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CTP alerta para necessidade de assegurar articulação entre os fluxos turísticos e sua distribuição pelo território

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“É preciso abandonar de uma vez por todas a ideia de que temos turistas a mais. Ou que os turistas são sinónimo de ameaça à sustentabilidade dos destinos”, as palavras foram proferidas pela CTP, nas comemorações oficiais do Dia Mundial do Turismo, que este ano decorreu em Ponta Delgada, perante a presença do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, e da secretária regional da Energia, Abiente e Turismo, Marta Guerreiro.

Carlos Moura, vice-presidente da CTP, que lia o discurso de Francisco Calheiros, presidente daquela confederação, que não pode estar presente, afirmou que “o turismo tornou-se uma das atividades económicas mais importantes do planeta e um importantíssimo motor de desenvolvimento para as sociedades atuais, crescendo acima do PIB mundial” e deu como exemplo o facto de “em 2018, e segundo a Organização Mundial do Turismo, o número de turistas internacionais em todo o mundo ter atingido os 1,4 mil milhões, mais 6% do que em 2017”. Segundo a CTP “mais de metade deste crescimento deve-se a países da Europa do Sul e Mediterrâneo, onde se inclui Portugal, que recebeu cerca de 15 milhões de turistas estrangeiros em 2018, um recorde absoluto”.

Para a CTP o desafio e a “verdadeira ameaça” ao contínuo crescimento do Turismo em Portugal “não está no aumento de turistas, mas sim na incapacidade de antecipar, planear e intervir” em áreas como “qualificação dos  territórios”, “mobilidade”, “infraestruturas aeroportuárias”, “estratégias de sustentabilidade ambiental” ou “economia digital”.

Carlos Moura, aproveitando ainda a presença do ministro Adjunto e da Economia, deixou um repto a este e futuro governo, dado estarmos em vésperas de Eleições Legislativas: “a necessidade de assegurar uma correta articulação entre os fluxos turísticos e a sua distribuição pelo território português”, para assim evitarmos a ainda presente sazonalidade em algumas regiões do país, sobretudo as mais dependentes do sol e mar, como o Algarve.

A CTP considera que a “qualificação e formação profissional”, assim como a “demografia”, são os maiores desafios que sem impõem tanto no presente como no futuro à atividade do Turismo e propõe: “que sejam estudados e criados canais de circulação de trabalhadores com outros países”; “que se invista na modernização e inovação do sistema educativo para fazer face às necessidades do mercado”; “que se aposte na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores no Turismo, no que se refere à formação, retribuição e benefícios sociais”; “e, por fim mas não menos importante, que a ideologia ceda ao pragmatismo no que à especificidade do Turismo diz respeito”.

Por fim, a CTP deixou presente que “a atividade económica do Turismo tem de ter um quadro jurídico laboral que tenha em conta as suas características intrínsecas”.

*A VIAJAR MAGAZINE viajou a Ponta Delgada a convite da CTP

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