência das empresas.

“Temos de vencer o desafio de transformar o país onde se testam as novas realidades, pois isso traz mais investimentos, mais ideias e mais pessoas”, concluiu.

 

* Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada, a convite da APAVT

 

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Eduarda Neves, vice-presidente da APAVT e coordenadora do Capítulo de DMC´s, afirma que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a condicionar a atividade turística na capital.

A responsável, questionada sobre quais são os principais constrangimentos existentes na cidade de Lisboa, no decorrer do painel “Turismo de Portugal: Os desafios do crescimento”, respondeu da plateia que surgem surpresas todos os dias a esse nível. “Todos os dias temos surpresas da Câmara Municipal “, o que leva a existir forçosamente “um ciclo novo todos os dias” para a operação turística em Lisboa.

Eduarda Neves confessa que tem sido “cada vez mais difícil dialogar” com a CML e por isso adianta: “Já chamámos a ATL ao assunto, já informámos o Turismo de Portugal sobre o que se passa, mas as coisas não são fáceis. O diálogo não é fácil”, enalteceu.

A título de exemplo, a dirigente disse que o mais recente constrangimento passa pela proibição de circulação de autocarros de turismo, com mais de 50 lugares, no centro da cidade, desde a Ribeira das Naus e até aos Restauradores. “A Ribeira das Naus vai ser proibida e quem vem de um cruzeiro e vai sair do barco em Santa Apolónia não vai conseguir ver a cidade, só se for a pé”, alertou.

Tendo em conta que a APAVT não foi chamada a pronunciar-se sobre a matéria, “não estamos a ver grande abertura para sugestões. Tem sido extremamente difícil convocar reuniões com a câmara. Não estou a ver que hajam grandes mudanças a favor da operação turística”, concluiu.

 

* por Sílvia Guimarães, em Ponta Delgada a  convite da APAVT