Congresso APAVT: Pedro Costa Ferreira defende alargamento de empréstimos e apoios às empresas do setor

por Sílvia Guimarães

Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, pediu ao novo Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, “frontalidade, trabalho árduo, exigência máxima e lealdade absoluta” na sua nova missão à frente do setor do turismo em Portugal.

O dirigente associativo, que falava esta tarde, na abertura do 47º congresso da associação, em Ponta Delgada, e dirigindo-se a Nuno Fazendo, defende como fundamental a continuidade do programa Apoiar.pt, afirmando que embora seja “verdade que as agências de viagens tiveram bons resultados em 2022, não é menos verdade que perderam mais de seis anos de resultados em 2020 e 2021”.

Para Pedro Costa Ferreira, “a fragilidade e a necessidade são imensas, a crise não mora nas demonstrações de resultados de 2022, mas está alojada nos balanços dos próximos anos”.

Por outro lado, defende que “sendo certo que os processos de recapitalização para as pequenas e médias empresas falharam de forma contundente, será fundamental que se consiga prorrogar, para quem o necessite, o pagamento do serviço da dívida contraída ao longo da pandemia”.

Apesar de dizer que, durante a pandemia, “os apoios foram insuficientes”, considera que basta agora seguirem o “excelente exemplo que tem dado o Turismo de Portugal, alargando os restantes processos de empréstimos”.

A APAVT demonstra-se disponível para, com o novo secretário de Estado, “trabalhar na esfera europeia para que a nova Diretiva das Viagens organizadas não saia ainda mais desequilibrada ao longo da cadeia de valor e ainda mais injusta para as agências de viagens”.

Pegando no tema do congresso, “Fazer”, Pedro Costa Ferreira garante que “urge realizar, na macroeconomia o crescimento, ao nível empresarial a produtividade e a recuperação económico-financeira, no Turismo a manutenção da liderança económica em Portugal e a competitividade internacional”.

E deixa o alertacaso o novo azeropor de Lisboa não avance: “Liderança e competitividade que podem estar em perigo, sem que se vislumbre um outro setor económico que dinamize o País, pela situação anacrónica, vergonhosa e incapacitante, das acessibilidades aéreas de Lisboa. Há mais de dez anos que acompanhamos esse processo, temos boas e fundadas razões para não acreditamos numa decisão em 2023”.

Sem decisão em relação à nova infraestrutura aeroportuária, “não podemos acreditar numa solução que seja implementada nos próximos anos. E não acreditando, resta-nos exigir que façam o que neste momento parece ainda possível fazer, que são as obras no aeroporto da Portela, permitindo melhorar a operacionalidade e eficiência desta infraestrutura”, concluiu.

*A Viajar Magazine em Ponta Delgada, a convite da APAVT.

 

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