“O evento em Lisboa será inesquecível”

“O evento em Lisboa será inesquecível”

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Otimista com o sucesso daquela que será a maior convenção que Lisboa algumas vez rececionou, Vítor Costa vê na Web Summit uma forma da capital portuguesa ficar na boca do mundo, principalmente através das redes sociais. Além disso, o responsável acredita que “o impacto da Web Summit vai muito mais longe do que o turismo, posicionando Lisboa como cidade muito relevante a nível do empreendedorismo, da criatividade e da atratividade”. A viajar esteve à conversa com Vítor Costa que desvendou um pouco de como tudo começou e quais são as expetativas agora e daqui a cinco anos.

Como surgiu a candidatura de Lisboa à receção do Web Summit?
Recebemos um contato no nosso Lisboa Convention Bureau perguntando se estaríamos interessados em candidatar Lisboa a receber um grande evento internacional. Como sempre, manifestámos interesse e fizemos contatos com o Turismo de Portugal e com a Câmara Municipal de Lisboa. Rapidamente se percebeu que estávamos perante uma situação excecional, em que o envolvimento das várias entidades nacionais tinha que ser mais profundo.
A partir daí houve um fortíssimo empenhamento do presidente da CML, Dr. Fernando Medina, e do ministro e secretário de Estado de então, Dr. Paulo Portas e Dr. Leonardo Mathias.

O que considera que fez Lisboa sair a grande vencedora?
Penso que ganhámos principalmente por três razões: pela força e prestígio da marca Lisboa;  pela necessidade que a organização da Web Summit tinha de crescer; e pela perfeita coordenação e empenhamento de todas as entidades envolvidas.
De facto, Lisboa tem atualmente um enorme prestígio, fruto do percurso que tem feito a nível do Turismo e do sucesso na organização de grandes eventos ao longo dos anos. Toda a gente quer vir para Lisboa e toda a gente confia que as coisas vão correr bem em Lisboa.
Creio que a organização da Web Summit, que é um evento que tem crescido de forma muito rápida e exponencial, queria renovar-se, “dando o salto” para um destino mais atrativo, sem ofensa em relação a Dublin, que é uma cidade muito interessante. Por isso, Lisboa, Paris e Amesterdão foram consideradas como alternativas.
Ganhámos vantagem na short list final porque demonstrámos empenhamento, coordenação e capacidade de resposta, sem qualquer contradição entre as diversas entidades, mesmo num quadro em que os atores políticos tinham orientações diferentes.

Qual tem sido o papel do Turismo de Lisboa após terem conseguido a captação do evento?
O papel do Turismo de Lisboa foi essencialmente na fase de captação do evento e, posteriormente, integrando o grupo de trabalho que foi criado. Para além do cofinanciamento do evento, o nosso papel tem sido sobretudo o de interface com outras entidades e com os nossos associados.
Investimos também na nossa representação no grupo de trabalho, destacando a nossa Diretora Executiva, cuja experiência, bom senso e conhecimento tem sido importante.

Hotelaria não se deverá preocupar

Como é sabido, o presidente da Web Summit, Paddy Cosgrave, demonstrou o seu interesse que grande parte dos 50 mil participantes fique hospedada nos bairros históricos de Lisboa, em unidades de alojamento local, em casa de amigos ou em Couchsurfing. Acha que os hoteleiros de Lisboa terão razões para estarem preocupados?
Acho que os hoteleiros de Lisboa não têm razões para se preocuparem com as taxas de ocupação.
No início do processo reunimos com os hoteleiros e alertámos para a necessidade de todos termos consciência de que o evento está contratado para três anos, podendo ser prolongado por mais dois. Aliás, a realização em 2017 e 2018 poderia ser cancelada em determinadas circunstâncias. Por isso, há que ter uma visão estratégica e não meramente conjuntural. Todos compreenderam esta mensagem.
Por outro lado, sempre sublinhámos que os nossos hoteleiros e outros prestadores de serviços são profissionais e experientes, respeitadores das regras de mercado, esperando reciprocidade. Um processo desta complexidade tem sempre uma ou outra situação, mas creio que tudo se ajusta.

Leia o artigo completo na edição de outubro (nº 354) da VIAJAR MAGAZINE – Disponível online

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